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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Hippo

Eu estou ajudando um amigo meu que é professor de matemática de ensino fundamental a encontrar jogos para crianças de seis até oito anos desenvolverem raciocínio lógico e treinarem operações básicas. Outro ponto do desafio: é preciso achar jogos que não sejam caros para que a escola consiga comprar várias unidades. No meio da minha busca, achei Hippo, um game de controle de área com rolada de dados que já entrou na lista de escolhidos do meu camarada.



Em Hippo há uma piscina com 12 espaços que você monta com tiles. É bem legal porque a caixinha é daquelas mini da Paper Games, mas fica bem legal na mesa. Os tiles de 1 até 6 comportam até três boias, o 7 (que é o hipopótamo) comporta quantas forem colocadas e do 8 até o 12 só cabem duas boias por tile. Cada jogador tem que colocar 12 boias primeiro para ganhar o jogo.



Para colocar as boias, você rola três dados. Imagine que você tirou 3/4/6. Você pode colocar as boias em três locais: no 3, no 4 e no 6. Ou, pode somar e colocar em locais diferentes; por exemplo: 3+4=7 e 6. Se você coloca no 7 pode jogar de novo. Quando um local enche, as boias vão sendo colocadas embaixo e empurrando as de cima.

É um jogo interessante para crianças e funciona bem com quatro players.

Jogos + educação = sucesso absoluto!

#GoGamers

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Costa Ruana

O jogo do final de semana foi o Costa Ruana.Area control bacana com arte bem legal. No game, controlamos tribos buscado resgatar pérolas escondidas em ilhas antes que a ameaça colonialista chegue perto. Cada player possui 10 meeples e temos ilhas com pérolas no centro da mesa para fazermos as jogadas e resgatar as preciosidades.



O starting player é o shaman da rodada e todo mundo começa jogando uma carta de efeito aberta em frente de si ou de um oponente no primeiro movimento. Depois, faz-se a mesma coisa com cartas fechadas. POr fim, cada jogador pode colocar um meeple em cima de uma carta para ativar seu poder. O interessante é que o player que é o shaman escolhe duas cores (de quatro) para ficarem ativas na rodada. Ou seja, sempre há a chance de cartas da cor que você jogou serem inutilizadas. Por isso, em Costa Ruana é preciso observar sempre o comportamento do shaman e como você quer atuar nas ilhas.



As cartas que você joga a cada rodada permitem colocar/retirar meeples das ilhas e movimentar meeples/pérolas das ilhas. No final, o que você tem de pérolas na sua cabaninha (um asset muito legal, por sinal) e os meeples que estão na sua reserva é que valem pontos.



Esse chegou recentemente na ludoteca e já fez sucesso entre amigos que não costumam jogar com frequência. Joguei em 4 players, mas quero testar com 6. A arte é muito legal.

#GoGamers

domingo, 31 de maio de 2020

Little Town

Demais de legal esse aqui. Aquela meia hora que diverte sem erro. Little Town é um boardgame no qual você tem que alocar seus trabalhadores no tabuleiro, garimpar recursos e construir partes de uma cidade que liberam novos poderes.



Sem muitas novidades no tema e na mecânica, né? Mas o interessante de Little Town é a dinâmica ágil entre os players e as incríveis possibilidades estratégicas que os autores conseguiram implementar em um tabuleiro pequeno com pouquíssimos componentes. O game é econômico em termos de componentes, mas muito bem pensado em termos de regras.



Para mim teve um interesse especial porque é o tipo perfeito de jogo que eu gosto de levar para minhas aulas de game design. Um game que se explica em poucos minutos, tem duas mecânicas centrais bem desenvolvidas e cada partida é completamente diferente das outras por conta de como os tiles são sorteados.



A arte é bacana e lembra os euro clássicos.

#GoGamers

domingo, 24 de maio de 2020

Smiths of Winterforge

Nossa, não gostei desse aqui. Achei lento demais. Na real, para não ser injusto, quero jogar a versão física dele, pois achei que a versão digital do Tabletopia estava com uma visualização ruim (e os dados estavam muuuuuito zoados; só rolando números baixos). Smiths of Winterforge é um game onde somos anões forjando itens, armaduras e armas em um reino de fantasia.



