domingo, 14 de abril de 2019

Fairy Tile

Que joguinho gostoso. Sério; fazia tempo que não jogava algo leve e tão bacana igual Fairy Tile (nome malandro, inclusive). Basicamente é um tile game de contar um conto de fadas posicionando três personagens - dragão, princesa e cavaleiro - nos lugares certos de um tabuleiro formado com tiles de três hexágonos.



Joga-se de 2 a 4 players e cada um possui um deck de cartas com uma página da história. Por exemplo: "E o dragão encontrou com a princesa na grande flores (mínimo de três tiles de floresta juntos)". Se, na sua vez, você conseguir colocar a peça do dragão junto com a princesa na floresta você marca o ponto. A princesa anda de um em um hexágono e se teleporta para os castelos, o dragão voa em linha reta até um extremo do board e o cavaleiro anda de dois em dois hexágonos.





Tem uma estratégia leve e, certamente, o ponto alto do game é a arte. As minis são geniais.

Esse aqui já entrou na lista de compra.

#GoGamers

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Abrindo as portas da dungeon e resgatando tesouros empoeirados: uma reflexão sobre jogar games que estão perdidos em nossas estantes e memórias

O post de hoje não tem mini análise de game. Aliás, o título do post de hoje tá com cara de nome de tese de doutorado. Esse texto aqui é realmente diferente: ele é uma reflexão (quase textão) sobre memória, afeto, amizade e games.

Pergunto: você joga seus games antigos com qual frequência? De vez em quando você pega aquele joguinho que já foi seu favorito, mas está no fundo do armário para tirar o pó e recordar bons momentos que vocês passaram juntos? Pois é, esse fim de semana eu fiz esse exercício; tirei do armário algo que há uns 5 anos eu não encostava a mão: Star Wars Miniatures.


Sith x Velha República: quem vencerá?

O primeiro post do Game Analyticz fala justamente sobre esse game. Durante anos eu e meu primo João Eduardo jogamos “profissionalmente” a parada, inclusive participando ativamente em grupos de discussão e organizando campeonatos.


Anos e anos de prática nesse "esporte".

Nesse meio tempo meu primo se tornou diplomata e foi morar fora. Em sua despedida em 2015 fizemos uma grande sessão para jogar SW minis. Apesar de termos nos encontrado algumas vezes, não tivemos mais oportunidade de jogar esse game que a gente tanto gosta.


Naga Sadow vs um Wookie.

No entanto, nesse último final de semana - que meu primo passou aqui em São Paulo - retiramos o pó das miniaturas e travamos um combate épico. O mais engraçado de jogar de novo algo tão cheio de regras é que a gente se deu conta do quanto não lembrava de muitas delas. Digamos que o game ficou menos “elegante”, mas rendeu muita diversão.



É fundamental jogar coisas antigas. É uma espécie de “arqueologia lúdica” você resgatar velhos games para jogar com outro olhar.

No mesmo dia que batemos o Star Wars miniatures ainda jogamos algumas partidas de Liars Dice, que acho que foi um dos games que eu mais joguei nos primórdios da Ludus Luderia (todo final de noite terminava com um grande embate de dados e era magnífico!)



No meio de tanta novidade que sai todo dia no mundo dos boardgames também é importante resgatar o que fez nosso passado lúdico legal. Por isso eu digo: tire os games com boas memórias da estante; tente chamar as pessoas que fizeram dele um jogo legal junto com você. Jogue de novo com um olhar mais maduro e procure observar se o jogo ou você mudaram. Pra quem estuda/desenvolve games eu garanto que é um exercício fantástico!



Hoje o post não é de games, mas é sobre memória e nostalgia. E ele vai ficar registado aqui para eu sempre dar uma olhada e lembrar dos games que gosto (e das pessoas que fizeram esse game legal, mesmo que a gente não se encontre com a frequência que gostaria para se divertir).

#GoGamers

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cards against humanity

Eu joguei isso aqui uns quatro anos atrás visitando um primo meu em Londres. Fui verificar e descobri que não tinha feito a tradicional resenha (já que o objetivo desse site é resenhar todos os games analógicos que jogo). Semana passada meus alunos levaram essa pérola para a aula de gameplay e eu joguei novamente.



Bom, não tem muito o que falar. É uma versão dark de Apples to Apples. Uma carta é aberta na mesa e ela possui um espaço em branco; por exemplo: ALGO QUE EU NÃO PRECISO ME PREOCUPAR É _________ . A partir disso os players devem escolher uma carta em suas mãos que complete a frase da maneira mais ofensiva e tenebrosa possível (cabe ao jogador da rodada elencar a pior).



Cai na categoria do Exploding Kittens. O cara ganha público pela temática bizarra e controversa.



É um pacote gigantesco de cartas e, realmente, pode ofender pessoas mais sensíveis. Sei lá, acho que estou velho pra brincar disso.

