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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Ausonia

Mais um game conferido em solo mode na pandemia. Ausonia me chamou a atenção por ser um jogo húngaro criado por Zoltán Simon e ilustrado por Balázs Bodnár e Gergely Nagy. Eu, particularmente, adoro tudo que vem da Hungria - logo - fui conferir este título.



Bem, Ausonia é um deck building como qualquer outro da categoria: compra cartinha, joga no monte, descarta cartinha, embaralha de novo e vai fazendo um deck mais completo/poderoso. O que me chamou a atenção foi o modo solo do game (confesso que nunca tinha jogado um deck building em modo solitário). Funciona bem e deixa o jogo interessante.



O modo para um player possui a opção de você escolher um de três vilões para te desafiar. Tem um mecanismo interessante: depois que você joga comprando e ativando cartas, o poder mais à esquerda da mesa ativa as habilidades do inimigo (por exemplo: se a carta mais à esquerda possui como custo uma joia vermelha e uma azul, irá ativar a habilidade azul e a vermelha do vilão).



O game fica interessante porque, além de você ter que gerenciar sua mão, também precisa ficar atento em quais poderes podem ser ativados e te prejudicar.

Achei bom. A arte é bem legal também.

Mais um conferido!

#GoGamers

domingo, 19 de abril de 2020

Aquatica

Jogo bem bom esse Aquatica. Mais um título conferido na quarentena de coronavírus no Tabletopia. Cada jogador controla um exército submarino de criaturas fantásticas buscando conquistar territórios com poderes especiais. Ponto altíssimo do game: a arte. Eu curto muito essa temática aquática e o layout do game é caprichado ao extremo nesse sentido.



A mecânica central é deck building, mas tem um elemento interessante de controle de cartas que reflete na pontuação: cada terreno que você conquista vem com uma série de poderes; a cada rodada você pode ir gastando esses poderes até "zerar" a carta. Quanto uma carta está zerada no seu tabuleiro particular, você pode pontuar a mesma usando personagens ou arraias.



O jogo tem quatro condições que precisam ser ativadas para acionar o final da partida e isso gera uma imprevisibilidade boa. Normalmente eu acho difícil encontrar um bom balanço em deck buildings, mas esse aqui rolou super bem com os poderes de personagens disponíveis.



Confesso que nessa quarentena tenho evitado jogar games que durem mais de uma hora, mas esse demorou uma hora e meia e eu nem vi o tempo passar. Divertiu bem. Esse aqui eu quero fazer questão de jogar um dia na versão física. Segue uma imagem da jogatina virtual com o amigo Estevão (clique para ampliar e conferir a interface do Tabletopia com o Aquatica).



#GoGamers

domingo, 1 de outubro de 2017

Vikings gone wild

Esse aqui é board game, mas também tem a versão pra plataforma mobile. Sem muito segredo: deck buildingzão tradicional com temática de vikings bebendo cerveja e garimpando ouro. A cada rodada você monta sua mão e tenta - com os recursos disponíveis - comprar prédios, máquinas, mercenários, favores dos deuses etc. que estão disponíveis no tabuleiro.



Não tem nenhuma inovação, mas diverte na medida e funciona bem na pontuação. Tem umas maneiras legais de ganhar pontos atacando amiguinhos e isso dá um toque caótico bom no game.



Bem rápido e fácil de assimilar. Final bem acirrado. Já o setup é ligeiramente demorado.

#GoGamers

domingo, 25 de junho de 2017

Clank!

Esse foi um dos deck buildings mais bacanas que já joguei. Bem tematizado, com excelentes mecânicas e uma produção muito boa. Este game é um excelente exemplo de como a camada narrativa de um game vai se sobrepondo ao seu gameplay.



Em Clank! Somos aventureiros entrando em uma dungeon para roubar tesouros de um dragão. O deck building funciona conforme você vai matando os monstros e adquirindo equipamentos especiais (que são as cartas coletadas). Quando você se locomove pelo tabuleiro pode fazer barulhos (os "clanks" que dão nome pro game) e isso pode acordar o Dragão; se movimentar em silêncio é sempre melhor.



Cada vez que você faz barulho coloca um token em uma área do tabuleiro. Quando o dragão acorda, joga-se todos os tokens em um saco e sorteia-se um número. Se sair a sua cor, você toma dano. Bem divertida essa dinâmica. O importante é tentar montar um deck com cartas que anulem os CLANKS! e que tenham muitos pontos.

Arte legal e diversão garantida. Imagens do BGG.

#GoGamers

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Flip City

Deck building engenhoso e bacaninha. Cada player tem cartas com elementos de uma cidades e deve montar até conseguir 8 pontos na mesa. As cartas possuem dupla face: em um lado há um prédio e no outro uma "evolução" do mesmo. Você baixa cartas com dinheirinho e pode comprar novas aquisições para o seu deck ou "flipar" uma carta do seu maço para conseguir novos benefícios.



Joguinho para 2 a 4 players que não passa de 20 minutos. A arte é legal e lembra a interface de alguns simuladores de computador.



Imagens do BGG. #GoGamers

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Eminent Domain: Microcosm

Jogo de 10 minutos para dois jogadores baseado na atmosfera do EMINENT DOMAIN boardgame. É um semi deck building meio capenga. Eu gostei muito do board, mas essa mini versão pra dois players soou bastante genérica.