Tem um pouco de area control e dice rolling. Você precisa fazer dinheiro para comprar materiais brutos e forjar seus itens. Para forjar os itens você precisa juntar uma certa quantidade de dados de 4, 6, 8 e 12 lados. Essa parte é legal, mas é onde o game fica muito dependente de sorte (principalmente no início da partida).



É possível contratar auxiliares e aumentar sua régua de poder para forjar os equipamentos com mais garantia, mas um resultado ruim de dados atrasa demais seu jogo e arrasta muito o tempo de partida. Jogamos em duas pessoas e a coisa foi longe.



De toda maneira a arte do jogo surpreende. Tem um layout bonito, por isso queria jogar a versão física e ver se é melhor com componentes tangíveis. De toda forma, mais um game conferido para o repertório. Como eu sempre falo: é importante jogar de tudo.

#GoGamers

domingo, 8 de março de 2020

Planet defenders

Olha, o nome é meio bobo, mas me diverti bastante com esse game. Eu não costumo ligar muito para miniaturas, mas os robozinhos de Planet Defenders são beeeeeem legais.



O game é um area control com set collection gostoso, leve e rápido. Acho que é aquele tipo de game legal para apresentar mecânicas novas para quem não está muito acostumado a jogar board game.



A ação se passa em um grid de 9x9 com tiles sorteados aleatoriamente. Cada um deles tem um bônus em energias e cristais. Com esses bônus você compra poderes e novos robôs (que são pontos para o final da partida).



Divertido, objetivo e rapidinho. Gostei bastante.

#GoGamers

domingo, 12 de janeiro de 2020

Ishtar: gardens of Babylon

Bacaninha, rápido, rasteiro e bonito. Tudo que eu procuro em jogos hoje em dia. Esse aqui tem assinatura do Bruno Cathala (de quem eu sou fã) e é leve e gostoso de jogar.



Sem muita novidade: controle da área onde você vai alocando seus jardineiros para criar jardins da babilônia. A cada Rodada você compra cartas para plantar árvores, coleta gemas para ativar poderes, escolhe as melhores peças para encaixar no tabuleiro e precisa prestar atenção se os jardins com flores estão se conectando.



A pontuação é feita pelos números de flores nos tiles.



Como eu disse: é mais do mesmo, mas é bem feito e consegue (com a temática e o visual) deixar o arroz com feijão mais gostoso.

Mais um bom título de 2019 conferido.

#GoGamers

domingo, 22 de setembro de 2019

Bullfrogs

Bullfrogs foi lançado aqui no Brasil pela Funbox. É um game rápido de controle de área onde cada player controla um exército de sapos tentando conquistar a maioria de vitórias régias de um pântano.



O jogo trabalha com um ritmo clássico de jogo de area control com o detalhe que, além de mover suas peças, é possível movimentar os sapos dos oponentes. A parte de pontuação é interessante, pois é possível fazer uns combos interessantes, uma vez que quando uma vitória régia fica repleta de sapos ela pontua e afunda (e os sapos que estão em cima devem ir para áreas ortogonais).



Eu diria que esse é um título para pessoas novas no hobby do board game conhecerem a mecânica de controle de área.

A produção nacional está bem caprichada nos meeples de sapinhos também.

#GoGamers

domingo, 24 de junho de 2018

Android: Mainframe

Mais um derivado da série Android. Na real, esse aqui é um jogo abstrato na raiz que colocaram um skin temático de hackers e quebra de códigos para invadir o mainframe de um grande banco numa realidade futurista cyber punk.



Em mainframe cada jogador é um pirata de dados que precisa completar códigos fechando áreas do tabuleiro. Para isso, a cada rodada, usa-se cartas com poderes abertas na mesa ou cartas com poderes específicos que ficam na mão. As cartas mostras desenhos de códigos que você vai montando com barrinhas azuis no tabuleiro.

Tem um cheirinho de GO no quesito de fechar áreas com seu personagem dentro (access points). Se você fecha um quadrado com uma ficha sua vale um ponto, se fecha uma área com duas fichas leva 4 pontos e assim vai.



