domingo, 20 de agosto de 2023

L.A.M.A - Party Edition

Joguei esse aqui no Cartapalooza 2023. O Lhama original figura na minha ludoteca e nas minhas aulas de game design. Jogo casual do mestre Reiner Knizia, Lhama é um game de bater a mão e evitar juntar muitas cartas para não pontuar negativamente.



Já falei dele nesse post aqui, mas a “party edition” possui duas diferenças: cartas com um símbolo de “+” que permitem que você jogue uma carta extra (igual ou superior) na pilha e a carta de lhama rosa que pode ser jogada em qualquer momento em cima de qualquer carta.

Bom, pouco muda. Se você quiser comprar este game, pega essa versão que vem mais completinha.

#GoGamers

Seas of Strife

Seria 2023 o ano dos jogos de vaza? Pra mim, definitivamente é. Seas of Strife, que originalmente é o Texas Showdown, é daqueles games em que você não quer de maneira alguma pegar a vaza - pois isso pontua negativamente.



Como todo bom joguinho de vaza, no Sea of strifes existe uma sacada boa para dinamizar a partida: se você não possui o naipe da vez, pode jogar um diferente, mas isso aumenta o risco de você pegar a vaza e pontuar pra menos.



Temática é completamente desnecessária aqui, mas cores e ícones são sempre importantes para facilitar a visualização na mesa.

#GoGamers

Cartapalooza 2023

E esse ano tivemos mais uma edição do maior evento de carteado do Brasil! O Cartapalooza, organizado pelo mestre dos jogos de vaza, Fel Barros, teve sua edição 2023 na Ludus Luderia - a casa mais querida do boardgame brazuca liderada pela sempre querida Luci Raposo!



Esse ano o menu estava violento na variedade. O Fel organizou um cardápio fodástico escolhido a dedo para agradar todo mundo que foi prestigiar.



Foi bom demais encontrar os velhos amigos de tabuleiro, conhecer novas pessoas e, sobretudo, jogar bons títulos em sequência (fazia tempo que eu não fazia isso).





Vida longa ao evento!

#GoGamers

domingo, 6 de agosto de 2023

Velonimo

Não tem jeito, 2023 é o ano dos jogos de cartas con números. O último que veio para a coleção foi Velonimo, assinado pelo sensacional Bruno Cathala (autor que eu sou fã). A temática do game gira em torno de uma corrida de bichos em bicicletas, mas poderia ser qualquer coisa no lugar. O lance é o componente numérico da parada.



O deck de cartas possui 49 cartas separadas em 7 cores com números de 1 até 7. Além disso, há cartas de lebre numeradas com 25, 30, 35, 40, 45 e 50. A lógica é muito simples: é preciso bater a mão sempre com um número maior. No entanto, tem um pulo do gato bom: se você jogar uma carta 5, por exemplo, é preciso que um oponente jogue um 6 ou 7 para continuar no jogo. Mas é possível jogar mais de uma carta também; se você jogar duas ou mais cartas da mesma cor ou duas ou mais cartas de mesmo número.



Quando você faz isso, as cartas se tornam números 10 somados ao valor da menor carta. Então, imagine que um jogador começou a rodada jogando 5. Se você jogar uma carta amarela 2 e uma carta amarela 4, isso significa que você jogou 22.

Joga-se cinco rodadas e ainda tem mais uma pegadinha: sempre que um jogador joga cartas de número 1 troca cartas da mão com outro player.

Gostei bastante e minha versão veio com a expansão de treinadores e um bloquinho para anotar pontos. Mais um conferido!

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domingo, 23 de julho de 2023

The Game

O ano de 2023 tem sido o ano dos jogos com números. Por uma coincidência do destino, a maioria dos games novos que joguei esse ano são títulos com cartas coloridas que usam números na mecânica (muitos jogos de vaza, inclusive). THE GAME não fugiu dessa lista. Eu já tinha lido várias resenhas desse cardgame que a Galápagos lançou aqui no Brasil recentemente, mas não imaginava que conseguiria ser tão divertido e envolvente - tanto no modo solo, quanto no modo cooperativo de 2 até 5 players.



The Game lembra um pouco o The Mind; é possível jogar no modo solo e também no coop com até 5 players. O objetivo do jogo é tentar colocar todas as cartas numeradas de 2 até 99 em quatro pilhas de cartas. O funcionamento é bem simples: há duas pilhas com número 1 que só podem receber cartas em ordem crescente e há duas pilhas com o número 100 que só podem receber cartas decrescentes.

Cada player tem que tentar jogar - no mínimo - 2 cartas e repor a mão. Imagine o seguinte começo de jogo: o Vince pega e joga as cartas 3, 8 e 14 em uma pilha crescente; depois joga um 98 e um 93 em uma pilha decrescente - repondo a mão no final com 5 cartas e passando para o próximo jogador.



Tem uma malandragem mecânica legal ainda: na pilha crescente é sempre possível jogar uma carta com exatamete -10 no valor e na pilha decrescente uma carta com +10 no valor. Com isso, é possível sempre manejar o número base para caber mais cartinhas.

Visual minimalista e abstrato. Do jeito que eu curto. =)  

Olha esse review com regras que explica isso tudo de maneira mais didática:



Mais um bom título para a coleção!

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sexta-feira, 21 de julho de 2023

TIERRA MEDIA: uma loja de boardgames em La Paz (Bolívia)

A vida acadêmica está me proporcionando viagens por vários lugares pitorescos do mundo. Esta semana estive em La Paz, na Bolívia. Altitude barra pesada, mas o espírito lúdico não descansa e fui ver se encontrava um reduto gamer por lá. Encontrei! Trata-se da Tierra Media, uma loja pequena, mas com um pouquinho de tudo que alguém precisa para ser feliz.

Tem Magic, Warhammer, tabuleiros old school e novidades. Meio difícil de localizar na movimentada Calle Almirante Grau #227, mas - ainda assim - um lugar legal de visitar e descobrir que o hobby de boardgame está em todos os lugares arrebatando seguidores. Acabei não comprando nada, pois estava buscando coisas abstratas bem específicas, mas - ainda assim - foi legal de conhecer o lugar depois de mandar um almoço brutal de carne de lhama.





E para deixar um registro legal dessa trip, segue uma foto no famigerado MERCADO DE LAS BRUJAS:



Que venham as próximas!

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terça-feira, 20 de junho de 2023

Gráficos para pensarmos o design de games

Duas semanas atrás, entrou no ar o projeto COMO PUBLICAR SEU JOGO que fiz o conteúdo para a COPAG! Vou colocar a modéstia de lado e falar com orgulho: ficou muito legal o projeto! Já estão no ar os módulos "O jogo e o mercado", "Como ser um game designer" e "Quebrando a cabeça com o processo de game design". Bom, o que eu achei que ficou mais legal no projeto é a parte de diagramas e esquemas gráficos que a galera da COPAG montou. Selecionei alguns aqui que (obviamente) vou usar nas minhas aulas de game design.

1.A ideia de círculo mágico de Johan Huizinga sintetizada em um ciclo de experiência com o game e significado no pós-jogo.



2.Como se dá a relação entre o trinômio player-interface-game:



3.A lógica resumida do processo iterativo em games:



4.A visão de Jesse Schel sobre o processo de game design:



5.Qual o jogo que devemos projetar?



São mais dois módulos que chegam em duas semanas! Não deixe de acompanhar e divulgar!

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