Podia ter mais elementos do game "mãe" pra ficar mais legal. Atualmente temos tido uma enxurrada, maior do que o normal, de produtos derivados de um game específico. Vale ficar atento e dar umas olhadas em reviews antes de adquirir.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Super motherload

Joguinho simpático dinâmico e fácil de jogar. Em Super Motherload os jogadores comandam equipes de mineração explorando o solo de marte em busca de pedras e metais preciosos. A mecânica básica é de deck building e - como em outros jogos desse gênero - é preciso ir ganhando pontos para incrementar seu deck com poderes/personagens mais robustos.



O layout é um ponto importante do game. Conforme a escavação vai acontecendo, o tabuleiro vai ganhando novas partes como se fosse ficando mais profundo e revelando itens mais precisos para serem adquiridos.



Quando um jogador inicia uma escavação deve colocar tiles pretos para indicar que um lugar já possui uma "entrada". É possível sempre usar um caminho iniciado por um player, por isso é importante estar atento aos movimentos dos oponentes para chegar em pontos melhores usando o esforço alheio.



Nada de novo, mas divertiu. Bem bacana. Jogamos em três players e eu consegui fazer uma limpa nos achievements especiais do game.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Star Realms

Star Realms é mais um projeto de Kickstarter que ganhou vida em terras estadunidenses. O card game é simpático, apesar de não ter nenhuma inovação de mecânica ou temática. A mecânica é de deck building ultra rápido com temática espacial.



Apesar de não ter nada demais, conseguiu cativar um grande público e está difícil de encontrar o pack inicial para sair brincando. O amigo Estevão que coleciona jogos com temática espacial conseguiu o seu por módicos 10 dólares.



Joga-se de 2 a 4 players e a arte das cartinhas é bem legal. Acho que esse tipo de projeto - que é paisagem em terras estrangeiras - acaba sendo uma boa inspiração para a gente pensar indie games aqui no Brasil.

Imagens do BGG.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Among The Stars

Orra, jogo bem legal esse aqui. Among The Stars tem a pegada Seven Wonders de escolher uma carta e passar o restante da mão para o próximo jogador, mas aqui sem usar poderes das áreas dos oponentes vizinhos. A temática é espacial e o objetivo é montar uma estação para marcar pontos e ganhar o jogo.



Cada jogador controla uma raça com um poder espacial e deve ir montando sua base a partir de um reator central. É essencial ir gerenciando dinheiro e energia para construir as diferentes partes da nave que envolvem áreas como armas, centros de lazer, salões de diplomacia, mercados etc. É um deck building bacaninha e já possui algumas expansões que geram mais interatividade entre os jogadores.



Componentes e arte bem legais. Lembrou a atmosfera do Space Dealer. Entrou na wishlist esse aqui. Imagens do BGG.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mage Wars

Mage Wars foi um game interessante que joguei recentemente. Um PVP disputado com inúmeras possibilidades. Cada player é um mago e possui um grimório com feitiços; a cada rodada deve selecionar cartas do livro e invocá-las no tabuleiro. A movimentação e ataque das cartas no grid lembrou (e deu saudade) do Anachronism. Tem uma pegadinha de Area Control e Card Drafting/Deck Building aliado aos movimentos no tabuleiro e roladas de dados (que eu, particularmente, achei que pesa demais na sorte).



Eu achei bem interessante o fato do game vir com uma mini pasta de cards para armazenar os feitiços. Ajuda bastante na hora de separar e visualizar. Jogar isso com um bolo de cartas na mão, definitivamente, não ia dar muito certo. O pack de componentes é bem legal e a caixa é monstruosa por conta disso.



A comparação com Magic é inevitável. Há criaturas, encantamentos, instants, equipamentos, etc. O tabuleiro dá uma dinâmica interessante para diferenciar o game. Como o objetivo é zerar a vida do mago oponente (mais uma similaridade com o Magic) é necessário controlar seu feiticeiro e criaturas/armadilhas pelo grid.



As partidas são disputadas e podem demorar até 3 horas dependendo do empenho de cada player. Esse foi um ponto que cansou um pouco. O rolar de dados atrapalha um pouco, mas não estraga a experiência do game. As expansões são feitas em forma de novos grimórios e é importante conhecer bem as cartas para fazer os combos mais estratégicos. Nota 7 pra esse.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A few acres of snow

É Martin Wallace brilhando nesse jogaço para dois players. A few acres of snow é um título que há tempos eu queria experimentar. Uma vez acompanhei dois amigos jogando e gostei do que vi, mas sempre faltou oportunidade para brincar com calma. Porém, o amigo Rodrigo Snow sacou esse aqui da sua ludoteca em uma joga recente.



Apesar de um jogo não ter nada a ver com o outro, A few acres of snow me lembrou um pouquinho o clima de embate do Twilight Struggle. Few acres of snow recorta uma época de combates entre franceses e ingleses em território norte americano; cada player joga com um exército com poderes específicos. Martin Wallace deu uma caprichada nos times, pois jogo assimétrico é foda de equilibrar. Os jogadores usam mecânicas de deck building para construir as mãos de cartas e jogam combinações no tabuleiro para garantir o domínio de área. O game tem um clima legal de war game sem ser mega pesado e cheio de regras complicadas (há muitas possibilidades estratégicas, mas todas muito claras). A cada rodada o objetivo é combinar a carta de território com os veículos e colonos corretos para dominar a área (e o combate entra para ocupar partes completadas pelo oponente).



O game pode acabar de várias maneiras e a pontuação é divertida também. Joguei uma partida disputadíssima e terminou com uma vitória minha de 43 x 41. O layout é bacaninha e dá o toque final para uma boa experiência de game. Já entrou na wishlist. Nota 9 pra esse aqui.

Imagens do Boardgame Geek.