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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Paladins of the West Kingdom

Mais um bom worker placement conferido! Nada de novo em tema ou mecânica, mas é um jogo muito bem arquitetado e montado. Mudo o molho, a batata é a mesma - mas foi divertido conhecer (sobretudo a arte é muito bonita)



Cada jogador possui um tabuleiro individual com inúmeras ações: rezar, converter infiéis, construir fortificações, contratar trabalhadores, atacar etc. O grande lance do jogo é que toda rodada você invoca um paladino que traz alguns meeples com ele. Estes meeples possuem cores variadas e desempenham funções variadas no seu tabuleiro. Daí vem a lógica (invidual) de worker placement e a lógica coletiva de tentar conquistar os favores do rei e os inimigos que estão na mesa. Tem um detalhe interessante que é a "conspiração"; toda vez que você pega um meeple roxo você está conspirando contra o reino e ganha uma carta de penalidade de pontos para o final do jogo, mas o meeple roxo é também um coringa para acionar os poderes do tabuleiro. 





Como eu disse, é uma receita antiga executada de maneira nova. Diverte na medida, mas é um pouco longo. Joguei de dois players e as sete rodadas tomaram 2 horas.

Mas é um jogão!

Mais um conhecido.

#GoGamers

domingo, 1 de dezembro de 2019

Everdell

Eu não havia elegido um game do ano em 2019, mas Everdell resolveu esse problema. O game me pegou pela mão e me conquistou. Gostei de tudo: mecânicas, arte e narrativa. Diversão garantida com uma engenhosidade sensacional. Já entrou para a wishlist.



O game tem um tabuleiro que é belíssimo em termos de montagem e arte. Tem "andares" para colocar os componentes. Eu fiquei mesmerizado pelo "assemblage" do game.



A mecânica do game gira em torno de mecânicas de draft e worker placement. Os players possuem esquilos para ir alocando em poderes disponíveis no grande board ou na sua área de game (que possui os limites de 15 cartas). Opções muito interessantes para questões estratégicas fazem do game uma experiência muito gostosa. Basicamente você monta um grid de 15 cartas e vai utilizando os poderes das mesmas, mas os poderes são gostosamente interessantes de se combinar e usar.



Este tipo de jogo é o que eu procuro hoje: mecânicas que geram muitas possibilidade estratégicas (e altos replays), arte linda, componentes maravilhosos e uma narrativa (lore) sensacional.

Eu não costumo compartilhar vídeos de regras, mas esse merece:


#GoGamers

domingo, 2 de junho de 2019

Victorian Masterminds

Orra! Que joguinho legal! Mais um título da leva de títulos de 2019. Victorian Masterminds é um game ambientado numa pegada steampunk; Sherlock Holmes está morto e algumas mentes malévolas da Europa estão construindo monstros mecânicos para tocar o terror na população.



A mecânica elementar é de worker placement. Cada player tem cinco personagens: Capanga, Máquina, Sabotador, Piloto, Número 2; cada um com uma habilidade diferente: pegar parafusos, pegar chapas de bronze, conquistar prédios, duplicar bônus e eliminar poderes de oponentes.



A cada rodada, os players vão colocando seus workers (que vêm num formato bem legal de engrenagem) virados para baixo no tabuleiro principal. Quando três se acumulam, são revelados e os poderes são resolvidos.





Miniaturas legais (sim é da Cool Mini a produção) e ambientação muito gostosa. Fez a alegria de um domingo de frio com bons amigos e um repasto de bolacha passatempo com pipoca doce.





#GoGamers

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Rise to nobility - the future of the five realms

Quem acompanha o Game Analyticz sabe que eu, atualmente, não sou grande fã de jogos de longa duração. No entanto, joguei as três horas e meia de Rise to Nobility com muito gosto. O tema gira em torno de indivíduos em uma terra de fantasia conquistando espaço na nobreza; um jogo de ascensão social.



É um worker placement cheio de mini mecanismos marotos, mas o que eu gostei mesmo foi como a temática de fantasia medieval foi bem ajustada com esse ponto.



Os players tem um mini tabuleiro para gerenciar a população do reino e um tabuleiro maior para disputarem a alocação de trabalhadores. A brincadeira gira em torno de alocar seus dados remanejando os valores dentro de uma escala de prestígio. No início do game resultados altos nos dados são ruins porque permitem poucas ações; o lance é ter dados com valores baixos. Nesse ponto trouxe uma lembrança do Kingsburg.



Gostei de como o andamento da pontuação é feito bem cadenciado. Na partida que jogamos foi só na última rodada que enxergamos o ganhador.



Pra fazer um contraponto, achei que algumas áreas do tabuleiro acabam ficando meio função por conta de opções melhores (mas isso é típico de worker placement).



