Quem acompanha o conteúdo aqui do Game Analyticz sabe da paixão que eu tenho por jogos abstratos. Acho que tem a ver com o fato de que minhas primeiras lembranças com jogos na infância foram com ludo e damas. Enfim, eu sempre gosto muito dos games que trabalham sem um tema e materializam a mecânica com cores, formas geométricas etc. Shobu foi uma descoberta recente apresentada pelo amigo Rodrigo Snow e que me surpreendeu bastante.
Shobu é para ser jogado em dois players. Há quatro tabuleiros na mesa: dois de cor clara e dois de cor escura. Cada tabuleiro possui quatro peças de cada jogador. A corda separando eles é só um enfeite do game. As peças são pedras polidas.
A cada rodada, os players devem fazer dois movimentos em tabuleiros de cores diferentes. Ou seja, se você fizer um movimento em um tabuleiro claro, obrigatoriamente terá que fazer o próximo no escuro e vice-versa. Aí vem a sacada do jogo: o movimento é sempre feito movimentando (ortogonalmente ou diagonalmente) uma peça em até dois espaços; uma vez que você faz o movimento deve replicar o mesmo, se possível em qualquer outra peça. O objetivo é tirar todas as peças do oponente de um tabuleiro. Simples assim.
O vídeo a seguir mostra rapidinho como funciona uma partida de Shobu e as possibilidades estratégicas:
É facinho de fazer um print and play e é rápido de jogar e aprender. Na correria de começo de semestre, esse é o tipo ideal de game para mim. =)
O Shobu me fez tirar do armário para jogar novamente o Yinsh, um dos meus abstratos favoritos. Aproveitei para dar uma revisitada - também - no meu game YN que também vinha com pedras de verdade para jogar.
Que jogo gostoso. Silk tem uma simplicidade estratégica gostosa que conquista pela essência enxadrista. O game é sobre criações de bichos-da-seda. Cada player joga tem um trabalhador, um cachorro e casulos. É preciso spawnar seus bichos-da-seda pelos tiles, posicionar eles com o trabalhador e cão, montar cercas e evitar os ataques do okami (uma criatura que come sua criação).
O lance é fazer combos para acabar com as criações do seus oponentes e movimentar o máximo possível suas crias. A mecânica central é baseada em rolagem de dois dados - cujos resultados podem ser alterados pra cima ou pra baixo usando pontos do tabuleiro.
Rápido, estratégico e com aquele fundinho abstrato que eu adoro.
Sempre bom prestigiar o tabuleiro nacional. Gnomopolis - dos autores Igor Knop e Patrick Matheus - estava na lista de “quero jogar” faz tempo. Consegui experimentar o game em uma visita na Bodogami em SP.
O game (com arte sensacional, diga-se de passagem) é um título rápido de gerenciamento de trabalhadores e escolha de cartas.
Há uma série de gnominhos que precisam ser transportados da cidade antiga para a cidade nova que está sendo construída. Cada cor indica uma profissão diferente e elas precisam ser combinadas para aquisição de recursos, conselheiros, dinheiro e mais pessoas.
O jogo tem componentes bem legais e eu gostaria de citar a canequinha que faz as vezes de saco de sorteio para montar seu “deck” de gnomos.
Opa! Primeiro joguinho novo conferido esse ano. Tile game simples com alguns problemas visuais na sua arquitetura (e faz sentido essa expressão, pois o game é de construir cidade).
Em PARIS - la cité de la lumière - um game para dois players - é preciso montar as ruas de Paris com ladrilhos e - em seguida - construir prédios. Jo entanto, como o subtítulo do game diz, é necessário posicionar seus prédios para que eles capturem o máximo de luz dos postes.
Para ajudar nessa missão, há alguns terrenos com poderes especiais (que são locais emblemáticos de Paris). O game, em um primeiro momento, é daqueles difíceis de enxergar as possibilidades estratégicas, mas elas estão lá. Um ponto legal: você usa a caixa do jogo como base para montar a cidade.
Se está difícil reunir amigos presencialmente para jogar boardgame, reunir uma galer para uma sessão de RPG é um desafio hercúleo! Ainda bem que tem plataformas como o Roll20 para juntarmos a turma online para matar saudade desse hobby. =)
Hoje, dia 1 de janeiro de 2023, começamos o ano enfrentando desafios no mundo de CONAN em uma partida mestrada pelo amigo Leo Andrade no sistema que ele criou: o OPERA RPG.
Espero que seja o prenúncio de um grande ano lúdico! Espero pra 2023 boas jogas com amigos que não vejo faz tempo, conhecer novos jogos e boas risadas!