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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Yokai

Nas minhas aulas de game design no curso de Jogos Digitais da PUC eu sempre começo o primeiro semestre com exercícios de recriação de mecânicas clássicas. A mecânica de memória está entre elas e o Yokai da Buró Jogos acabou de entrar na lista pra essae começo de curso.



É um game de memória colaborativo. Há quatro tipos de Yokais (espírritos da cultura oriental) que devem ser agrupados por cores em um grid de cartas ortoganal e irregular. O game começa com um tabuleiro de cartas de 4x4 e cada jogador em sua vez deve: 1) olhar duas cartas em segredo, colocá-las de volta ao lugar e mudar uma ortoganlmente para outro lugar; 2) abrir uma carta de dica e decidir se vai usar ou não - as cartas de dica servem para guiar os outros jogadores se estão colocando os yokais no lugar certo.

Quando acharem que está tudo alinhado, os players devem revelar as cartas e se todos estiverem agrupados ortogonalmente em suas cores certas, vitória. Senão, derrota. A pontuação varia em cima do uso correto das cartas de ajuda e de cartas de ajuda que sobraram na pilha.

O game tem variantes de dificuldade onde, além de deixar as famílias de yokais alinhadas, elas devem formar um desenho de grid específico. Jogo perfeito para levar para aula. Pequeno, barato e de qualidade legal.

#GoGamers

domingo, 2 de junho de 2024

That's not a hat

Aaaaaaamigos do boardgame, que jogo divertido esse THAT'S NOT A HAT. Acabou de chegar aqui no Brasil pela Galápagos. Uma galera já tinha me falado bem dele, então, comprei pra conferir. Jogo excelente para levar pro bar (mas pra jogar antes de tomar umas).

That's not a hat é um jogo de memória. Você coloca cartas em preto e branco com objetos para os jogadores e estes devem virar e entregar para o jogador da esquerda ou da direita. A questão é que, quando você entrega um presente, tem que lembrar o que é o objeto e aí que vem o elemento de memória.



A resenha oficial do game é esta aqui: That’s Not a Hat vai testar o seu poder de memorização! Os jogadores dão presentes uns aos outros e tentam lembrar-se de quem tem qual presente à sua frente. Se não se lembrar de qual presente está a sua frente, terá que ser muito bom de blefe, caso contrário receberá pontos negativos. Quem tiver menos pontos negativos no final ganha o jogo!



E o vídeo a seguir tem uma síntese da regra do jogo:



Gostei! Mais uma caixinha perolada para a coleção!

#GoGamers

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Glifos

Quinto número da série Micro da Paper Games. Essa caixinha com 24 cartinhas tem assinatura do senhor Reiner Knizia.



Simples de tudo, em Glifos 6 cartas são abertas na mesa. Os jogadores (de 1 até 5) olham e tentam memorizar o símbolo (existem 6 tipos) e a cor (existem 4 cores) que foram sorteadas.



Na sequência, fecha-se as seis cartinhas e abre-se uma do monte. Essa carta vai indicar, por meio de um número, qual a cor ou símbolo que uma das cartas de 1 até 6 possuem. Se você acerta ganha ponto; se você erra, dá a chance para outro jogador falar e tentar levar. A carta que serviu como base para a rodada entra no lugar da que saiu e o game continua até o baralho acabar. E é isso! Mais um do Knizia na coleção.

#GoGamers

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Harry Potter - Enigma de Hogwarts (meu novo jogo feito com a Grow!)

OOOOOPA! Mais um projeto muito legal que eu assinei o game design junto com a Grow Jogos! Harry Potter - Enigma de Hogwarts é mais um projeto em parceria com a Grow que ficou muito legal! Já está vendendo aqui!



Foi mais um projeto que começou durante a pandemia e está sendo lançado agora para comemorar 20 anos da franquia! Teve, mais uma vez, o carinho do Angelo Marin para dar vida ao projeto.



Segue um resumo das regras e da pegada do game:

Como jogar Enigma de Hogwarts Harry Potter?

Concentre-se e prepare sua memória para este fantástico jogo de tabuleiro do Harry Potter!

Um dos jogadores será o Monitor-Chefe, por uma rodada. Ele vai posicionar diversas cartelas com personagens de uma das casas e deixará que os aprendizes observem por um período curto de tempo para memorizar o máximo de cartas possível.