Jogamos em dois players e foi bem legal. Imagino que com três ou quatro deva ser bem mais caótico, mas mais divertido. Esse game sem o skin temático seria uma bela peça na coleção GIPF (com alguns ajustes, claro).

Esse veio da ludoteca do amigo Estevão, mas já entrou na wishlist. Site oficial do game (Fantasy Flight), aqui.

#GoGamers

domingo, 30 de abril de 2017

Tiny Epic Western

Ano passado eu tinha jogado o Tiny Epic Galaxies, uma caixinha que - quando aberta - revela vários componentes e várias possibilidades legais. Recentemente, joguei outro título da série: Tiny Epic Western.



Temática bem alinhada com mecânicas de area control, set collection e worker placement. Cada jogador tem de 2 a 3 meeples para alocar em espaços com poderes distintos no tabuleiro. É possível duelar e jogar poker para ter mais benefícios. Aliás, a mini-mecânica de poker embutida no game é muito bacana; um belo exemplo de como fazer um jogo dentro do jogo.



Gostei dos dados D6 que vem no formato de balas de revólver. =)

Fiquei bem curioso para jogar os demais games da série Tiny Epic.

#GoGamers

domingo, 5 de março de 2017

Council of Blackthorn

Um pouquinho de dice rolling, um pouquinho de gerenciamento de recursos, uma pitadinha de controle de área e alguns poderes fabulosos para alimentar sua estratégia de jogo. Esse é um resumo de Council of Blackthorn. Board game bem bonito, mas que - preciso confessar - não me empolgou muito.



A trama é política e cada jogador deve buscar conquistar influência em quatro áreas distintas do board. Tem um componente interessante: para ativar um poder de uma área, é preciso ser influente em outra. Logo, você sempre vai jogar para crescer em uma das trilhas de poder planejando como irá usar sua influência em outra trilha.



O jogo é bastante assimétrico e permite umas combinações para acelerar o ganho de pontos. A rolada de dados é um outro componente interessante. Não fica pautada só em sorte e é possível pensar estratégia de acordo com o resultado de cada rolada. Mesmo assim, não bateu meu santo com o jogo.

Mas é sempre legal experimentar coisas novas.

#GoGamers

terça-feira, 14 de julho de 2015

Argent: The Consortium

Olha, esse aqui soou confuso em uma primeira joga. Argent: The Consortium é um game com cara de Harry Potter: estudantes de uma escola de magia precisam provar seu valor executando tarefas e conquistando pontos de influência perante o corpo docente do local.



O próprio manual do game aponta que o primeiro gamaplay é meramente experiencial. Do segundo pra frente é que rola a famosa curva de aprendizado. Mesmo assim, achei o game confuso. As mecânicas são tranquilas, mas os quesitos de pontuação são bastante obscuros.



Na sua rodada você tem um número de magos/trabalhadores para alocar em regiões do board. Casa sala da escola/tabuleiro permite que você aprenda novos feitiços, compre ingredientes, recrute mais magos etc. O cerne de todo action point clássico.

Tem componente bacanas (como as miniaturas dos magos), mas as ilustrações são bastante esquisitas. Sei lá se jogaria de novo. De toda forma, mais um conferido da ludoteca do amigo Estevão.

#GoGamers

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Aquasphere

Area control com tabuleiro modular assinado pelo renomado Stefan Feld. Jogo bão e divertido. Sem muita novidade em mecânicas/dinâmicas, mas garante uma partida equilibrada e cheia de decisões importantes. De cara, soa um pouco complicado devido ao layout meio saturado de cores e elementos, mas a curva de aprendizado dá conta disso depois da primeira rodada.



Cada jogador atua como um cientista em uma base submersa. A cada rodada deve dar ordens para robôs executarem funções como: ampliar a base, criar submarinos, gerar tempo, anexar novas funcionalidades para a base etc. Logicamente as ações são muitas e os recursos poucos como em todo bom euro de controle de área.



