sábado, 21 de fevereiro de 2026

Não pode

Esse aqui brilhou na aula de game design dessa semana. Não pode é um game da Party Games que é simples e feito sob medida para jogar em churrasco ou bar montando duas equipes de bons amigos.



É muito simples: uma pessoa da equipe vai sortear uma carta com uma palavra. Ela precisa falar sobre coisas conectadas com essa palavra, mas NÃO PODE falar cinco palavras pré-estabelecidas na cartinha. Basicamente, é tentar explicar a palavra “praia” sem falar “mar”, “sol”, “areia” ou “verão”.



As cartinhas tem o lado easy de um lado e o hard de outro. Ícones legais, caixa bacana. Gostei!

Game brazuca.

Casual, dievrtido e com preço bom.

#GoGamers

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Entre Linhas

Se existe uma editora BR que sabe como transformar pequenas caixas em grandes diversões, é a Paper Games. Nesse carnaval, Entre Linhas deu as caras e surpreendeu. Joguei a versão pocket que é uma parceria com a revista Super Interessante, vale dizer.



Entre Linhas é um jogo de dedução cooperativa que prova que a simplicidade mecânica pode esconder uma profundidade cognitiva bem legal. De certa forma, lembrou um pouquinho o Codenames.

O setup é um grid (que pode variar de 3x3 a 5x5) onde as colunas são letras e as linhas são números. Em cada eixo, temos palavras-chave aleatórias.

Você recebe uma coordenada secreta (ex: A3). Você precisa olhar para a palavra na coluna A e a palavra na linha 3 e dizer apenas uma única palavra que conecte ambas. Se a coluna A é "Urso" e a linha 3 é "Médico", você poderia dizer "Veterinário". O resto do grupo, então, tenta adivinhar a coordenada. Nesse sentido que ele lembra um pouquinho Codenames.



O desafio é conseguir acertar o máximo de coordenadas para vencer o desafio do tabuleiro.

Barato, rapidinho, cabe no bolso e é divertido. Além de entrar na ludoteca, já vai virar assunto da aula de game design da PUC. 😄

#GoGamers

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Dodicitre

Dodicitre é um daqueles jogos que prova que você não precisa de miniaturas de resina ou tabuleiros gigantes para criar uma experiência profunda. O título (que brinca com os números 12 e 3) já entrega que estamos lidando com um jogo de lógica. Ele tem aquela pegada de jogos japoneses, onde cada carta jogada parece ter um peso enorme. Certamente, foi o jogo destaque na última joga que fizemos.



O game é um climbing elegante com uma sacada muito boa: você pode escalar a jogada do oponente COM suas cartas ou escalar a jogada do oponente JUNTANDO suas cartas. Por exemplo: um oponente joga um 4 e você joga um 6, ok. Mas, seu oponente pode jogar um 4 e você juntar um 4 seu transformando a mesa em um par de 4s! Daí, o próximo jogador precisa jogar uma dupla maior (ou menor, isso muda) ou anexar ou 4 virando uma trinca.



Outro ponto sensacional do game é que o 11 e o 12 podem ser jogador com uma dupla de 1s ou uma sequência de 1/2.

É muito simples, mas de um brilhantismo foda!

Gostei muito.

Queria comprar um, mas está muito caro. Terei que fazer um home made.

#GoGamers

Horizonte

E olha só: chegou o game novo do meu camarada Arthur Lacerda! Horizonte tá na área e já está na minha ludoteca de vazas! É um jogo onde a gente joga as vazas em duas áreas: uma onde o objetivo é ganhar com a maior carta (área do dragão) e outra onde é preciso ganhar com a menor carta (área do cachorro).



Olha só um resumo legal da parada:



Além de você ter que controlar as duas áreas, também tem que acertar a diferença de palpite que você dá no começo da rodada sobre quantas vazas irá ganhar.

A arte é delicada e belíssima!

Gostei!

#GoGamers

Storm in a teacup

Storm in a Teacup é aquele tipo de jogo que parece inofensivo pelo nome e pela arte, mas que esconde uma camada de interação bem bacana. É um jogo japonês do ano passado e, no BoardGameGeek, ele já vem chamando a atenção pela simplicidade das regras com a profundidade das decisões.



