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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Elementar - a tumba do arqueólogo

Sou grande fã dos jogos-puzzle de desvendar mistérios. Já falei dos jogos da série EXIT aqui, aqui e aqui. Também já falei de Deckscape e Echoes aqui no Game Analyticz. Esse final de semana experimentei ELEMENTAR, uma série de jogos de resolução de crimes bem interessante que a Grok trouxe para o Brasil.



Apesar de não ser tão engenhoso quanto os EXIT, Elementar é uma opção bem legal, inclusive pelo preço mais acessível. 

Eu joguei a caixa “A tumba do arqueólogo” que apresenta o mistério de um roubo de um ídolo inca seguido do assassinato de uma figura importante do cenário da arqueologia.



Como todos os bons jogos de solução de enigma, este aqui apresenta uma pontuação secreta que revela o quão bem ou com mal você foi para desvendar o assassinato. e, obviamente, depois que você joga este tipo de game, pode doar para algum amigo. Afinal de contas, você já sabe a resposta e dificilmente vai jogar de novo.

Não fomos muito bem na resolução, mas foi divertido de conhecer. Como confesso que quero comprar os outros dois que foram lançados. É um bom acabamento e é uma hora de diversão garantida.

#GoGamers

domingo, 26 de abril de 2020

Paranormal Detectives

Um dos últimos games conferidos pré-pandemia de corona. Olha, que jogo legal. Ele tem uma pitada de muitos games bacanas e é daqueles que agrada casuais e hardcores. A história: um personagem morreu e seu fantasma está tentando se comunicar com alguns paranormais do mundo dos vivos para tentar explicar como ele morreu, quem matou, onde aconteceu, com que arma a coisa rolou e a razão da morte. O grande lance é que a comunicação com o além não é lá muito boa e o fantasma só consegue dar pistas usando métodos pouco práticos e isso é a graça de Paranormal Detectives.



Basicamente um jogador faz o papel de fantasma e possui uma carta que tem o roteiro com os elementos que ocasionaram sua morte os quais os jogadores tem que deduzir (aqui lembra o Black Stories). Os players fazem o papel de paranormais e possuem cartas com poderes; cada poder evoca uma habilidade do fantasma que tem que ser bom para tentar transmitir as pistas da maneira mais clara possível.



As cartas dos paranormais permitem que o fantasma: 1) faça três segundos de mímica sobre sua morte; 2) coloque, numa tábua de OUIJA, algumas marcações fazendo uma palavra; 3) tente desenhar com dois arames uma figura; 4) monte três cartas de tarot numa sequência que dê alguma iluminação; 5) desenhe um símbolo nas costas de um jogador para ele adivinhar algo; 6) mexa a boca formando uma palavra sem fazer som. Com tudo isso, a cada rodada, os players vão juntando pistas e anotando em um board com canetinha que apaga.



Os players devem deduzir os fatos antes que os decks acabem para vencer a partida. Arte foda, rápido, incrivelmente engraçado no grupo certo de players e muito divertido. Joguei uma partida e quero jogar mais com mais gente. Já entrou na lista de compras pós-corona.

#GoGamers

domingo, 11 de dezembro de 2016

London Dread

( ) Temática bacana
( ) Componentes legais
( ) Aplicativo que narra a história e define o tempo
( ) Ilustrações ok
( X ) Design gráfico e harmonia com o gameplay

Pois é, London Dread tinha tudo para ser um puta jogo, mas peca brutalmente no quesito de direção de arte junto ao gameplay. O game cooperativo de investigação tem uns problemas graves de localização espacial no tabuleiro, ritmo entre os jogadores e um excesso de texto que podia ser facilmente podado.



Vamos por partes: o game possui um mecanismo que lembra um pouco o Space Alert. Os players vão realizando ações e marcando as mesmas em um relógio. É um detalhe importante para coordenar que horas cada jogador estava em determinados pontos da cidade. Para isso usa-se marcadores para setar o movimento e em que quadrante do tabuleiro a personagem foi direcionada. Aqui temos o primeiro problema: era preciso ter mais cores no board. Tudo é sépia ou cinza e torna-se complicado localizar onde alocar os marcadores. Detalhe: a primeira parte do jogo é baseada em tempo, logo, é ruim você ter que ficar quebrando a cabeça para achar fácil onde se movimentar e o que fazer em cada área.



As cartinhas possuem muita informação. Até aqui, sem problema algum. O ponto chave é que muitas delas poderiam ter uma moldura melhor para suportar a grande quantidade de ícones (que, por sinal, também são confusos). Cartas com visual mais clean e elementos gráficos destacados em uma área mais clara resolveriam esse problema. Todo o jogo gira em torno de resolver os desafios das cartas, por isso o layout deveria ser melhor. Basicamente os players devem juntar as skills de suas personagens para resolver os pepinos.



Muitos jogos possuem este problema, mas London Dread me chamou a atenção porque a ideia central de narrativa/mecânica é muito boa. No entanto, é uma pena o layout que prejudica o andamento do jogo. Dá pra perceber que é preciso muitas partidas para que você domine a linguagem visual com facilidade; particularmente, não gosto disso. Clareza em primeiro lugar. Nessa linha de jogos colaborativos há um bom exemplo da discussão deste post: o game Pandemic. Ele pode não ser uma obra de arte no quesito de layout, mas funciona bem e possui uma clareza que os jogadores se adaptam bem.

De toda maneira, foi um bom game para conhecer. A reta final de 2016 se aproxima e os últimos jogos do ano estão sendo experienciados. Brevemente, aguarde a retrospectiva lúdica do blog e os melhores/piores de 2016.

#GoGamers

domingo, 4 de setembro de 2016

A Study in Emerald

Sou fã do Neil Gaiman. Seja em quadrinhos, livros ou filmes o sujeito manda muito bem. Um de seus contos mais emblemáticos intitulado "Um estudo em esmeralda" (clique aqui para ler) virou boardgame assinado pelo emblemático Martin Wallace. A história, que faz parte do livro COISAS FRÁGEIS, é uma mistura de Sherlock Holmes com o universo lovecraftiano de Call of Cthulhu. Mistura boa, diga-se de passagem. =)



O jogo, com mecânica central de deck building, sintetiza o clima do conto. Os jogadores devem alocar seus investigadores por diversas cidades do mundo reunindo recursos para combater as criaturas abissais e os asseclas das entidades que querem exterminar nossa existência. A pontuação é bem esquisita (o dedo caprichoso do Sr. Wallace aqui) e a arte fica na pegada de outros games cthulhescos que já vimos perambulando pelo universo dos board games. Joguei a segunda edição que está bem caprichada (alguns amigos tinham feito um print and play um tempo atrás que não encantou muito).



O game tem um mecanismo legal de manter influência sobre as cidades e eliminar agentes dos oponentes. Joga-se em dois times, mas os jogadores não sabem quem faz parte de qual lado - detalhe divertido da brincadeira. Achei só um problema: a partida é rápida demais. Quando eu estava começando a montar um combinho com uma estratégia mais elaborada, puf!, acabou a partida. Esse vale jogar mais.

Imagens surrupiadas no BGG.

#GoGamers