domingo, 31 de maio de 2020

Little Town

Demais de legal esse aqui. Aquela meia hora que diverte sem erro. Little Town é um boardgame no qual você tem que alocar seus trabalhadores no tabuleiro, garimpar recursos e construir partes de uma cidade que liberam novos poderes.



Sem muitas novidades no tema e na mecânica, né? Mas o interessante de Little Town é a dinâmica ágil entre os players e as incríveis possibilidades estratégicas que os autores conseguiram implementar em um tabuleiro pequeno com pouquíssimos componentes. O game é econômico em termos de componentes, mas muito bem pensado em termos de regras.



Para mim teve um interesse especial porque é o tipo perfeito de jogo que eu gosto de levar para minhas aulas de game design. Um game que se explica em poucos minutos, tem duas mecânicas centrais bem desenvolvidas e cada partida é completamente diferente das outras por conta de como os tiles são sorteados.



A arte é bacana e lembra os euro clássicos.

#GoGamers

domingo, 24 de maio de 2020

Smiths of Winterforge

Nossa, não gostei desse aqui. Achei lento demais. Na real, para não ser injusto, quero jogar a versão física dele, pois achei que a versão digital do Tabletopia estava com uma visualização ruim (e os dados estavam muuuuuito zoados; só rolando números baixos). Smiths of Winterforge é um game onde somos anões forjando itens, armaduras e armas em um reino de fantasia.



Tem um pouco de area control e dice rolling. Você precisa fazer dinheiro para comprar materiais brutos e forjar seus itens. Para forjar os itens você precisa juntar uma certa quantidade de dados de 4, 6, 8 e 12 lados. Essa parte é legal, mas é onde o game fica muito dependente de sorte (principalmente no início da partida).



É possível contratar auxiliares e aumentar sua régua de poder para forjar os equipamentos com mais garantia, mas um resultado ruim de dados atrasa demais seu jogo e arrasta muito o tempo de partida. Jogamos em duas pessoas e a coisa foi longe.



De toda maneira a arte do jogo surpreende. Tem um layout bonito, por isso queria jogar a versão física e ver se é melhor com componentes tangíveis. De toda forma, mais um game conferido para o repertório. Como eu sempre falo: é importante jogar de tudo.

#GoGamers

domingo, 10 de maio de 2020

Hadara

Oooooooooooh joguinho gostoso, galera. Direto e reto: Hadara tem um toque de Seven Wonders que eu adoro.



Cada jogador controla uma civilização evoluindo e vai comprando personalidades que estão disponíveis no tabuleiro central. Há figuras que aumentam o poder de guerra, outras o poder de alimentação. Há também as personagens que incrementam a cultura, a economia e as invenções. O que é legal: há um dial que vai rodando e cada jogador vai comprando cada uma dessas personagens de acordo com seu planejamento de longo prazo.



Cada jogador possui seu tabuleiro individual que vai mantendo o tracking de cada item mencionado anteriormente. É fácil de aprender, muito ágil e - realmente - aberto para muitas estratégias.



A única coisa que eu não curti muito: é realmente difícil de prever a pontuação no jogo (há muitos fatores). Fica difícil de acompanhar se a estratégia dos adversários está funcionando ou se você está avançando no game. Mais um título conferido pré-pandemia.

#GoGamers

domingo, 3 de maio de 2020

Mint Works

Post de número 1540!

Mais um título conferido na quarentena de coronavírus no site Tabletopia. Dessa vez joguei com meu primo João que está morando no Japão (!). Esse tipo de plataforma é muito legal para manter o hobby do boardgame entre amigos que estão longe. =)

Mint Works é um mini worker placement game. É "mini" porque ele (na versão física) vem dentro de uma caixinha de pastilhas de menta (cartas, manual e moedinhas em forma de mints - o único perigo é alguém comer a peça).



Sem novidades na mecânica: há cartas no meio da mesa com habilidades e você precisa alocar seus mints para construir prédios. Quem constrói 7 pontos primeiro ganha o jogo.



A verão física parece legal porque você pode levar no bolso. A partida valeu (apesar do jogo não ter novidade) porque foi fácil de aprender e sair jogando. Tou gostando cada vez da plataforma Tabletopia. Vamos experimentando coisas novas!



