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domingo, 4 de setembro de 2016

A Study in Emerald

Sou fã do Neil Gaiman. Seja em quadrinhos, livros ou filmes o sujeito manda muito bem. Um de seus contos mais emblemáticos intitulado "Um estudo em esmeralda" (clique aqui para ler) virou boardgame assinado pelo emblemático Martin Wallace. A história, que faz parte do livro COISAS FRÁGEIS, é uma mistura de Sherlock Holmes com o universo lovecraftiano de Call of Cthulhu. Mistura boa, diga-se de passagem. =)



O jogo, com mecânica central de deck building, sintetiza o clima do conto. Os jogadores devem alocar seus investigadores por diversas cidades do mundo reunindo recursos para combater as criaturas abissais e os asseclas das entidades que querem exterminar nossa existência. A pontuação é bem esquisita (o dedo caprichoso do Sr. Wallace aqui) e a arte fica na pegada de outros games cthulhescos que já vimos perambulando pelo universo dos board games. Joguei a segunda edição que está bem caprichada (alguns amigos tinham feito um print and play um tempo atrás que não encantou muito).



O game tem um mecanismo legal de manter influência sobre as cidades e eliminar agentes dos oponentes. Joga-se em dois times, mas os jogadores não sabem quem faz parte de qual lado - detalhe divertido da brincadeira. Achei só um problema: a partida é rápida demais. Quando eu estava começando a montar um combinho com uma estratégia mais elaborada, puf!, acabou a partida. Esse vale jogar mais.

Imagens surrupiadas no BGG.

#GoGamers

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The name of the rose

O genial Mago Marcos nos apresentou este título semanas atrás. Baseado no livro de Umberto Eco, o Nome da Rosa, o game recria a história do romance em que um crime é investigado em um mosteiro por uma dupla de detetives (no filme Sean Connery e Christian Slater). O jogo roda em 7 dias e possui uma roda de tempo onde as ações vão contando horas no decorrer de cada ação dos jogadores.

Adorei a mecânica onde cada player possui sua cor de monge secreta e todos tem que deduzir quem é o assassino através da observação de cada um no decorrer da partida. Tem horas que o blefe é essencial, você deve privilegiar um monge que não o da sua cor para despistar as suspeitas em cima de você.

O tabuleiro é show de bola no quesito arte. Os conceitos de marcação de pontos varia entre dois atributos: suspeita e culpa.

Muito legal em todos os sentidos, aliás, vale dizer que tem outro jogo excelente baseado em um romance que é o Pillar´s of the Earth do Ken Follet. Acho que vai entrar na wishlist. Imagens do BGG.