Layout e ilustras interessantes. Bom game pra um domingo chuvoso com bons amigos.

#GoGamers

domingo, 7 de outubro de 2018

Origin

Origin é um game sobre o surgimento do humano no planeta. Sobre tribos migrando por uma terra ancestral. As peças que representam os humanos são sensacionais: madeira com entalhes maravilhosos. Temática bacana e jogo bem inteligente, mas o mecanismo de expansão das peças me confundiu um pouquinho.



Tudo começa de um ser humano que está em algum lugar da Africa e é preciso ir expandindo para outros territórios. As peças são coletivas e vc pode dar "spawn" da peça de um oponente. É possível expandir gerando um outro humano de mesmo tamanho e força com cor diferente, mesma cor e tamanho com força diferente ou mesma cor e força com tamanho diferente. Isso me confundiu um pouco. Senti que faltou uma cartinha com uma ajuda visual mais clara de como fazer a expansão das tribos.







Apesar da confusão inicial fui pegando a manha no meio do caminho. Foi divertido, mas perdi miseravelmente. =)



Mais um título com excelente acabamento. Fez a alegria da joga mais recente.

#GoGamers

domingo, 23 de setembro de 2018

Dragon Castle

Cara, que joguinho gostoso. Dragon Castle foi uma feliz surpresa que joguei recentemente. Além de muito gostoso de jogar o game tem um pacote de tiles de resina caprichadaços (a arte realmente faz uma puta diferença no game).



A primeira coisa "terapêutica" que os players fazem em Dragon Castle é montar o castelo com as peças de resina no tabuleiro central. No manual há várias sugestões de layout para combinar as peças, mas você pode criar a sua maneira de organizar as peças também. O importante é que tenha três andares e - minimamente - alguns degraus.



Uma vez que o castelo é construído no tabuleiro central os jogadores vão removendo as peças dele para construírem em seus tabuleiros individuais. Algumas regras de destaque: 1) só possível retirar tijolos que tenha uma lateral maior livre; 2) é possível pegar tijolos em pares de figuras; 3) é possível pegar uma casa e um tijolo qualquer (casas serão construídas na estrutura de tijolos); 4) destruir uma peça do seu tabuleiro para eliminar uma do tabuleiro maior. Com isso, as peças vão saindo do meio e sendo reconstruídas nos tabuleiros individuais.





Nos tabuleiros individuais é possível subir andares para construir as casinhas (que irão pontuar a mais). Tem aquela essência abstrata gostosa e os componentes são realmente a grande experiência do jogo.

Realmente é bem zen. Relaxante e estratégico.

Mais um bom conhecido.

#GoGamers

domingo, 8 de julho de 2018

Raiders of the north sea

Que joguinho bacana. Gostei muito de Raiders of the north sea. Um pouquinho de worker placement com gerenciamento de recursos leve e bem divertido. Encapsulando as mecânicas, uma boa e velha temática viking. Apesar de ter jogado muitos worker placement recentemente esse aqui fluiu tão redondinho que deu gosto.



A cada rodada os jogadores colocam um trabalhador no board realizando a ação e tiram um trabalhador do board realizando a ação também. Há cores específicas de workers para se fazer determinadas ações e é esse fator que compõe a estratégia do game. Você pode fazer os ataques na parte de cima do board e é aqui que recursos mais "parrudos" são conquistados. É preciso gerenciar um bom equilíbrio entre vikings que morrem e vão para o Valhalla, nível de armory para ataques mais poderosos e montagem de parties vikings.



Para fazer as invasões é preciso montar um pool de vikings que possuem habilidades especiais que podem ser acionadas ou no combate ou no descarte da mão (a arte do tabuleiro não é muito legal, mas a das cartinhas é bem bonita).



Divertido na medida e com boas surpresas na pontuação final. Logicamente, um bom jogo viking pede uma bela refeição ogra; tive o prazer de degustar esse board game saboreando uma saudável refeição de carne com queijo e provolone milanesa. Toma essa, Thor!



Mais uma boa joga!

#GoGamers

domingo, 17 de junho de 2018

Dinosaur island

Esse aqui é a essência do Jurassic Park, mas deram um nome diferente. Dinosaur Island é um board game de criar dinossauros a partir de diferentes DNAs e transformá-los em atração em um parque temático. O jogo tem muitas coisas interessantes e outras que dificultaram um pouco o gameplay. Vamos falar de tudo um pouco.