A primeira rodada demorou quase 50 minutos (jogam-se 4), mas as demais fluíram super bem e provou que é bem entrosada a mecânica. Esse aqui é daqueles para jogar mais de uma vez. Acabei de ler uma resenha que depois da terceira partida o jogo se torna óbvio, mas isso só descobriremos jogando mais.

#GoGamers

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Entrando no forno: HÚSZ

Nobres leitores, até o final do ano sai o último jogo do meu projeto de boardgames que usam dados de RPG. Já saiu o PYRAMYZ (com D4s), o YN (com D6s), o OKTO (com D8s), o Tíz (com D10s), o DOMINAEDRO (com D12s) e agora teremos o HÚSZ que terá sua mecânica ancorada em D20s.



Húsz está em playstests com a equipe BGT e o game lab ESPM. Está quase redondinho e vai ser uma mecânica de controle de área e dice rolling.



Fiquem atentos para novidades. Vou publicar independente e quem assina a arte é o amigo Rodrigo Snow (ele já está fazendo uns estudos de logo).

GO GAMERS!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Mais um entrando no forno

Essa semana comecei a rabiscar mais um projetinho lúdico. É um game abstrato com pegada de tower defense e usará D20s em sua composição. Ainda sem nome, esse jogo completará meu projeto de games baseados nos dados clássicos de RPG. Em ordem de valores, os games do projeto são: PYRAMYZ (D4), YN (D6), OKTO (D8), TÍZ (D10) e DOMINAEDRO (D12).

Aguardem novas e fiquem com uma imagem do pré-pré-pré-protótipo:



E um detalhe importante: POST DE NÚMERO 1200 AQUI NO GAME ANALYTICZ!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Quantum

Quantum foi a surpresa da noite lúdica da semana retrasada. Título assinado pelo Eric Zimmerman, que é um renomado pesquisador do mundo dos games e autor do livro RULES OF PLAY, o jogo surpreendeu por misturar elementos abstratos com temática de controle de área espacial. Jogamos duas partidas na sequência e caiu bem. A arte do game é bem caprichada também.



O objetivo do jogo é alocar quatro cubos de quantum para diferentes planetas de um sistema solar. Para isso os jogadores precisam movimentar suas naves (representadas por dados coloridos) pelo tabuleiro. Ponto bacana: cada valor (de 1 a 6) é um tipo de nave com poder específico e quanto maior o número melhor para o movimento, mas ruim para batalhas. Os jogadores devem alocar suas naves até bater exatamente o número do planeta e assim colocar cubos de quantum.



Cada jogador controla uma raça diferente, mas o jogo é simétrico. Só muda o desenho do mini tabuleiro de referência. Há ainda um deck de cartas com poderes fixos e efeitos instantâneos para incrementar a disputa no jogo. Sempre que um jogador pontua um quantum ou melhora seu dado de pesquisa, pode comprar um poder da pilha.



Conheci o figura que assina o jogo em um congresso de games que participei na Holanda em 2011.



Jogamos mais uma vez na semana passada e ainda segurou bem as pontas. Imagens do BGG. Go gamers!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mage Wars

Mage Wars foi um game interessante que joguei recentemente. Um PVP disputado com inúmeras possibilidades. Cada player é um mago e possui um grimório com feitiços; a cada rodada deve selecionar cartas do livro e invocá-las no tabuleiro. A movimentação e ataque das cartas no grid lembrou (e deu saudade) do Anachronism. Tem uma pegadinha de Area Control e Card Drafting/Deck Building aliado aos movimentos no tabuleiro e roladas de dados (que eu, particularmente, achei que pesa demais na sorte).



Eu achei bem interessante o fato do game vir com uma mini pasta de cards para armazenar os feitiços. Ajuda bastante na hora de separar e visualizar. Jogar isso com um bolo de cartas na mão, definitivamente, não ia dar muito certo. O pack de componentes é bem legal e a caixa é monstruosa por conta disso.



A comparação com Magic é inevitável. Há criaturas, encantamentos, instants, equipamentos, etc. O tabuleiro dá uma dinâmica interessante para diferenciar o game. Como o objetivo é zerar a vida do mago oponente (mais uma similaridade com o Magic) é necessário controlar seu feiticeiro e criaturas/armadilhas pelo grid.



