sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Era: medieval age

"Era: medieval age" é um jogão. Adorei. O game poderia - tranquilamente - ser um roll and write com canetinhas coloridas para você ir compondo seu feudo medieval, mas tem cacetadas de miniaturas de muralhas, casas, fazendas, igrejas, torres fortificadas, catedrais e outros tantos prédios. Logicamente, isso dá um ar sensacional e deixa o jogo mais bonito e muito mais divertido. =)



A mecânica é simples, mas é matreira e cheia de possibilidades interessantes. Cada player tem um tabuleiro que representa um grande terreno. Todos começam o jogo com uma torre de guarda e três moradias; isso fornece a cada player um dado cinza (por causa da torre e que possui habilidades de ataque e defesa) e três dados amarelos (por causa das moradias e que geram recursos como comida, pedra e construção de outros prédios).

Daí pra frente, sem muita novidade: você pode rolar e re-rolar os dados para ir ajustando uma trilha de recursos e ir ampliando as construções no seu reino. O que é divertido é que você pode tirar dadinhos com caveiras que geram efeitos prejudiciais para você ou o oponente. Um dos piores que tem é você jogar um terreno queimado que anula espaços de construção do inimigo.

É relativamente rápido e o resultado final é um cenário bonito. Na pegada de pontuação eurogame, no final você tem que ir preenchendo uma tabela grande para aferir bônus, terrenos murados, recursos que sobraram etc.







Outro ponto bem legal: dependendo do prédio que você constrói ganha um dadinho de cor diferente com novos poderes, mas isso tem um preço: você precisa sempre gerar mais alimentos para não sofrer penalizações.

É daqueles jogos completinhos. Você sabe que gostou do game quando termina a partida, arruma tudo e já outra na sequência.

Um dos melhores jogados nesse ano.

#GoGamers

Astro drive

Esse aqui é fraquinho, mas - como eu sempre costumo dizer - temos que jogar/experimentar de tudo. Astro drive é um race to the end cujo objetivo é terminar a corrida espacial antes de seus oponentes. Para isso, é preciso navegar com sua nave por um corredor de cartas que vai formando um tabuleirinho cheio de obstáculos.



A cada rodada os jogadores ficam com três cartinhas na mão que possuem um número de iniciativa, uma quantidade de movimentos para frente e uma quantidade de movimentos para o lado (com alguns power ups de surpresa). Cada um joga sua cartinha, verifica a iniciativa e move sua nave.



Há buracos negros que atraem a nave, chuvas de meteoros que danificam a nave, dobras espaciais e planetas para desviar. Não é bom, mas a partida é de 15 minutos, pelo menos.

#GoGamers

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Paladins of the West Kingdom

Mais um bom worker placement conferido! Nada de novo em tema ou mecânica, mas é um jogo muito bem arquitetado e montado. Mudo o molho, a batata é a mesma - mas foi divertido conhecer (sobretudo a arte é muito bonita)



Cada jogador possui um tabuleiro individual com inúmeras ações: rezar, converter infiéis, construir fortificações, contratar trabalhadores, atacar etc. O grande lance do jogo é que toda rodada você invoca um paladino que traz alguns meeples com ele. Estes meeples possuem cores variadas e desempenham funções variadas no seu tabuleiro. Daí vem a lógica (invidual) de worker placement e a lógica coletiva de tentar conquistar os favores do rei e os inimigos que estão na mesa. Tem um detalhe interessante que é a "conspiração"; toda vez que você pega um meeple roxo você está conspirando contra o reino e ganha uma carta de penalidade de pontos para o final do jogo, mas o meeple roxo é também um coringa para acionar os poderes do tabuleiro. 





Como eu disse, é uma receita antiga executada de maneira nova. Diverte na medida, mas é um pouco longo. Joguei de dois players e as sete rodadas tomaram 2 horas.

Mas é um jogão!

Mais um conhecido.

#GoGamers

domingo, 23 de agosto de 2020

Pra quem gosta de games seguir no INSTAGRAM!

Em janeiro desse ano assumi a coordenação do Game Lab da ESPM, faculdade na qual fui aluno, hoje sou professor e - também - supervisor das disciplinas de jogos do curso de Sistemas de Informação. Apesar da pandemia, as atividades rolaram no primeiro semestre e conseguimos terminar as artes para o demo de um jogo de PC de um grupo de alunos. Oficialmente eu transformei o lab em um estúdio de desenvolvimento de jogos independentes e experimentais. =)

Nesse segundo semestre ainda estamos em trabalho remoto por conta da pandemia, mas estamos tocando um projeto de jogo educacional sobre blockchain. Espero que no começo do ano que vem eu consiga implementar o projeto oficial de abrir um edital para os estudantes inscreverem suas ideias e a melhor ser produzida pelo Game Lab.