#GoGamers

domingo, 24 de março de 2019

Dice Throne

Bom, este aqui é uma grande perda de tempo. Não que seja ruim, mas é daqueles jogos de ficar rolando dados o tempo todo. Para acrescentar algum tipo de estratégia colocam um maço de cartas com alguns defeitos malandros para compensar.



É uma série de jogos na verdade. Eu joguei a edição que é o Samurai contra o pistoleiro. Cada jogador assume o papel de uma dessas personagens e recebe um conjunto de cinco dados. Alternando turnos, vamos rolando os dados buscando fazer as melhores combinações. Aí temos as combinações clássicas do poker para fazer combos mais ou menos poderosos.





Bonitinho, mas não fiquei curioso para jogar outros jogos da série .

#GoGamers

domingo, 17 de março de 2019

Anachrony

Gostei desse aqui, mas precisa ser jogado novamente. Caixa grande, cheinha de componentes; uma delírio para os olhos boardgamers! Na primeira vez não deu pra explorar nem um cisco de possibilidades estratégicas que o game oferece. Vamos por partes falando um pouquinho de cada ponto central.



Anachrony é um board game de temática espacial com elementos de viagem no tempo. O game design é assinado a seis mãos por Dávid Turczi, Richard Amann e Viktor Peter. Se passa na Terra do século 26 que foi devastada por um apocalipse; por conta desse evento é possível acessar alguns pontos do passado para conseguir recursos perdidos e acelerar alguns progressos. Ponto para os caras que conseguiram retratar isso num board game.



O game é jogado em duas áreas distintas: um board coletivo e um mini board individual. A mecânica básica é de worker placement com umas alocações de action points. No entanto tem umas roladas de dados e set collection. No tabuleiro individual você controla seus trabalhadores e há uma mecânica interessante na qual eles vão dormir depois das ações; logo você precisa gerenciar quem está acordado e quem está dormindo para realizar os feitos tanto na área individual como na coletiva.



O jogo ainda tem sistema interessante de coletar bens que foram deixados pela linha do tempo. Você precisa adquirir recursos tecnológicos, construir prédios, construir super prédios e ainda ter alguns gênios na sua tripulação.



Tem uma complexidade de pontuação grande e é preciso estar ligado em umas 4 áreas o tempo todo. É daqueles que não dá pra jogar se distraindo (na imagem abaixo tem um full setup da brincadeira pra dar uma noção).



Outro ponto que gostei foi a arte do jogo a qualidade dos componentes. O layout faz a diferença e dá a atmosfera do game.

É bem sofisticado e realmente merece mais uma jogada. Valeu as 2 horas de jogo.

#GoGamers

domingo, 10 de março de 2019

Veto Games: loja de games na Cracóvia (Polônia)

Tem loja de games na cidade de Cracóvia? Opa! Tem sim. Várias por sinal, mas só visitei a Veto Games. Já tinha estado nesse belo país uns anos atrás e visitado algumas lojas em Varsóvia, mas dessa vez vim para o sul.



Muita coisa boa e descobri que há uma produção local boa de games independentes. Lojas como a Veto lançam seus próprios títulos e ajudam game designers indies nessa missão também. Legal, né? O único problema é que todos os games possuíam texto em polonês. Até pensei em comprar por curiosidade, mas estou numa nova política de compra de jogos evitando acumular coisas que não vou usar.



Mas fica a dica do local para quem vier pra cá. Os caras tem uma bela área de equipamentos para protótipos. Outro ponto legal!



Cracóvia foi uma inusitada surpresa. De quebra consegui visitar Auschwitz e Birkenau. Um passeio tenso e cheio de história. Uma aula. Compartilho algumas imagens.







#GoGamers

domingo, 3 de março de 2019

Exit: O Castelo Proibido

Opa! Esse aqui chegou de presente de Lisboa trazido pelo amigo Tafner. "O castelo proibido" é mais um título da série Exit (já falei de um deles nesse post aqui). Pra quem não conhece, os jogos dessa série fazem parte dos famigerados "legacy games" que você, literalmente, destrói o jogo para rolar o gameplay.

No caso dos games da série Exit, a pegada é de escape room. Você e seu grupo ficam trancados em algum lugar e precisam ir resolvendo puzzles para sair em um determinado tempo.



Castelo proibido possui uma régua circular marota que vai revelando combinações com chaves e também vem com o tradicional pack de cartas de enigma e ajuda. Nesse game aqui também há uma armadura montável que faz parte de um dos mistérios do jogo.



Esse é o segundo game da série Exit que jogo e achei mais legal que o primeiro. É divertido, mas alguns enigmas são bastante impossíveis de resolver (mesmo quando você pega dicas - e até mesmo a solução - não fica claro como a resposta deveria ser alcançada).

No mais, é uma ideia bem divertida e um formato que vale a pena acompanhar no mercado. O Castelo Proibido também é assinado por Inka e Marcus Brand, um casal de game designers. O vídeo a seguir mostra a solução para o game (em mais de uma hora e meia):


Valeu por conhecer mais um.

#GoGamers