domingo, 23 de junho de 2019

Azul - stained glass of Sintra

Bom, Azul é um dos meus games favoritos. Ele até entrou numa mega lista que eu fiz no meu aniversário de 40 anos. Azul - stained glass of Sintra não decepcionou; gostei muito da variação do jogo, mas o primeiro eu ainda gosto mais. Bom, esse aqui é ambientado na cidade de Sintra (Portugal) e foca na produção de vidro colorido (aliás, as peças são maravilhosas; dá vontade de comer).



Como no jogo original, vamos comprando peças de fábricas que ficam no centro da mesa (aqui são videos coloridos e não azulejos) e devemos posicioná-las em uma espécie de tabuleiro vitral individual.



No entanto, diferente do Azul original, os tabuleiros individuais possuem colunas móveis de vitrais que serão diferentes a cada partida gerando uma aleatoriedade maior a cada jogo.



Tem uma pontuação marota de colunas completadas duas vezes e de vidros quebrados (que são pontos negativos, como no Azul).



É um excelente game. Um bom exemplo de como um game pode ganhar variação dentro da mesma mecânica/tema ficando bem diferente. Joguei recentemente e já encomendei para a ludoteca particular. Muito bom mesmo (é aquele abstrato com camada temática que dá uma graça especial).

Todo mundo jogando feliz!





#GoGamers

domingo, 16 de junho de 2019

Swordcrafters

Sabe aquele jogo que mecanicamente não é bom, mas que com a quantidade certa de vinho fica legal? Pois é, Swordcrafters cai nessa categoria.



Na real Swordcrafters é uma tranqueira de montar uma espada usando tiles. É isso mesmo, há um pool de tiles que vamos construindo lado a lado em nossos cabos. Os tiles possuem gemas que, quando combinadas de maneira correta, matam monstros que estão na mesa.

Enfim, imagens falam mais do que palavras:









Diversão sem limites. O mais legal é jogar essas merdas com as pessoas que entram no mode "role playing" para interpretar a brincadeira.

#GoGamers

domingo, 9 de junho de 2019

King's Forge

Toques de dice rolling com retrogosto de pattern building: este é King's Forge; mais um título que vai agradar quem adora aqueles games cheios de dadinhos.



A história é simples: somos profissionais da forja que tem um leque de objetos para construir para o rei. Cada objeto possui um número de dados a serem rolados para ser criado; logicamente, começamos o game com dados básicos pretos e eles devem evoluir para outras cores para elaborar as cartas no centro do tabuleiro. Há momentos que temos de sacrificar muitos dados para conseguir alguns de cores mais raras.





Esse aqui me lembrou um pouco o clima do Kingsburg. Tem um fator de sorte altíssimo, mas é possível contornar usando habilidades que modificam os resultados. Achei bacana. Divertiu.



Tem um fator de gerenciamento legal no qual você tem que escolher quais dados irão para a forja e quais serão usados na próxima rodada. Ganha quem faz quatro peças primeiro.

#GoGamers

domingo, 2 de junho de 2019

Victorian Masterminds

Orra! Que joguinho legal! Mais um título da leva de títulos de 2019. Victorian Masterminds é um game ambientado numa pegada steampunk; Sherlock Holmes está morto e algumas mentes malévolas da Europa estão construindo monstros mecânicos para tocar o terror na população.



A mecânica elementar é de worker placement. Cada player tem cinco personagens: Capanga, Máquina, Sabotador, Piloto, Número 2; cada um com uma habilidade diferente: pegar parafusos, pegar chapas de bronze, conquistar prédios, duplicar bônus e eliminar poderes de oponentes.



A cada rodada, os players vão colocando seus workers (que vêm num formato bem legal de engrenagem) virados para baixo no tabuleiro principal. Quando três se acumulam, são revelados e os poderes são resolvidos.





Miniaturas legais (sim é da Cool Mini a produção) e ambientação muito gostosa. Fez a alegria de um domingo de frio com bons amigos e um repasto de bolacha passatempo com pipoca doce.