As partidas são disputadas e podem demorar até 3 horas dependendo do empenho de cada player. Esse foi um ponto que cansou um pouco. O rolar de dados atrapalha um pouco, mas não estraga a experiência do game. As expansões são feitas em forma de novos grimórios e é importante conhecer bem as cartas para fazer os combos mais estratégicos. Nota 7 pra esse.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A few acres of snow

É Martin Wallace brilhando nesse jogaço para dois players. A few acres of snow é um título que há tempos eu queria experimentar. Uma vez acompanhei dois amigos jogando e gostei do que vi, mas sempre faltou oportunidade para brincar com calma. Porém, o amigo Rodrigo Snow sacou esse aqui da sua ludoteca em uma joga recente.



Apesar de um jogo não ter nada a ver com o outro, A few acres of snow me lembrou um pouquinho o clima de embate do Twilight Struggle. Few acres of snow recorta uma época de combates entre franceses e ingleses em território norte americano; cada player joga com um exército com poderes específicos. Martin Wallace deu uma caprichada nos times, pois jogo assimétrico é foda de equilibrar. Os jogadores usam mecânicas de deck building para construir as mãos de cartas e jogam combinações no tabuleiro para garantir o domínio de área. O game tem um clima legal de war game sem ser mega pesado e cheio de regras complicadas (há muitas possibilidades estratégicas, mas todas muito claras). A cada rodada o objetivo é combinar a carta de território com os veículos e colonos corretos para dominar a área (e o combate entra para ocupar partes completadas pelo oponente).



O game pode acabar de várias maneiras e a pontuação é divertida também. Joguei uma partida disputadíssima e terminou com uma vitória minha de 43 x 41. O layout é bacaninha e dá o toque final para uma boa experiência de game. Já entrou na wishlist. Nota 9 pra esse aqui.

Imagens do Boardgame Geek.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Takenoko

Takenoko (que segundo minha amiga Bia Bonduki é "broto de bambu" em japonês) é um game bem simpático que mistura dados, action points e controle de área. Jogo leve e com visual bem bonito certamente possui um apelo grande em relação ao público feminino. A narrativa do jogo é baseada em uma história real onde o imperador do Japão envia um panda de presente para um reino vizinho e o nobre que ganhou o bicho tem que cuidar dele com todo esmero (os board games surpreendem com a versatilidade de temas).



No tabuleiro modular cada player deve movimentar o panda para comer, mover o agricultor para plantar bambus coloridos, criar canais de irrigação, ampliar o terreno com tiles e usar poderes especiais no solo. Cartas de objetivo fazem os pontos e cada jogador deve combinar bambus coloridos com desenhos específicos de tiles no tabuleiro. O panda e o agricultor são de uso coletivo e a cada rodada deve rolar um reposicionamento de ambos para atingir pontos/objetivos.



É rápido e certamente é um bom título para apresentar para amigos que estão iniciando nos board games. O pack vem com tiles gigantes, miniaturas pintadas, cartinhas caprichadas, boas ilustrações, pecinhas de bambu e dado de madeira.



Durante a partida (oferecida pelo amigo Estevão) discutimos que este jogo, se fosse mais simplificado iria ser um bom título para o público infantil aqui no Brasil. Porém, é um assunto para daqui uns anos. Levou 5,5. Imagens do BGG.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Hansa Teutonica

Hansa Teutonica é uma das últimas aquisições que fiz para a ludoteca. O jogo, assinado pelo game designer Andreas Steding, é uma experiência muito legal para aqueles que são fãs dos eurogames de action points, controle de área e pontuações cheias de surpresas no final. Realmente me surpreendeu bastante a dinâmica e diferentes possibilidades que a interface do game oferece. Vou pontuando por partes os principais elementos.



