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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Potion Explosion

Eu já escrevi aqui no blog que tenho cada vez menos saco/paciência para longos jogos de estratégia com milhares de componentes e regras. No entanto, fico cada vez mais curioso para descobrir novos jogos casuais, abstratos e family games. Essa semana joguei o Potion Explosion e me diverti horrores com a ideia, simplicidade e uso estratégico de componentes do game. Gostei tanto que acabei comprando a versão nacional da Galápagos para a coleção.



É um game de alquimistas/magos fazendo poções. Para criar as ditas cujas é preciso de componentes que são bolinhas de gude coloridas. Para conseguir as bolinhas você deve coletá-las de um aparato bem sofisticado que é um "dispenser" de papelão (muito bem arquitetado por sinal). Quando você tira uma bolinha e forma uma combinação de três cores iguais na sequência, combo! Se mais duas se juntarem, outro combo. Quanto mais bolinhas, mais poções montadas. Quanto mais poções, maiores as chances de usar poderes especiais e pontuar mais.



Os poderes das poções são legais e aumentam a dinâmica do game. O game é um excelente exemplo para ser usado em aula de game design ou análise de jogos. Tá tudo ali: o fator diversão, a temática bem construída junto com os componentes, a mecânica simples e a dinâmica entre os players.



Acho que esse aqui foi a última novidade jogada esse ano. Vou comprar para minha coleção com certeza. Pela simplicidade e genialidade entrou para a lista de favoritos.

#GoGamers

domingo, 31 de julho de 2016

Apotheca

Apotheca é um game muito bom. Bom mesmo. Rápido (meia horinha), para 2-4 players, com componentes caprichados e uma direção de arte sensacional. Eu dou cada vez mais valor para jogos rápidos, confesso que ando meio sem paciência para longas partidas de muitas horas. No entanto, o grande ponto de destaque do Apotheca é como uniram uma temática pop (feitiços e poções) estrategicamente em um jogo abstrato.



Tenho um amigo que fala que "todo jogo, em sua essência, é um jogo abstrato". Se enxergamos para além da temática, iremos ver um esqueleto de mecânica abstrata pura em muitos dos games que amamos jogar. No entanto, essa visualização é mais nítida em alguns casos. Apotheca tinha tudo para ser um bom jogo abstrato com cores e formas, mas a temática de poções mágicas dá um tcham a mais na obra.



A mecânica é muito simples. Em seu round, cada player deve escolher fazer duas ações: colocar dois tiles não revelados em jogo, desvirar um tile, comprar uma personagem ou pontuar. O objetivo é fazer sequências de três poções da mesma cor e quem pontua 3 vezes ganha o jogo. O tabuleiro possui pouco espaço para longas estratégias de movimento e daí entra um componente muito legal do jogo: as cartas de personagens.





Cada personagem possui um poder de movimentação que altera os tiles de poções no board. Logo, quando você está com uma jogada ensaiadinha pra marcar o ponto, pode rolar uma movimentação de peças que altere toda a configuração da mesa. Só uma coisa não me agradou muito no game: as cartas de personagem possuem um espaço pequeno para a descrição do poder e a informação, nem sempre, é muito clara. Detalhe de layout, mas que poderia ser melhor pensado (mas nada que estrague a experiência do jogo).

Mais um excelente título que saiu de financiamento coletivo e ganhou as ludotecas de muita gente. Mais um bom game conferido da coleção do amigo Estevão.

#GoGamers