Um jogo divertidíssimo da dupla Michael Kiesling e Wolfgang Kramer. Os caras normalmente acertam nos games e com esse não foi diferente. Asara mistura três mecânicas: alocação de trabalhadores (baseadas em cores de cartas), gerenciamento de recursos e construção de padrões (tiles de torre).
Os jogadores assumem o papel de arquitetos construindo torres. No período de 4 anos cada player deve tentar montar a maior variedade de cores e a maior altura das torres. Gostei de um mecanismo do game que o tabuleiro usa: quando um jogador inicia uma área de compras com uma carta de determinada cor isso obriga todos os players que quiserem certa ação a jogar cartas dessa cor.
O tabuleiro vem com módulos extras que deixam o jogo mais disputado. O que eu mais gostei: é rápido e divertido. Uma partida em 4 durou 45 minutos. Essa dinamicidade do jogo só deixa ele mais divertido.
Quero pra coleção. Apresentado pelo amigo Macri em uma divertida euroliga na Ludus Luderia e fotos roubadas do BGG.
Game de controle de área do mestre Kramer. Em Australia, os players são rangers realizando projetos ambientais e de desenvolvimento do país. Através de uma mecânica bastante visual, cada player deve fechar áreas delimitadas para atingir objetivos pré-marcados no mapa australiano.
Dois componentes são bem interessantes no game: o primeiro é o avião que atravessa grandes distâncias e permite desbravar territórios; o segundo são as miniaturas dos rangers que devem ser alocadas no tabuleiro para cumprir as missões.
É importante ficar atento aos demais players (joga-se de 2 a 5) pois há muitos espaços e poucos peões para posicionar. Outro detalhe importante: é um game onde acontecem muitas pontuações coletivas, ou seja, precisamos ficar atentos ao fechar uma área, pois se outros jogadores possuem rangers alocados também ganham pontos.
Outro detalhe interessante da mecânica é um moinho que passeia pelo tabuleiro e aumenta de pontuação, é uma maneira de ganhar pontos extras treinando sua equipe. Bem rápido e bem gostoso de jogar depois de um game pesado.
E para celebrar um jogo sobre a Austrália, segue um clipe genial da melhor banda de lá: AC DC. E o melhor: um bizarro clipe com Arnold Schwarzenegger como destaque principal. Enjoy!
Mr Wolfgang Kramer, definitivamente, é o mestre do controle de área. Em Wild Life o cara se superou. Gostei demais desse game. Simpático, intuitivo e extremamente disputado, é um título que não pode faltar na ludoteca na modalidade area control.
Em Wild Life cada player é uma raça de animal pré-histórico (mamute, crocodilo, etc.) lutando para sobreviver em uma terra selvagem. Cada raça tem algumas particularidades intrinsicamente ligadas a alguns tipos de terrenos. Por exemplo: o mamute anda na floresta, se reproduz na montanha e ataca na savana; isso gera um componente estratégico bem interessante a cada partida.
Outra característica positiva do jogo é o sistema de pontuação que se materializa de forma brilhante conforme áreas do tabuleiro vão sendo preenchidas. São privilegiadas as áreas mais ocupadas e maior cadeia de raças feitas em sequência.
Um dos melhores do gênero que eu já joguei. Recomendado em gênero, número e grau. Imagens do BGG. Apresentado pelo amigo Macri.
Um game que faz parte de uma trilogia junto com o Tikal e o Java. Excelente como seus irmãos e com um design primoroso. Usa uma mecânica de controle de área bem dinâmica e interativa. Mais um belíssimo título do mestre Kramer.
Mexica é um game sobre a construção da cidade de mesmo nome em uma ilha no lago Texcoco. Os jogadores devem dividir o tabuleiro usando canais de água para formar distritos e depois construir templos.
O jogo acontece em dois momentos: primeiro divide-se o tabuleiro em canais de água e pontua-se por área de distrito fechada; assim que todos os templos são construídos começa a parte dois onde coloca-se uma segunda leva de prédios e pontua-se por squares ocupados. A dinâmica é rápida não leva mais do que meia hora. Mais um bom clássico apresentado pelo amigo Macri.