Coisas legais: 1) existe uma questão divertida de como cada jogador acumula DNAs básicos e avançados para criar os diferentes lagartões e é preciso prever quais dinos você vai querer criar: quanto mais perigoso o bicho, mais pontos rende a atração; 2) o game tem características temáticas que aderem bem ao gameplay: quanto mais perigoso o dino, maior vai ser o nível de “excitement” do seu parque e é preciso gerenciar o nível de diversão com o nível de segurança; 3) quando seu parque é aberto para visitação terão sempre uns puladores de muro que não vão gerar lucro, para isso é necessário criar uma quantidade de atrações que comportem todo mundo (além dos dinos há lojas, lanchonetes etc.); 4) há diferentes upgrades que você pode fazer nas jaulas e diferentes profissionais que incrementam a sua estratégia; isso, sem dúvida, dá uma boa variada a cada game.





Coisas não-legais: 1) layout e cores: fazia tempo que não jogava um game que o layout do tabuleiro e a escolha de cores atrapalhava a jogabilidade; Dinosaur Island teve isso: me confundi com os ícones e cores ficando meio confuso toda hora na minha rodada; 2) detalhezinho bobo, mas o game só tem miniaturas de triceratops; poderia ter pelo menos mais duas diferentes para facilitar a visualização no tabuleiro (já que os dinos são divididos em herbívoros, carnívoros de pequeno porte e grande porte).



Eu adoro dinossauros e foi legal experimentar esse aqui. É um pouco longo (duas horas), mas bem empolgante. Valeu conhecer, mas ainda na temática de dinos eu prefiro o EVO. E jogar esse game me fez lembrar de um dos dias mais felizes da minha vida quando visitei o Museu de História Natural de NY pra ver os fósseis mais incríveis do mundo.



#GoGamers

domingo, 22 de abril de 2018

Near and Far

Ryan Laukat; esse é um nome para se prestar atenção quando falamos de board games. O sujeito cria coisas complexas e cheias de recursos sendo que, de quebra, ainda faz toda a arte do jogo. É de tirar o chapéu - também - porque suas criações são bem diferenciadas e legais. Joguei recentemente Near and Far desse autor; baita experiência imersiva. Vou ver se consigo sintetizar a essência aqui nesse post.



Pra começar é preciso contar um pouco da dinâmica de componentes. O game vem com um livro tabuleiro. Isso mesmo. Uma série de mapas que são formados conforme as páginas se abrem. Isso gera uma enormidade de cenários possíveis para as aventuras. Tem pra todos os gostos e níveis de dificuldade. Complementar ao livro-tabuleiro, há um livro com as quests. Uma vez que os players vão se aventurar no mapa, vão cair em desafios e o livro tem uma enormidade deles; essa parte é RPG total (com os detalhamentos narrativos, inclusive).



A complexidade é grande: há combates entre os players, parte de alocação de trabalhadores, dice rolling, set collection etc. A quantidade de componentes é alta e o tempo das partidas também (jogamos uma partida básica e foi três horas e meia).



O componente RPGístico dá um tom todo especial para a brincadeira. No grupo certo gera excelentes momentos e uma competitividade acirrada. É um game com boa pontuação final e que deixa na dúvida quem vai ganhar com boas surpresas.

Excelente ter conhecido esse aqui. Uma aula de gae design e sobre como os elementos estéticos do jogo tem que estar alinhados com a jogabilidade.

#GoGamers

domingo, 18 de março de 2018

Cytosis: A Cell Biology Board Game

Fazia tempo que não jogava um boardgame de tema inusitado. Cytosis veio para suprir essa “necessidade”. O game é sobre “estrutura celular”. Isso mesmo, o tabuleiro representa uma célula e as diferentes funções que o ocorrem lá dentro por meio da mitocôndria, da queima de ATPs, transporte de lipídios, excreções da membrana plasmática etc. Eu tive uma volta ao passado nas aulas de biologia dos professores Cleto, Guiducci e Joubert do Anglo de Catanduva. :-)



A mecânica de worker placement funciona muito bem e é bastante dinâmica. As decisões de quais mecanismos da célula iremos ativar devem ser bem planejados. Há eventos do corpo humano que afetam todos os players (consumo de bebida alcoólica entre eles).



Você pode ganhar porque colecionou mais enzimas, porque transportou mais nutrientes, porque gerou mais energia. É bem contextualizado no sentido mecânica + gameplay (a escolha de worker placement é perfeita para a narrativa).



A arte parece saída de um livro de biologia e é mais um bom exemplo que pode ser usado em sala de aula (apesar da sutil complexidade). Gostei muito e quero jogar de novo.

 #GoGamers


domingo, 2 de julho de 2017

Chaparral

Último jogo lançado pelo amigo Marcos Macri pelo seu selo MS JOGOS. Chaparral é uma aventura no velho oeste na qual cada jogador representa um investidor no velho oeste americano, em busca de fortuna, prestígio e prosperidade.

