segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Battle SCENES - Invasão Cósmica

Battle SCENES é um card game cheio de méritos. Primeiro porque é uma criação brasileira e segundo porque vem explorando muito bem o licenciamento dos personagens da Marvel na sua interface. Acabei de receber de presente da COPAG a nova série que está chegando no mercado: Invasão Cósmica (clique na imagem a seguir para ampliar).



Como já vem sendo feito, há um deck "do bem" e um "dark side". Esta coleção explora os personagens galácticos da Marvel e teremos Thanos e - claro - os personagens do filme Guardiões da Galáxia.



Battle SCENES é um game que joguei bastante esse ano. Como todo bom card game, é legal de ficar estudando como articular poderes entre coleções novas e velhas. Meu grande amigo Fábio Michelan é um dos responsáveis pelo produto e ele vai falar no meu próximo livro que sairá no ano que vem (mais infos em breve) sobre como utilizar estrategicamente o licenciamento de personagens/marca para fazer um produto de sucesso.

Mercado nacional com boas ideias! Precisamos de mais disso! GO GAMERS!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Timeline

Mais um da série "pequenas caixas/grandes diversões". Timeline é ridiculamente simples, mas com uma excelente ideia por trás.



O jogo funciona da seguinte maneira: uma carta com uma data é colocada no meio da mesa, por exemplo "1945 - fim da segunda guerra mundial". Cada jogador possui 4 cartas com outros fatos históricos na mão e devem alinhar antes ou depois do fato principal montando uma linha do tempo. Logo, se você possui a carta "extinção dos dinossauros" ela entra antes do final da segunda guerra. Somente quando um jogador mostra que carta vai baixar (e em que lugar da timeline) é que ele revela o verso com a data.



O objetivo é bater a mão e quando um Jogador erra a colocação da carta ele deve adicionar uma nova para sua mão. Esse é da ludoteca do meu primo Paulo. Joguei duas versões: fatos históricos e invenção de objetos. Muito bom mesmo.

Curiosamente no domingo, depois do aniversário do meu primo, dou uma passada na loja GEEK no Conjunto Nacional e descubro que a Galápagos já lançou o dito cujo! Adquirido. Mais um excelente casual game para a coleção.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

The Battle at Kemble's Cascade

Um boardgame que homenageia os antigos arcades de nave 16 bits. The Battle at Kemble's Cascade recria a dinâmica de uma tela de videogame com scroll que vai revelando o cenário e inimigos/perigos a cada rodada. Os players vão avançando com suas naves no tabuleiro de "cascata" e tentando eliminar obstáculos para ganharem pontos e equipamentos.



A mecânica gira em torno de gerenciamento de action points que se materializam como energia e nível de ameaça em um mini tabuleiro individual. É importante calcular se a nave vai se movimentar e atirar, atirar e movimentar ou dar um "overcharge" para ações extras.



Ponto alto do game: a arte pixelada que recria os games old school e os componentes. O pack de itens de Kemble's Cascade inclui mini naves, cubos trasparentes de plástico e tabuleiros com design bastante legal. Esse é mais um que vem na pegada do Boss Monster que já apareceu aqui no blog. O que eu achei de negativo no game: demora um pouco além do que devia; poderia ser mais curto, tranquilamente.





Ao final do deck de cartas que vai formando o tabuleiro em cascata há um "chefão da última fase" que os players precisam combater. O jogo não é colaborativo, inclusive é possível atirar nos coleguinhas. Jogar esse despertou saudade do antigo R-TYPE.


Mais um game da ludoteca do amigo Estevão que, certamente, possui o maior acervo de jogos com temática espacial que eu conheço.

Imagens do BGG.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Kosmonauts

Jogo russo (e um belo jogo, diga-se de passagem) de autoria de Nadezhda Penkrat e Yury Yamshchikov. Os players são cosmonautas que precisam explorar o sistema solar. Quem visita todos os planetas e volta para a terra ganha a partida. Parece simples, mas há um componente bastante interessante: a órbita dos planetas e a manipulação dos foguetes da sua nave.



