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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Sea, Salt & Paper

Joguinho novo do Bruno Catalha que, brevemente, está chegando em terras brasileiras pela Galápagos. Foi um game simples que atingiu certo hype no ano passado e que ganhei de presente do meu amigo Oscar que andou perambulando por território espanhol.



Sea, Salt and Paper é um set collection que você compra cartas fechadas ou abertas de duas pilhas (um draft interessante) e deve sempre baixar cartas em duplas. Você baixa barquinhos duplos que te permitem fazer um turno extra, caranguejos duplos que deixam você escolher cartas do descarte, peixes duos que dão o poder de comprar cartas do deck principal e o “ataque de tubarão” que te fa roubar cartas da mão dos adversários.



Além disso, você pode colecionar itens repetidos com pontos cumulativos e sereias de multiplicadores. O game tem um final de jogo interessante que permite que um player, quando achar que está vencendo, pare a partida OU faça um tudo ou nada em que todo mundo joga mais uma rodada e ele pode levar vantagem se cantou bem a aposta.



É um jogo legal, com arte incrível de peças de papel, mas não achei tudo isso que o hype dizia. É um excelente título para a ludoteca, mas acho que a expectativa ficou muito alta.

#GoGamers

domingo, 24 de outubro de 2021

Yamataï

Acho que nunca joguei um game do Bruno Cathala que me decepcionou. Yamataï não foi exceção. No jogo os players estão colonizando as ilhas de Yamataï e vão navegando por rotas pré-determinadas alocando seus navios e construindo cidades. Que puta jogo legal. Nem muito leve e nem muito pesado; na medida com uma boa dose de aleatoriedade nos tiles de personagens, navios e territórios.



Cada jogador usa um mini board com cinco ações: comprar poderes da mesa, comprar/vender barcos, adquirir cultura das ilhas, instalar uma cidade e contratar um herói.



Tem um elemento interessante que é: você só pode colocar uma sequência de barcos se conseguir dar match com a mesma cor em uma ponta já disponível. Isso é importantíssimo porque só é possível construir as vilas se você conseguir estabelecer a mesma sequência de cores do tile.





Tem muitas estratégias de pontuação e boas reviravoltas. A arte é bem bonita também. Mais um Cathala de respeito!

#GoGamers

domingo, 12 de janeiro de 2020

Ishtar: gardens of Babylon

Bacaninha, rápido, rasteiro e bonito. Tudo que eu procuro em jogos hoje em dia. Esse aqui tem assinatura do Bruno Cathala (de quem eu sou fã) e é leve e gostoso de jogar.



Sem muita novidade: controle da área onde você vai alocando seus jardineiros para criar jardins da babilônia. A cada Rodada você compra cartas para plantar árvores, coleta gemas para ativar poderes, escolhe as melhores peças para encaixar no tabuleiro e precisa prestar atenção se os jardins com flores estão se conectando.



A pontuação é feita pelos números de flores nos tiles.



Como eu disse: é mais do mesmo, mas é bem feito e consegue (com a temática e o visual) deixar o arroz com feijão mais gostoso.

Mais um bom título de 2019 conferido.

#GoGamers

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Kingdomino

Kingdomino! Que jogo bacana! Esse aqui foi a aquisição mais recente para a ludoteca e fiquei bem satisfeito com a compra. Bom, o game é assinado pelo Bruno Cathala (um cara que eu tiro o chapéu) junto com Cyril Bouquet, só podia sair coisa boa.



O game segue a lógica de um tile placement com estrutura de dominó. Ao invés de números temos terrenos que devem ser construídos em um grid de 5x5 a partir de seu castelo. Assim como no dominó é preciso respeitar que pelo menos um terreno de um tipo esteja "grudado" em cada tile. Ou seja, é preciso planejar e gerenciar as peças que você compra para preencher o máximo de espaços possíveis com a melhor pontuação.



Quando as peças acabam, os pontos são computados. É preciso pegar os tiles de mesmo tipo e verificar quantos ícones de coroa há neles. Daí é fácil: número de coroas X número de terrenos daquele tipo = pontuação final. Tem umas modalidades mais desafiadoras no manual que geram boas partidas.



Partidas de 2 a 4 players de duração de 15 minutos com replay divertido.

Super vale a pena e já virou material da aula de análise de jogos desse semestre.

#GoGamers

domingo, 3 de abril de 2016

7 Wonders Duel

Junte dois game designers fodões como o Antoine Bauza e o Bruno Cathala e fale pra eles: "criem um jogo rápido e legal, aí". Vai sair algo como o 7 Wonders Duel. Minha mais recente aquisição para a ludoteca adquirida aqui na distante Eslováquia. Acabei de jogar hoje com o amigo Juraj Babic (da Paneurópska vysoká škola) no excelente Dungeon Pub daqui da Bratislava (resenha deste belo lugar brevemente). Achei legal que conseguiram "ressignificar" de uma maneira legal o game, sem ficar com cara de prato requentado.



O game para dois players segue a ideia do 7 Wonders original: construir elementos que geram recursos e permitem adquirir novos recursos e construir as maravilhas da antiguidade. A versão para dois players é bem dinâmica e possui umas sutilezas muito boas, entre elas, a maneira que são dispostas as cartas a cada era para serem compradas. O que eu mais gostei no game: partidas de meia hora. Você consegue jogar umas três na sequência sem perder o embalo. Os caras sacaram a aura de um PvP para essa série de uma maneira bem legal.





Aquisição bem legal para a coleção: primeiro porque funciona bem para dois player (e tem replay alto) e segundo porque é de um capricho épico. A arte mantém a essência do original com um cuidado extra para o mini-tabuleiro e o marcador de batalhas.

Feliz. Quero jogar mais.

#GoGamers

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Shadows over Camelot - the card game

Belíssima surpresa recém adquirida para a ludoteca na última incursão europeia. Comprei este título na loja Fantask de Copenhagen. O card game de Shadows over Camelot segue a essência cooperativa com traidores infiltrados igual ao board game.



Jogam até 7 players e há um modo para se jogar sozinho, contra o deck de cartas. No versão card game há um deck de rumores que deve ser investigado pelos jogadores; as cartas vão formando uma pilha de boatos que os jogadores deverão decidir - coletivamente - se vão investigar ou não.



O truque é usar memória e diálogo para lembrar o número de cartas e que fatores irão influenciar os resultados. Os jogadores podem optar por investigar ataques de pictos/saxões, ataques de um dragão, o graal e o desaparecimento de excalibur.



Personagens como Merlin e Morgana aparecem para atrapalhar (ou ajudar) os players. A dinâmica é divertida e a figura do traidor aparece como no board game tentando atrapalhar sutilmente a vitória. A minha edição veio com duas cartas promo.

É divertido de jogar de galera. Gostei mais do que o board game (apesar de serem bem diferentes). A versão pra jogar sozinho é bem desafiadora.

Imagens do BGG.