sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mais um entrando no forno

Ontem eu comecei os beta tests do meu próximo board game abstrato. Mais um que vai usar dados como peças de apoio, dessa vez a parada é com D8s. Ainda está sem nome, mas brevemente surgirá algo legal.

A galera do GameLab ESPM está dando uma força nos primeiros testes e ideias. Segue uma imagem dos pré-protótipos e rabiscos:



Aguardem novas!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Divinare

Este aqui não é bom, mas também não é péssimo. É basicamente curioso pela sua temática. Em Divinare (2012) os players são sensitivos participando de um concurso de médiuns(!). Pois é, e segundo o manual parece que isso aconteceu de verdade na Inglaterra na época vitoriana.



Divinare é um jogo de memória e dedução. Os players jogam rodadas tentando descobrir o número exata de cada tipo de cartas que estão em jogo. Palpite exato ganha o máximo de pontos, palpite aproximado ganha pouco e erro crítico leva negativo.



A cada rodada os player passam cartas da mão para os oponentes e colocam cartas na mesa. Logo, não é um bom jogo para testar durante uma bebedeira. O tempo todo você deve ficar atento ao que foi colocado em jogo e ao que está circulando na sua mão.



Você move o token do seu personagem para mais ou para menos dentro dos boards cada vez que dá um palpite. Os boards são curiosos pois refletem aspectos místicos como a leitura do futuro na borra de café, a quiromancia, bola de cristal, etc.



A arte é o ponto alto do game. Desde a caixa até as cartas ele é muito bonito. Divinare não é muito bom em termos de mecânica e dinâmica, mas pelo menos é um jogo bem rápido. Imagens do BGG.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Shitenno

Shitenno é um game ambientado no Japão do século XVI. É um jogo que utiliza mecânicas de controle e influência de área com um pouco de set collection de cartas. Eu gostei bastante, mas preciso jogar mais uma vez para pegar legal como funcionam os mecanismos.



Basicamente há quatro personagens em jogo com poderes distintos e a cada rodada um jogador será eleito para entregar cada um deles. O jogador da rodada compra cartas de soldados e dinheiro e monta sets que são distribuídos entre os players, é possível recusar e quem está distribuindo pode ter que aceitar o que foi negado, logo, é um exercício de sabedoria montar sets razoavelmente equilibrados.



Uma vez de posse de recursos é hora de ir para o tabuleiro conquistar territórios. Cada local é guardado por guerreiros de cores diferentes e é preciso ter as quantidades de soldados ou dinheiro exatas para fazer uma conquista.



Os personagens que mudam de jogador durante a partida fornecem poderes especiais para facilitar o domínio de áreas.

Bem legal e bem bonito. Imagens do BGG. Conferido na casa do amigo Torselli.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Berserk Junior

Comprei esse card game na loja ALEGRIS em Moscou. Buscando algo 100% russo em termos de card game acabei me deparando com esse aqui, que na verdade é a versão infantil de um card game bem popular para aqueles lados do mundo.



Comprei a versão infantil porque não tem textos nas cartas. Seria impossível jogar o BERSERK normal em texto cirílico. Esse é bem inocente e eu vou guardar como uma lembrança e uma curiosidade daquele país.



Em Berserk Junior, dois jogadores disputam uma batalha com seres fantásticos. Um grid de 3x4 é montado e na frente vão os lutadores de curto alcance a atrás os de longo alcance. O objetivo é rolar dados para eliminar a mesa (e o deck) do adversário; rola-se 3 tipos de dados (d6, d8 e d12) para ataque e defesa.

Números superiores ganham e garantem dano. Quando a vida da carta acaba ela é retirada e uma nova entra no lugar.

Bobinho, mas bem ilustrado e com alta qualidade.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

The Bottle Imp

The Bottle Imp já se tornou um dos meus card games favoritos depois do último fim de semama. É um jogo de "vaza" baseado em um conto de Robert Louis Stevenson onde os jogadores devem evitar terminar a partida com a garrafa do demônio para não serem amaldiçoados.

Minha versão é da Z-Man Games. Achei bem legal a arte da caixa e as cartas trazem um resumo em texto da história original para os jogadores lerem.



Como em outros jogos de "vaza" a ideia aqui é marcar mais pontos. Um preço fica fixo pela garrafa no meio da mesa e os jogadores tem que manipular as cartas para que peguem bons montes (com bons pontos) e evitem levar o capetinha para seu lado. Se você termina o jogo com a garrafa, recebe uma penalidade de pontos negativos. Na imagem a seguir está a minha mão durante uma partida com 3 pessoas.



O game para 3 a 4 pessoas funciona com 36 cartas e só. Foi o melhor investimento de 7 euros da minha vida. Única crítica: o manual não é dos mais intuitivos, tive que pegar um vídeo no YouTube para captar melhor o funcionamento.


Minha coleção de mini caixas de card games está com quase 35 títulos. Todos bem legais e excelentes para jogar entre games mais pesados.

sábado, 4 de agosto de 2012

Carcassonne: The Flier

Comprei esta mini caixa para minha coleção de Carcassonne. Ela, na verdade, faz parte de uma série de pacotes de expansão que adicionam dados diversos na mecânica do jogo; honestamente não curti muito e acho que a série Carcassonne está começando a inventar elementos demais que acabam desvirtuando um pouco a essência do jogo.



A explicação do BGG dá o panorama de mecânica:

In Carcassonne: The Flier, a small expansion for Carcassonne, eight landscape tiles showing a pair of wings are mixed with the other tiles to be used in the game.

Whenever a player draws one of these tiles, he places it according to the normal rules. He then has the option of placing a follower on this tile as normal or of attempting to fly a new follower to a nearby tile. This meeple will travel in the direction determined by the wings' orientation; the distance (1-3 tiles) is determined by a die roll. If a tile exists in this location, he can place the meeple on any unfinished, non-field location, whether that feature is occupied or not; if no tile exists in this location or all the non-field features are complete, then the player places no meeple this turn. Crash!


Imagens e texto do BGG.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Stratopolis

Que jogaço! Stratopolis já virou um top 3 da minha coleção de abstratos. Ele é um jogo novo (2012) da série de caixas hexagonais da Gigamic.



Stratopolis é daqueles jogos que dá inveja do autor. O manual tem meia página (vem em 21 idiomas) e o jogo rende que é uma beleza; o mote é batido, mas é daqueles que é fácil de aprender e difícil de dominar no longo prazo.

Joga-se em 2 players (um é a cor vermelha e outro a cor verde) e cada um possui um set de peças em "L" para montar o grid na mesa. As peças dos jogadores possuem as cores do oponente em menor quantidade. Há uma peça inicial e só há duas regras de colocação: 1) você pode colocar uma peça encostando em outra desde que as cores não sejam iguais; 2) você pode sobrepor peças da mesma cor ou com a cor neutra (preta).

A ideia é fazer a maior área com a sua cor. No final você pega a maior área que conseguiu formar e multiplica pela altura de peças que se sobrepuseram. Nota 1000 para Stratopolis, cujas partidas não passam de 15 minutos e dá vontade de jogar uma atrás da outra.

Eu sempre fui muito fã do YINSH do GIPF Project, mas esse está pau a pau na minha lista. Comprei na loja Giochi dei Grandi em Milano.

Top game. Imagem do BGG.