Em seguida, depois de retiradas as cartelas, cada jogador, na sua vez, tentará adivinhar em qual posição os personagens estavam, colocando as cartas no local em que lembrarem. Caso acertem, terão o direito de rodar a roleta para marcar pontos.

O jogo deverá percorrer, em momentos diferentes, as quatro casas do universo Harry Potter, que são: Grifinória, Lufa-Lufa, Sonserina e Corvinal. Cada uma delas possui um nível de dificuldade diferente, por isso é necessário estar atento para não ficar para trás. Você poderá ter ajudas importantes, como a magia Revelio ou a Troca de Posição.

No final, quem acertar a maioria das posições nas casas poderá se tornar o grande Monitor-Chefe de Hogwarts e comandar o rumo dos outros aprendizes.

Recomendado para bruxinhos a partir de 8 anos, um manual de instruções com todas as regras acompanha o mágico jogo de cartas e de tabuleiro.


Mais um projeto épico com a Grow para o portfolio!

#GoGamers

domingo, 12 de julho de 2020

Are you a human?

Bom, eu continuo na busca de jogos solo para esta triste época de pandemia/quarentena. Tá difícil de juntar até amigos no Tabletopia para uma joga online, mas vamos seguindo com uma seleção de jogos com modo solitário. Pelo nome "Are you a human?" prometia, maaaaaaas se mostrou um jogo de memória sem graça.



"Are you a human?" é um jogo com temática futurista de robôs, no entanto, poderia ter qualquer tema. Há uma série de tiles com três informações: uma até quatro desenhos de peças mecânicas de robôs em até três cores possíveis (verde, azul e amarelo). Joga-se de um até quatro jogadores. No início do jogo abre-se um grid de 4x4 peças para cima e depois de um minuto todas são viradas para baixo.



Em sua vez, um jogador deve nomear o máximo de infos possíveis na peça. Se o player falar "são três baterias vermelhas" e acerta, ganha 6 pontos. Se fala "são duas baterias" e acerta, ganha 3 pontos. Se fala "esta carta é amarela" e acerta, ganha um ponto. Ou seja, você ganha de 1 a 6 pontos dependendo do tanto de características que acerta da peça. Se erra um dos elementos, não ganha ponto e carta fica aberta.

É pra jogar uma vez e pronto. Eu adoro jogos com elementos de memória, mas esse é bem passável.

#GoGamers

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Abrindo as portas da dungeon e resgatando tesouros empoeirados: uma reflexão sobre jogar games que estão perdidos em nossas estantes e memórias

O post de hoje não tem mini análise de game. Aliás, o título do post de hoje tá com cara de nome de tese de doutorado. Esse texto aqui é realmente diferente: ele é uma reflexão (quase textão) sobre memória, afeto, amizade e games.

Pergunto: você joga seus games antigos com qual frequência? De vez em quando você pega aquele joguinho que já foi seu favorito, mas está no fundo do armário para tirar o pó e recordar bons momentos que vocês passaram juntos? Pois é, esse fim de semana eu fiz esse exercício; tirei do armário algo que há uns 5 anos eu não encostava a mão: Star Wars Miniatures.


Sith x Velha República: quem vencerá?

O primeiro post do Game Analyticz fala justamente sobre esse game. Durante anos eu e meu primo João Eduardo jogamos “profissionalmente” a parada, inclusive participando ativamente em grupos de discussão e organizando campeonatos.


Anos e anos de prática nesse "esporte".

Nesse meio tempo meu primo se tornou diplomata e foi morar fora. Em sua despedida em 2015 fizemos uma grande sessão para jogar SW minis. Apesar de termos nos encontrado algumas vezes, não tivemos mais oportunidade de jogar esse game que a gente tanto gosta.


Naga Sadow vs um Wookie.

No entanto, nesse último final de semana - que meu primo passou aqui em São Paulo - retiramos o pó das miniaturas e travamos um combate épico. O mais engraçado de jogar de novo algo tão cheio de regras é que a gente se deu conta do quanto não lembrava de muitas delas. Digamos que o game ficou menos “elegante”, mas rendeu muita diversão.



É fundamental jogar coisas antigas. É uma espécie de “arqueologia lúdica” você resgatar velhos games para jogar com outro olhar.

No mesmo dia que batemos o Star Wars miniatures ainda jogamos algumas partidas de Liars Dice, que acho que foi um dos games que eu mais joguei nos primórdios da Ludus Luderia (todo final de noite terminava com um grande embate de dados e era magnífico!)