O texto a seguir é o descritivo oficial do game:

Doze personagens estão representados no tabuleiro do jogo e permitem aos jogadores realizar diversas ações: recepcionar a Diligência, comprar e obter lucros com negócios e fazendas, negociar no mercado, minerar, contratar cowboys e colonos, construir a ferrovia, etc.

Planejando cuidadosamente suas ações, os jogadores conquistam cartas de objetivos. Assim, quem alcança primeiro um certo número de objetivos, dispara o fim do jogo e pode estar apto a vencer a partida.

Porém, os objetivos são limitados e além disso, eventos inesperados e a presença de apaches, deslocados de seu habitat natural pela chegada do homem branco, poderão exigir mudanças de estratégia durante o curso do jogo!




A mecânica central é de worker placement. A cada rodada os jogadores vão alocando seus cowboys tentando fazer os melhores combos para adquirir propriedades, construir a linha de trem ou fazer alianças. Jogamos na aula de Análise de Jogos. Os alunos tiveram o desafio de ler as regras e apresentar o game pra mim.



É um jogo com certo grau de complexidade e requer mais de uma partida para que entenda o funcionamento do tabuleiro e as possibilidades estratégicas.

Quero jogar de novo com mais tempo.

Parabéns ao Macri que é mais um bandeirante no mercado de produção de indie games.

#GoGamers

domingo, 30 de abril de 2017

Tiny Epic Western

Ano passado eu tinha jogado o Tiny Epic Galaxies, uma caixinha que - quando aberta - revela vários componentes e várias possibilidades legais. Recentemente, joguei outro título da série: Tiny Epic Western.



Temática bem alinhada com mecânicas de area control, set collection e worker placement. Cada jogador tem de 2 a 3 meeples para alocar em espaços com poderes distintos no tabuleiro. É possível duelar e jogar poker para ter mais benefícios. Aliás, a mini-mecânica de poker embutida no game é muito bacana; um belo exemplo de como fazer um jogo dentro do jogo.



Gostei dos dados D6 que vem no formato de balas de revólver. =)

Fiquei bem curioso para jogar os demais games da série Tiny Epic.

#GoGamers

domingo, 2 de outubro de 2016

Champions of Midgard

Um worker placement bacaninha e cheio de dados divertidos para combate. No entanto, eu vesti o manto do azar durante a partida e não consegui ganhar um combate, terminando com uma vexatória derrota com zero pontos no score tracking do tabuleiro. Champions of Midgard tem temática viking (que, acredito eu, disputa o troféu de temas recorrentes com "Zumbis" e "Trens" no universo dos boardgames).



Como todo bom jogo de alocação de trabalhadores, Champions of Midgard possui um tabuleiro cheio de opções que não estarão disponíveis para todos os players. É preciso gerenciar a caça, extrair madeira, lutar contra trolls e entrar no mar para combater monstros. Aliás, essa é uma parte bacana do game: você precisa recrutar dados para lutar contra as criaturas. Conforme você vai incrementando seu pool, vai tendo mais recursos para lutar contra seres mais poderosos.





Há dados brancos (espada), vermelhos (lança) e pretos (machado). Cada um deles possui um ataque e uma defesa distintos. Algumas cores não podem ser usadas contra certos monstros e nunca há garantia de que avançar para o combate com muitos dados é certeza de vitória (eu que o diga, consegui errar tudo).

Nada de novo, mas divertido. Arte bacana e timing certo para explicar as regras, começar e acabar. Mais um da ludoteca do amigo Estevão.

#GoGamers

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Yedo

É, caros leitores, o ano está chegando ao fim e o tempo está acabando para conhecer coisas novas. Yedo foi um dos últimos a entrar na lista lúdica de 2014. O game é bastante honesto; é um worker placement com boas opções estratégicas. Nada de genial, mas entretêm e diverte na medida certa.



Cada jogador começa o jogo com dois meeples e algumas cartas de objetivo. Conforme estes vão sendo cumpridos, os players vão ganhando mais prestígio e conseguindo realizar ações mais complexas. A temática oriental permeia o gameplay e temos ninjas, gueixas, samurais, shurikens, katanas e tudo o mais que cabe nesse contexto.



O tabuleiro possui muitas opções para montar estratégias, mas há um problema: o layout não facilita muito a compreensão visual do jogo. Pro vezes fica complicado de entender o que está disponível no board e qual jogador já está ocupando um determinado espaço. Nada grava, mas confesso que atrapalhou a experiência até a metade do game.



Há cartinhas atrapalhativas e bons momentos. Esse é um bom exemplo de temática alinhada com jogabilidade. Há alguns pontos que ficam um pouco confusos em relação aos poderes do tabuleiro, mas nada demais. Esse é um que eu jogaria de novo. Imagens do BGG.