#GoGamers

domingo, 26 de abril de 2020

Paranormal Detectives

Um dos últimos games conferidos pré-pandemia de corona. Olha, que jogo legal. Ele tem uma pitada de muitos games bacanas e é daqueles que agrada casuais e hardcores. A história: um personagem morreu e seu fantasma está tentando se comunicar com alguns paranormais do mundo dos vivos para tentar explicar como ele morreu, quem matou, onde aconteceu, com que arma a coisa rolou e a razão da morte. O grande lance é que a comunicação com o além não é lá muito boa e o fantasma só consegue dar pistas usando métodos pouco práticos e isso é a graça de Paranormal Detectives.



Basicamente um jogador faz o papel de fantasma e possui uma carta que tem o roteiro com os elementos que ocasionaram sua morte os quais os jogadores tem que deduzir (aqui lembra o Black Stories). Os players fazem o papel de paranormais e possuem cartas com poderes; cada poder evoca uma habilidade do fantasma que tem que ser bom para tentar transmitir as pistas da maneira mais clara possível.



As cartas dos paranormais permitem que o fantasma: 1) faça três segundos de mímica sobre sua morte; 2) coloque, numa tábua de OUIJA, algumas marcações fazendo uma palavra; 3) tente desenhar com dois arames uma figura; 4) monte três cartas de tarot numa sequência que dê alguma iluminação; 5) desenhe um símbolo nas costas de um jogador para ele adivinhar algo; 6) mexa a boca formando uma palavra sem fazer som. Com tudo isso, a cada rodada, os players vão juntando pistas e anotando em um board com canetinha que apaga.



Os players devem deduzir os fatos antes que os decks acabem para vencer a partida. Arte foda, rápido, incrivelmente engraçado no grupo certo de players e muito divertido. Joguei uma partida e quero jogar mais com mais gente. Já entrou na lista de compras pós-corona.

#GoGamers

domingo, 19 de abril de 2020

Aquatica

Jogo bem bom esse Aquatica. Mais um título conferido na quarentena de coronavírus no Tabletopia. Cada jogador controla um exército submarino de criaturas fantásticas buscando conquistar territórios com poderes especiais. Ponto altíssimo do game: a arte. Eu curto muito essa temática aquática e o layout do game é caprichado ao extremo nesse sentido.



A mecânica central é deck building, mas tem um elemento interessante de controle de cartas que reflete na pontuação: cada terreno que você conquista vem com uma série de poderes; a cada rodada você pode ir gastando esses poderes até "zerar" a carta. Quanto uma carta está zerada no seu tabuleiro particular, você pode pontuar a mesma usando personagens ou arraias.



O jogo tem quatro condições que precisam ser ativadas para acionar o final da partida e isso gera uma imprevisibilidade boa. Normalmente eu acho difícil encontrar um bom balanço em deck buildings, mas esse aqui rolou super bem com os poderes de personagens disponíveis.



Confesso que nessa quarentena tenho evitado jogar games que durem mais de uma hora, mas esse demorou uma hora e meia e eu nem vi o tempo passar. Divertiu bem. Esse aqui eu quero fazer questão de jogar um dia na versão física. Segue uma imagem da jogatina virtual com o amigo Estevão (clique para ampliar e conferir a interface do Tabletopia com o Aquatica).



#GoGamers

domingo, 12 de abril de 2020

E-book grátis: 15 EXERCÍCIOS PARA A CRIAÇÃO DE JOGOS - UM GUIA INTRODUTÓRIO PARA A PRÁTICA DE GAME DESIGN

Essa quarentena do coronavírus tá produtiva! Semana passada sentei e organizei algumas ideias no formato de e-book. Era um projeto antigo: reunir uma série de exercícios que uso nas minhas aulas introdutórias de game design em um lugar só. O resultado foi o "15 EXERCÍCIOS PARA A CRIAÇÃO DE JOGOS - UM GUIA INTRODUTÓRIO PARA A PRÁTICA DE GAME DESIGN".

Com apoio incondicional do curso de TECH da ESPM, este livro é gratuito e procura ser uma fonte de consulta e inspiração para todo mundo que quer entrar nesse mercado. Clica na imagem abaixo para fazer o download! E segue a resenha oficial do livro:

Neste livro, o autor Vicente Martin Mastrocola apresenta algumas ideias centrais para a criação de jogos (digitais e analógicos). O que é game design? O que são mecânicas de jogos? O que é processo iterativo? Como montar um protótipo básico? Por que é importante realizar sessões de teste com um game? Estas são algumas das perguntas que este livro responde amparado por 15 exercícios práticos de resolução simples utilizando materiais acessíveis. Longe de ser um manual de fórmulas, “15 exercícios de criação de jogos: um guia introdutório para a prática de game design” é uma porta de entrada no instigante universo da criação de produtos lúdicos.



#GoGamers