No meio de tanta novidade que sai todo dia no mundo dos boardgames também é importante resgatar o que fez nosso passado lúdico legal. Por isso eu digo: tire os games com boas memórias da estante; tente chamar as pessoas que fizeram dele um jogo legal junto com você. Jogue de novo com um olhar mais maduro e procure observar se o jogo ou você mudaram. Pra quem estuda/desenvolve games eu garanto que é um exercício fantástico!



Hoje o post não é de games, mas é sobre memória e nostalgia. E ele vai ficar registado aqui para eu sempre dar uma olhada e lembrar dos games que gosto (e das pessoas que fizeram esse game legal, mesmo que a gente não se encontre com a frequência que gostaria para se divertir).

#GoGamers

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Fruit Salad

Uma versão modificado de "Pif Paf" bem divertida. Mais um bom exemplo de jogo casual que pode fazer a alegria da família ou de um final de churrasco. Mais um que descobri no Game Lab da ESPM.



Rola-se um dado de número e um de fruta (ex.: 5 melancias). Os jogadores vão jogando as cartas que possuem diferentes frutas. Quando algum jogador achar que há 5 ou mais melancias ele bate na mesa. Se acertar ele se livra das cartas da mão, se errar pega as cartas para a mão. O objetivo é bater a mão.

Simples, casual e rápido. A Devir lançou aqui nas terras brasileiras.

#GoGamers

domingo, 9 de setembro de 2018

1,2,3

Eu defendo que a gente tem que jogar de tudo. Principalmente se você trabalha com desenvolvimento de jogos. Recentemente as grandes surpresas que tive vieram de games infantis e "1,2,3" foi um deles.



Joguei no Game Lab da ESPM e me foi apresentado pelo amigo Maurão. Basicamente é um jogo de memória. Alternando turnos os jogadores pegam um punhado de animais de madeira e espalham pela mesa. O jogador da vez compra um carta que tem uma instrução sobre o que fazer com as peças (trocar uma de lugar, adicionar um elemento, remover uma, trocar duas peças de lugar etc.). Enquanto esse jogador faz o movimento, os demais ficam de olho fechado e quando abrem devem descobrir o que mudou na mesa. Quem acerta ganha ponto.



Divertido pra jogar em família e com uma ideia simples e legal.

Bom exemplo pra aulas.

#GoGamers

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Dobble

Party game que lembra o Ghost Blitz. Jogadores abrem cartas com diferentes elementos gráficos. Aquele que achar um elemento de sua carta igual na carta de outro jogador marca o ponto.



É bobinho, mas bem divertido. Dá uns nós bacanas no cérebro porque as cartas tem elementos de tamanhos diferentes. Mais um bom exemplo para usar na aula de game design casual.

 #GoGamers

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Spooky Stairs

Jogo infantil muito, mas muito bacana. Joguei no Game Lab da ESPM e achei muito inventivo. Como funciona: cada jogador tem um peão e deve chegar com ele no final da escada, para isso rola-se um D6. No entanto, quando sai a face do fantasma o peão deve ser coberto com uma "capa" de fantasma. A partir desse momento, não se vê mais a cor que está ali.



O legal é quando todas as peças ficam cobertas começa uma batalha de memória para lembrar qual o sua cor. Quando um jogador está com a peça coberta e tira a face do fantasma no dado, pode trocar dois fantasmas de lugar ou trocar a cor com outro jogador.



Conforme o game avança, as peças vão mudando de lugar, de cor e é normal ficar perdido. É muito bacana, rápido e com componentes nota 10. Para quem não entendeu direito a mecânica principal, segue um bom vídeo resenha do game:


E 2015 tá acabando! Logo menos teremos a RETROSPECTIVA LÚDICA aqui no Game Analyticz!

#GoGamers

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ghost Blitz

Jogo de ação e destreza bem casual e ideal para galera não gamer. É daqueles que funciona bem com até oito pessoas e, se tiver uma cerveja no meio, fica melhor.



Em Ghost Blitz os jogadores tentam ganhar cartas (que são pontos) sendo rápidos com os olhos e as mãos. A cada rodada uma carta é sorteada e aquele que identifica o objeto com a cor certa na imagem e consegue pegar antes dos outros marca ponto.