#GoGamers

domingo, 26 de maio de 2019

Museum

Esse é um lançamento desse ano. Jogo bonito e bem ilustrado com mecânicas de set collection, trade e draft. No game, os jogadores são curadores de um museu buscando obras para montar grandes exibições. Cada um possui um tabuleiro individual de museu e há um tabuleiro coletivo para adquirir obras de quatro lugares distintos do mundo.



Não tem muita novidade, mas é interessante. A pontuação basicamente é resolvida arranjando cartas de uma mesma cultura (japonesa, chinesa, inca etc.) em sequência ou ajeitando ícones de tipo de obra (cerâmica, escultura etc.). No final do game os players podem remanejar as cartas no tabuleiro para fazer uma exibição mais parruda e essa é uma parte legal do jogo.





Além das cartas de relíquias é possível contratar especialistas que dão alguns poderes especiais para sua mesa e toda rodada há uma notícia de jornal que gera um efeito geral que afeta os players. Outro ponto interessante é que há algumas cartas de "comentários negativos da mídia" que podem arruinar parte da sua exposição.

No geral é rápido e leve. Como eu disse: não tem nada de novo, mas é bem gostoso de jogar.

#GoGamers

domingo, 19 de maio de 2019

Nagaraja

Eu adoro esse games específicos para dois players. Sou fã mesmo. Nagaraja foi uma das boas surpresas lançadas esse ano; e eu sabia que ia gostar porque tem a assinatura do senhor Bruno Cathala - um dos meus game designers favoritos. A brincadeira se passa em um templo perdido da Índia. Cada jogador tem um tabuleirinho que representa o templo e a missão é ir entrando pelos tortuosos caminhos tentando achar os tesouros que se encontram no fim de cada corredor.



A mecânica do game é bem interessante: a cada rodada os dois players estão disputando um tile que será colocado no tabuleiro para gerar um caminho até um tesouro. Para isso eles apostam cartas da mão que indicam quantas "barras de rolagem" serão utilizadas para conquistar o tile.



As "barras de rolagem" são os dados do jogo: poliedros de quadro lados compridos nas cores verde, branco e marrom. Cada um deles possui números e ativadores de poderes de outras cartas. Lembrou muito o tipo de dado usado no clássico jogo egípcio Senet. Esse sem dúvida é o componente que deixa o game diferente e mais divertido. A cada rodada os players devem escolher se escolhem dados menores que ativam mais poderes das cartas ou dados maiores que geram mais números para disputar os tiles.



Tem umas dinâmicas de pontuação divertidas e cheias de surpresa. É possível alterar o tabuleiro do oponente, mudar tiles de lugar, há tesouros amaldiçoados que te fazem perder ponto; em resumo: foi um dos games mais legais que joguei esse ano. Comprei e já entrou na wishlist.

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Mottainai

Opa, acabei de jogar esse título que a Ludofy trouxe recentemente para o Brasil. Antes de tudo, vamos entender o que significa o nome desse game segundo este site aqui: "Mottainai é uma expressão antiga que o povo japonês utiliza quando alguém desperdiça algo, porém do mesmo modo que é impossível traduzir a expressão para o português, é igualmente implausível traduzir a verdadeira essência do Mottainai. O Mottainai é aprender a reconhecer o valor de todos os recursos ao nosso redor, e a partir disso aproveitar tudo com respeito e gratidão. Eliminando o desperdício".



Pois é, legal, né? Em Mottainai nós somos monges produzindo produtos (pipas, artesanato, roupas, hashis etc.) visando o maior aproveitamento dos recursos disponíveis. Para isso vamoss usando mecânicas de gerenciamento de cartas na mão, fazendo uns drafts malandros com cartas da mesa e organizando uns sets collections. As mecânicas funcionam muito bem integradas e fazem uma harmonia bacana entre os jogadores e as rodadas. Realmente flui bem.



Basicamente cada player possui um tabuleiro no qual vai alocando seus trabalhadores. O ponto legal é que, visando o máximo aproveitamento de recursos, você joga com seus workers e com os do oponente. O objetivo é produzir, transportar e vender pela melhor maneira possível. O jogo é muito bem sacado e possui uma dinâmica muito interessante (fora que as partidas são de quinze minutos a meia hora).



O que eu não gostei muito foi da arte do game. Apesar de ter umas ilustras minimalistas legais o layout como um todo deixa o jogo com uma cara de protótipo (o que não reduz o brilhantismo dele). Gostei bastante de conhecer e quero jogar com mais players (pois joguei em três).