As rodadas são divididas em fases e a primeira delas é escolher uma carta de penalidade/benefício que irá afetar todos os jogadores. Em seguida planeja-se o movimento escolhendo quantos cubos de combustível serão gastos para movimentar a nave em diferentes direções. Executa-se o movimento para ver quem consegue pousar nos planetas e, por fim, os planetas andam. É muito legal planejar o movimento pois você precisa ficar compensando os retro-foguetes para montar sua rota; outro ponto essencial: é preciso pensar sempre alguns turnos na frente porque além da missão básica de pousar nos planetas é preciso cumprir cartas de objetivo secreto.



O jogo é bastante equilibrado e demanda um raciocínio mais acurado, é preciso cuidar da sua nave no tabuleiro grande e nos status dela no mini tabuleiro individual. Não é muito recomendado jogar bebendo. As pontuações dos bônus se completam em relação aos objetivos principais, logo é possível equalizar bastante as partidas. A arte é bem legal também e tem um espírito diferente por ser um game russo.



Esse veio da ludoteca do amigo Big que adquiriu a versão portuguesa do game.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Run, Fight or Die

Um jogo com uma temática bastante inovadora: zumbis. Honestamente, acho que cansei do tema. Run, Fight or Die se apropria de uma série de estereótipos de filmes de terror e materializa em um joguinho sem sal de rolar dados. Zumbis avançam em um mini tabuleiro e os jogadores atiram dados para deter as criaturas.



Há cartas de followers, eventos e lugares para incrementar a ação, mas no geral acaba tendo pouca interação entre os players. Por outro lado, a arte é bacana e os componentes são legais (vem com um pacote de zumbis bastante divertido).



Esse aqui levou nota 5. Aliás, faz tempo que não dou notas para os games. Vou voltar a registrar este ponto aqui nos posts. Mais um game advindo da ludoteca do amigo Estevão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

INSERT COIN: bar de games em Santiago (Chile)

Recentemente fui fazer uma palestra (ou charla) sobre meu novo livro, o Horror Ludens, na Universidad del Pacifico em Santiago (Chile). Gosto muito de Santiago e dessa vez o amigo Uri me apresentou o bar INSERT COIN, um refúgio para beber bons drinks e jogar video games variados.

O lugar é bastante legal e oferece arcades com fichas ou áreas privativas com consoles para jogar em pequenos grupos. Matei saudade de games como Cabal e Street Fighter 2 (de rodoviária). Seguem algumas imagens do belo lugar (destaque para o drink de licor de banana do Donkey Kong) e da palestra:













Go gamers!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Splendor

Joguinho novo para a coleção. Além de estar super bem avaliado no BGG (nota 7.59/10) foi um dos indicados do Spiel desse ano. Muita gente achou exagerado o buzz em volta do game, mas fazia tempo que não jogava algo que dava vontade de jogar de novo na sequência. Splendor é um game do ator Marc André que trata de mercadores de jóias. O objetivo é colecionar pedras preciosas para conseguir mais pedras com maior rapidez.



Em cada turno os players podem optar por quatro ações: 1) pegar três fichas de jóias diversas (com elas se compra cartas que pontuam); 2) pegar duas fichas de uma mesma jóias (desde que a pilha tenha quatro fichas); 3) Reservar uma carta na mão e comprar um coringa; 4) Comprar uma carta da mesa com as fichas.



Quanto mais cartas você possui, mais rápido de comprar mais cartas. Cada partida dura meia hora, é divertido e o replay é alto. A arte é bem legal e os componentes estão numa caixa bastante bem cuidada. Essa foi a última aquisição para a ludoteca e já fez sucesso na primeira vez que foi para mesa.

É um game bem legal de usar em aulas de game design. Esse foi um ponto que me chamou a atenção. Como ele é rápido de explicar e fácil de jogar, fica bem visível a mecânica e a dinâmica.

Go gamers!