Quer saber mais novidades sobre o Game Lab? Curte produção de games analógicos e digitais? Quer conhecer mais de game design? Segue o Instagram do Game Lab com @gamelab_espm ou escaneie o QR code a seguir:



E uma mudança conceitual também pediu uma mudança visual. Meu amigo Rodrigo "Snow" Cottelessa fez a nova identidade e uma série de posters incrível para o Game Lab. Dá só uma sacada a seguir (clique para ampliar)! Segue no Insta! Vai ter sorteio de games e livros em breve!









#GoGamers

sábado, 15 de agosto de 2020

The Quacks of Quedlinburg

Que joguinho gostoso. Levou o spiel des jahres 2018. Simples, rápido, bonito e com um tema que eu - particularmente - gosto muito: alquimia e poções!



Basicamente cada jogador tem um tabuleiro de caldeirão e deve ir sorteando de um saquinho os ingredientes (fichas) que farão uma sequência em espiral. Quando mais pra frente você consegue ir na espiral, melhor, porque você consegue ou pontuar mais ou comprar novas fichas. O legal é que há muuuuuuuitas possibilidades de poderes que você pode comprar para compor sua estratégia.



O game é um “ficha building”. Você vai comprando novas fichas (ingredientes) e jogando no saquinho para sortear poderes melhores. Esse aqui é o típico game que não tem nada de novo em termos de mecânica, mas como é bem arquitetado gera uma excelente experiência.



Adorei conhecer e jogar. Tem muito de sorte envolvido, mas jogos com sorte podem ser legais pra cacete também. =)

#GoGamers

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Wingspan

Rapaz, esse aqui estava na lista para jogar faz tempo. Que belo game. Joguei a versão nacional da Ludofy; capricho demais: ovinhos coloridos, casa de passarinho para rolar os dados, cartas lindas. Um pacote sensacional e divertido. Wingspan tem um pouco de set collection, draft e rolada de dados; tudo isso com um puta embasamento foda de pesquisa sobre pássaros feita pela designer Elizabeth Hargrave. Aliás, Wingspan é um bom exemplo de como o tema determina as questões de game design. Tem muito game que se você mudar o tema nada muda na mecânica, mas esse aqui é feito sob medida para a temática de pássaros (arrisco dizer que o game tem um caráter educativo, pois você vai conhecendo muita coisa legal sobre ornitologia numa jogada).



Cada player tem um tabuleiro com ações distintas de comprar pássaros, gerar recursos e botar ovos em três terrenos distintos. O game tem muitos elementos, mas fica fácil de gerenciar tudo porque o processo é bastante intuitivo. Ao final, cada player terá uma coleção distinta de pássaros que valem pontos diferentes e objetivos secretos para pontuar.



Os recursos para colocar os pássaros no tabuleiro (minhocas, trigo, ratos etc.) são rolados em dados em uma casinha de passarinho muito legal. Aliás, achei um toque foda do game.



Mas vale reforçar que a pesquisa sobre os pássaros que se reflete no gameplay sobre qual pássaro é predador de outros, o que cada pássaro come, em qual habitat ele vivem etc. é um ponto altíssimo do jogo. Fora a arte que é bem elegante.



Acho que esse aqui é daqueles que merecem ser jogados uma vez na vida pelo menos, mas eu quero jogar mais vezes. Joguei em três players, mas sei que o modo solo do jogo é bem interessante também. Que belo game!

#GoGamers

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Ausonia

Mais um game conferido em solo mode na pandemia. Ausonia me chamou a atenção por ser um jogo húngaro criado por Zoltán Simon e ilustrado por Balázs Bodnár e Gergely Nagy. Eu, particularmente, adoro tudo que vem da Hungria - logo - fui conferir este título.



Bem, Ausonia é um deck building como qualquer outro da categoria: compra cartinha, joga no monte, descarta cartinha, embaralha de novo e vai fazendo um deck mais completo/poderoso. O que me chamou a atenção foi o modo solo do game (confesso que nunca tinha jogado um deck building em modo solitário). Funciona bem e deixa o jogo interessante.



O modo para um player possui a opção de você escolher um de três vilões para te desafiar. Tem um mecanismo interessante: depois que você joga comprando e ativando cartas, o poder mais à esquerda da mesa ativa as habilidades do inimigo (por exemplo: se a carta mais à esquerda possui como custo uma joia vermelha e uma azul, irá ativar a habilidade azul e a vermelha do vilão).



O game fica interessante porque, além de você ter que gerenciar sua mão, também precisa ficar atento em quais poderes podem ser ativados e te prejudicar.

Achei bom. A arte é bem legal também.

Mais um conferido!

#GoGamers