#GoGamers

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Ave Caesar

Esse aqui a Grow trouxe para o Brasil. Ave Caesar é um jogo que foi lançado lá fora em 1989, portanto, é um jogo com mecânica bastante datada.



Essencialmente ele é um race to the end no qual os players usam cartinhas numeradas de 1 a 6 para avançar no percurso de bigas romanas. Para dar uma graça extra, em uma das três voltas que os players devem dar no percurso é preciso passar na frente da cabine do César para saudá-lo e deixar sua moeda.



O tabuleiro tem dois lados (easy e hard) e o manual oferece umas regras opcionais paras colocar uma espécie de combate entre os players.

É ok se você jogar com o espírito da época, mas é um game clássicaço de corrida. Mais um conferido para a lista.

#GoGamers

domingo, 14 de abril de 2019

Fairy Tile

Que joguinho gostoso. Sério; fazia tempo que não jogava algo leve e tão bacana igual Fairy Tile (nome malandro, inclusive). Basicamente é um tile game de contar um conto de fadas posicionando três personagens - dragão, princesa e cavaleiro - nos lugares certos de um tabuleiro formado com tiles de três hexágonos.



Joga-se de 2 a 4 players e cada um possui um deck de cartas com uma página da história. Por exemplo: "E o dragão encontrou com a princesa na grande flores (mínimo de três tiles de floresta juntos)". Se, na sua vez, você conseguir colocar a peça do dragão junto com a princesa na floresta você marca o ponto. A princesa anda de um em um hexágono e se teleporta para os castelos, o dragão voa em linha reta até um extremo do board e o cavaleiro anda de dois em dois hexágonos.





Tem uma estratégia leve e, certamente, o ponto alto do game é a arte. As minis são geniais.

Esse aqui já entrou na lista de compra.

#GoGamers

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Abrindo as portas da dungeon e resgatando tesouros empoeirados: uma reflexão sobre jogar games que estão perdidos em nossas estantes e memórias

O post de hoje não tem mini análise de game. Aliás, o título do post de hoje tá com cara de nome de tese de doutorado. Esse texto aqui é realmente diferente: ele é uma reflexão (quase textão) sobre memória, afeto, amizade e games.

Pergunto: você joga seus games antigos com qual frequência? De vez em quando você pega aquele joguinho que já foi seu favorito, mas está no fundo do armário para tirar o pó e recordar bons momentos que vocês passaram juntos? Pois é, esse fim de semana eu fiz esse exercício; tirei do armário algo que há uns 5 anos eu não encostava a mão: Star Wars Miniatures.


Sith x Velha República: quem vencerá?

O primeiro post do Game Analyticz fala justamente sobre esse game. Durante anos eu e meu primo João Eduardo jogamos “profissionalmente” a parada, inclusive participando ativamente em grupos de discussão e organizando campeonatos.


Anos e anos de prática nesse "esporte".

Nesse meio tempo meu primo se tornou diplomata e foi morar fora. Em sua despedida em 2015 fizemos uma grande sessão para jogar SW minis. Apesar de termos nos encontrado algumas vezes, não tivemos mais oportunidade de jogar esse game que a gente tanto gosta.


Naga Sadow vs um Wookie.

No entanto, nesse último final de semana - que meu primo passou aqui em São Paulo - retiramos o pó das miniaturas e travamos um combate épico. O mais engraçado de jogar de novo algo tão cheio de regras é que a gente se deu conta do quanto não lembrava de muitas delas. Digamos que o game ficou menos “elegante”, mas rendeu muita diversão.



É fundamental jogar coisas antigas. É uma espécie de “arqueologia lúdica” você resgatar velhos games para jogar com outro olhar.

No mesmo dia que batemos o Star Wars miniatures ainda jogamos algumas partidas de Liars Dice, que acho que foi um dos games que eu mais joguei nos primórdios da Ludus Luderia (todo final de noite terminava com um grande embate de dados e era magnífico!)