Por exemplo: uma carta que mostra uma garrafa verde e um fantasma vermelho é sorteada; aquele que pega a garrafa verde marca o ponto, pois não há fantasma vermelho na mesa (vermelha é a cadeira).

É bem bolado e tem uma situação onde objetos de cores diferentes são mostrados e os jogadores tem que ir por exclusão acertando as cartas. Quem erra, perde ponto.

Baratinho e legal.

Imagem do BGG.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Divinare

Este aqui não é bom, mas também não é péssimo. É basicamente curioso pela sua temática. Em Divinare (2012) os players são sensitivos participando de um concurso de médiuns(!). Pois é, e segundo o manual parece que isso aconteceu de verdade na Inglaterra na época vitoriana.



Divinare é um jogo de memória e dedução. Os players jogam rodadas tentando descobrir o número exata de cada tipo de cartas que estão em jogo. Palpite exato ganha o máximo de pontos, palpite aproximado ganha pouco e erro crítico leva negativo.



A cada rodada os player passam cartas da mão para os oponentes e colocam cartas na mesa. Logo, não é um bom jogo para testar durante uma bebedeira. O tempo todo você deve ficar atento ao que foi colocado em jogo e ao que está circulando na sua mão.



Você move o token do seu personagem para mais ou para menos dentro dos boards cada vez que dá um palpite. Os boards são curiosos pois refletem aspectos místicos como a leitura do futuro na borra de café, a quiromancia, bola de cristal, etc.



A arte é o ponto alto do game. Desde a caixa até as cartas ele é muito bonito. Divinare não é muito bom em termos de mecânica e dinâmica, mas pelo menos é um jogo bem rápido. Imagens do BGG.

terça-feira, 26 de junho de 2012

ÁLMOK - print + play card game

É isso aí, caros leitores! Jogo free na área. ÁLMOK é um card game que criei e compartilho em versão print and play aqui no blog. Como bem definiu o amigo Macri, durante o playtest, o ÁLMOK é um jogo de memória turbinado.

Era pra ser um presente para os leitores no post 1000 do blog, mas devido a um erro do Blogger alguns rascunhos se duplicaram e houve uma confusão na contagem do conteúdo. Não é o post 1000, mas tá quase lá.



Seguindo o texto de apresentação do manual de regras:

"ÁLMOK é um jogo sobre memórias enterradas nas profundezas da mente, um jogo sobre pesadelos e sonhos. Um jogo baseado em impressões oníricas e percepções da realidade inconsciente. Em ÁLMOK os jogadores estão em um transe profundo tentando coletar partes de sonhos para escaparem de um pesadelo eterno. Use sua memória, junte os pontos e seja o primeiro a escapar dessa estranha jornada".

Esse foi produção 100% da minha parte: arte e game design por mim mesmo. As ilustrações são quadros que eu pintei faz um tempo para decorar minha casa e utilizei as imagens aqui. Espero que gostem.



O material para imprimir e jogar se encontra a seguir para download:

Manual (232 kb)
Zip com as cartas (25 mega)

Bom jogo! Opiniões, críticas e sugestões podem ser enviadas para vincevader@gmail.com. Pretendo produzir umas unidades futuramente e divulgarei aqui no blog para os que tiverem interesse em adquirir. Editoras que tiverem interesse, basta entrar em contato; estou oferecendo esse jogo inteiro de graça para quem quiser publicar pra valer.

 VALEU!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

The Magic Labyrinth

Eu adoro esse tipo de game que é engenhoso e com layout inteligente. "The Magic Labyrinth" é uma grande sacada que vai agradar a galera que não é gamer.



Basicamente o jogo rola em dois andares: no de baixo você posiciona aleatoriamente as "paredes invisíveis"; o andar de cima cobre o de baixo como se fosse uma tampa e revela uma série de imagens. Cada jogador tem um peão que representa um mago e possui um imã na parte de baixo, esse imã leva uma bolinha de metal que deve ser arrastada sem esbarrar nas paredes invisíveis. O vídeo a seguir explica melhor esse mecânica me memória/puzzle do game:



O objetivo do game é ir arrastando seu peão sem bater nas paredes e ir parando em cima dos signos que recebe como missão. Bem inteligente. Abaixo podemos ver a montagem das paredes secretas.





Adicionei na wish list na categoria "games casuais para amigos não-gamers".

 Imagens do BGG.