1.Ambientação e componentes: Hansa Teutonica é um jogo sobre a liga hanseática de comércio alemão do século XII. Os players controlam mercadores, vendedores e postos de comércio espalhados pelo mapa. Os componentes são ilustrados nos moldes tradicionais dos euro games, com ilustrações bem características desse tipo de jogo. Há um tabuleiro grande que representa cidades alemãs e cada player controla um tabuleiro "mesa de escritório" para gerenciar seus trabalhadores; o pack é completado com diversos cubos e discos de madeira coloridos.



2.Mecânica e interação entre os players: apesar de ter muitos elementos e possibilidades é um game tranquilo de assimilar. Os jogadores possuem actions points (começa-se com dois) que permitem alguns tipos de ações como: alocar trabalhadores para as trilhas de comércio, fundar postos de comércio nas cidades, "chutar" vendedores oponentes das trilhas, recrutar trabalhadores de um "pool" para sua guilda, reposicionar trabalhadores pelas trilhas, etc.

A cada rodada é importante ir melhorando os atributos de sua mesa para realizar mais ações e melhorar sua pontuação. É um game bem dinâmico que permite interferir bastante nas jogadas dos adversários. Na mesa certa gera conflitos divertidos e permite boas "estragadas" na jogada alheia.



3.Pontuação: a pontuação final foi um ponto que eu gostei do jogo. Assim como em outros eurogames, a parte de contagem de pontos final reserva boas surpresas (a menos que você ficou calculando de cabeça a mesa de cada adversário durante a partida). Uma vez que um player atinge 20 pontos no tabuleiro, 10 cidades estão com seus postos de comércio completos ou os recursos especiais (fichas de poderes) se esgotam, o jogo termina. Uma vez que a partida termina os players devem multiplicar sua maior "cadeia" de cidades interligadas com um recurso especial do mini tabuleiro, soma-se pontos por liderança nos postsos de comércio e mais uma série de pequenas junções de pontos.



4.Nota: Hansa Teutonica levou 8. Gostei muito mesmo. Foi uma boa surpresa, pois confesso que adquiri meio no escuro. Já havia lido resenhas no BGG e a nota por lá é alta também. Não decepcionou. Confesso que fiquei com vontade de jogar outra partida na sequência, já que o jogo não é demorado (uma hora e meia). Recomendado.

Imagens do BGG.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Saindo do forno: OKTO. (mas os leitores do Game Analyticz já podem conferir uma prévia print+play)

ATUALIZADO: o print + play oferecido aqui ainda não é a versão final, ajustes estão sendo feitos e, logicamente, o jogo finalizado irá ganhar dinâmica diferente.

Hoje recebi uma encomenda especial do correio: os componentes do novo board game que vou lançar brevemente. Trata-se do OKTO.

Como o PYRAMYZ, irei lançar de maneira independente e tentar negociar posteriormente com publishers. O OKTO é mais um game abstrato que usa dados em sua mecânica; seguindo a vibe do PYRAMYZ (que usa D4s) e do YN (que usa D6s), agora vem o OKTO que utiliza D8s em sua composição.

É mais uma publicação "na raça". Nesse aqui eu fiz tudo, inclusive a arte do manual, caixa e tabuleiro.

OKTO é um jogo de controle de área para dois jogadores. Em sua rodada um jogador rola os dois D8s e coloca em espaços livres do tabuleiro. Partindo de onde os dados estão este jogador vai desenhando (com a caneta de marcação permanente) áreas ortogonais, pois o objetivo do game é unir um lado ao outro com a sua cor.



Para aqueles que ficaram curiosos com a dinâmica de usar canetas para marcar área, não se preocupem. Este post carrega uma "degustação" do meu novo game. Sigas as instruções abaixo!

Faça download do manual de regras a seguir:
Folha 1 de regras + folha 2 de regras.

Agora, faça download do tabuleiro do game:
Tabuleiro.

Realizados os downloads, você irá precisar plastificar o tabuleiro (copiadoras normalmente fazem isso), arrumar duas canetas de escrever em CD (de cores diferentes) e dois dados D8. PRONTO! READY! LISTO! Pode testar!

Jogue sem moderação e envie ideias e feedbacks para vincevader@gmail.com.

Aguarde novidades por aqui a respeito do lançamento oficial. Estou me esforçando para produzir ainda em 2012.

Valeu!