No meio de tanta novidade que sai todo dia no mundo dos boardgames também é importante resgatar o que fez nosso passado lúdico legal. Por isso eu digo: tire os games com boas memórias da estante; tente chamar as pessoas que fizeram dele um jogo legal junto com você. Jogue de novo com um olhar mais maduro e procure observar se o jogo ou você mudaram. Pra quem estuda/desenvolve games eu garanto que é um exercício fantástico!



Hoje o post não é de games, mas é sobre memória e nostalgia. E ele vai ficar registado aqui para eu sempre dar uma olhada e lembrar dos games que gosto (e das pessoas que fizeram esse game legal, mesmo que a gente não se encontre com a frequência que gostaria para se divertir).

#GoGamers

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cards against humanity

Eu joguei isso aqui uns quatro anos atrás visitando um primo meu em Londres. Fui verificar e descobri que não tinha feito a tradicional resenha (já que o objetivo desse site é resenhar todos os games analógicos que jogo). Semana passada meus alunos levaram essa pérola para a aula de gameplay e eu joguei novamente.



Bom, não tem muito o que falar. É uma versão dark de Apples to Apples. Uma carta é aberta na mesa e ela possui um espaço em branco; por exemplo: ALGO QUE EU NÃO PRECISO ME PREOCUPAR É _________ . A partir disso os players devem escolher uma carta em suas mãos que complete a frase da maneira mais ofensiva e tenebrosa possível (cabe ao jogador da rodada elencar a pior).



Cai na categoria do Exploding Kittens. O cara ganha público pela temática bizarra e controversa.



É um pacote gigantesco de cartas e, realmente, pode ofender pessoas mais sensíveis. Sei lá, acho que estou velho pra brincar disso.

#GoGamers

domingo, 24 de março de 2019

Dice Throne

Bom, este aqui é uma grande perda de tempo. Não que seja ruim, mas é daqueles jogos de ficar rolando dados o tempo todo. Para acrescentar algum tipo de estratégia colocam um maço de cartas com alguns defeitos malandros para compensar.



É uma série de jogos na verdade. Eu joguei a edição que é o Samurai contra o pistoleiro. Cada jogador assume o papel de uma dessas personagens e recebe um conjunto de cinco dados. Alternando turnos, vamos rolando os dados buscando fazer as melhores combinações. Aí temos as combinações clássicas do poker para fazer combos mais ou menos poderosos.





Bonitinho, mas não fiquei curioso para jogar outros jogos da série .

#GoGamers

domingo, 17 de março de 2019

Anachrony

Gostei desse aqui, mas precisa ser jogado novamente. Caixa grande, cheinha de componentes; uma delírio para os olhos boardgamers! Na primeira vez não deu pra explorar nem um cisco de possibilidades estratégicas que o game oferece. Vamos por partes falando um pouquinho de cada ponto central.



Anachrony é um board game de temática espacial com elementos de viagem no tempo. O game design é assinado a seis mãos por Dávid Turczi, Richard Amann e Viktor Peter. Se passa na Terra do século 26 que foi devastada por um apocalipse; por conta desse evento é possível acessar alguns pontos do passado para conseguir recursos perdidos e acelerar alguns progressos. Ponto para os caras que conseguiram retratar isso num board game.



O game é jogado em duas áreas distintas: um board coletivo e um mini board individual. A mecânica básica é de worker placement com umas alocações de action points. No entanto tem umas roladas de dados e set collection. No tabuleiro individual você controla seus trabalhadores e há uma mecânica interessante na qual eles vão dormir depois das ações; logo você precisa gerenciar quem está acordado e quem está dormindo para realizar os feitos tanto na área individual como na coletiva.



O jogo ainda tem sistema interessante de coletar bens que foram deixados pela linha do tempo. Você precisa adquirir recursos tecnológicos, construir prédios, construir super prédios e ainda ter alguns gênios na sua tripulação.



Tem uma complexidade de pontuação grande e é preciso estar ligado em umas 4 áreas o tempo todo. É daqueles que não dá pra jogar se distraindo (na imagem abaixo tem um full setup da brincadeira pra dar uma noção).



Outro ponto que gostei foi a arte do jogo a qualidade dos componentes. O layout faz a diferença e dá a atmosfera do game.

É bem sofisticado e realmente merece mais uma jogada. Valeu as 2 horas de jogo.

#GoGamers