A premissa é simples, mas você precisa prestar muita atenção no jogo dos coleguinhas. É um jogo de hand management e, em certos momentos, um pouquinho de push your luck, onde cada decisão de baixar uma carta ou segurar um movimento pode causar a tal "tempestade" do título do game.



Basicamente, quando você recebe suas cartas, não pode mudar elas de ordem e, como no Scout, precisa jogar sempre cartas das pontas da mão. Você pode jogar quantas cartas de chá quiser/puder, duplas de chá com leite ou uma carta de limão com quantas cartas de chá conseguir. Essa é a maneira de se livrar da mão, mas os demais jogadores precisam superar as jogadas dos oponentes, senão, muitas cartas voltam para um monte que será comprado novamente. Claro que o objetivo aqui é bater a mão.

O destaque de Storm in a Teacup é como ele escala com o grupo. Jogamos em um grupo que curte uma interação mais direta e algumas alfinetadas, e o jogo brilhou. Ele flui rápido, não deixa ninguém esperando muito tempo pelo seu turno. Como sempre digo aqui no GameAnalyticz, o contexto é tudo. Se você jogar com pessoas que levam tudo muito a sério, talvez perca o brilho. Mas, com o grupo certo, esse jogo é diversão garantida. Ele foi o ponto alto da nossa noite, rendendo risadas e aquela vontade imediata de jogar uma revanche.

#GoGamers

Doppelganger Tricks

E vamos falar do terceiro jogo da primeira leva do Selo Carteado: Doppelganger Tricks. O game é do ましう (Mashiu) da Mashiu Games e está vindo diretamente para terras nacionais agora em março. Joguei sexta-feira junto ao CEO da Carteado, Maurício Torselli.



A resenha vem diretamente da Ludopedia:

Em uma festa à fantasia glamourosa, grupos rivais competem para se destacar com elegância — mas entre os convidados espreitam doppelgängers, criaturas que imitam outros tão perfeitamente que desaparecem quando confrontadas com sua cópia exata. Estilo é tudo, mas apenas os verdadeiros sobrevivem.

Doppelganger Tricks é um jogo de vazas obrigatório, onde cartas especiais “doppelgänger” imitam o naipe liderado. Contudo, se um doppelgänger encontrar uma carta do mesmo naipe e valor, ambas desaparecem da vaza. Os jogadores devem usar estrategicamente essas cartas enganosas para ganhar vazas (ou eliminar ameaças), enquanto antecipam o que é real e o que é falso.


É bem simples de aprender e tem uma reviravolta bem legal com o lance de anular uma vaza com um número igual.

Já, já estará na minha ludoteca!

#GoGamers

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O SELO CARTEADO está chegando no mercado e tem jogo novo meu na área!

Em março desse ano está chegando no mercado de jogos analógicos uma iniciativa sensacional: o SELO CARTEADO, uma editora independente capitaneada pelo meu amigo Maurício Torselli e que vai colocar materiais finíssimos para quem curte card games (especialmente os fãs de vaza, climbing e blefe).

A editora já chega com três títulos primorosos:

1.DUVIDAÊ: esse aqui é assinado pelo Torselli e por mim. É escalada com blefe e aquela clima bem gostoso de humilhar o amiguinho com jogadas épicas. A arte ficou por conta de Marcelo Braga nesse aqui que é o número 1 da coleção.



2.TRUNFOS E TESOUROS: esse aqui é uma vaza bem legal e é a estreia de Mauro Fernandez e Amábili Vieira no game design. Piratas, Kraken e tesouros comandam a temática desse título que teve a arte feita por Marina das Artes e Arthur Lacerda.



3.DOPPELGANGER TRICKS: esse aqui veio lá do Japão e é o primeiro título gringo da coleção. Assinado pelo Mashiu da Mashiu Games, esse carteado é uma vaza com uma pegada bem diferente.



Pra quem curte colecionar, as caixas estão demais. Vai ficar sensacional na mesa e na sua ludoteca. Aguarda que a pré-venda já vai começar!

#GoGamers