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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Tucano

Rápido, mecânica enxuta e interação direta. Tucano é um card game assinado por Théo Rivière e publicado no Brasil pela PaperGames no formato tradicional de caixinhas.



A mecânica principal gira em torno de um set collection com um draft de colunas. A cada turno, você escolhe uma das três colunas de cartas disponíveis na mesa e recolhe tudo o que está nela. Em seguida, repõe uma nova carta em cada coluna, fazendo com que as pilhas não escolhidas acumulem mais e mais opções.



O lance do game está na relação risco vs. recompensa das pontuações das frutas. Por exemplo:

• Pontuações escalonadas: frutas como o figo pontuam muito bem se você juntar o conjunto completo, mas geram pontos negativos caso você termine a partida com poucas unidades.

• Maioria e disputa: frutas como a banana e a romã premiam quem tem a maior quantidade na mesa, mas penalizam com pontos negativos quem fica para trás (ou empata com a menor pontuação).

• Coringa mutável: a carta coringa ajuda a fechar seus conjuntos, mas permanece vulnerável à mesa até o final.

Para complementar, entra o astro do jogo: o Tucano com seus diferentes poderes. Os tucanos podem:

• Roubar: pega uma carta revelada de um adversário.

• Presentear: força você a dar uma carta sua para outro jogador (ótima para se livrar daquela fruta que está negativando seus pontos).

• Esconder/proteger: a melhor jogada defensiva do jogo. Permite virar todas as suas cartas de fruta para baixo. Uma vez viradas, elas não podem mais ser consultadas, roubadas ou doadas até o fim da partida.

Dos mais recentes da Paper Games, foi o que eu mais gostei.

#GoGamers

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Safra Ideal

Esse aqui precisa ser jogado tomando um bom exemplar do mundo da enologia. Safra Ideal é um game no qual os players precisam montar uma adega e atender aos gostos de seus clientes da melhor maneira possível. É um bom jogo de entrada para você apresentar para uma galera que não está acostumada a jogar boardgame. Ele tem umas camadinhas estratégicas interessantes e um visual bem bacana.



O game tem modo solo, mas permite até oito jogadores. Joguei uma partida com quatro players. Nesse número de jogadores, cada um recebe 8 cartas e teremos 8 rodadas. Na mesa, começam 4 cartas e é preciso fazer um leilão. As cartas na mão vão de 1 até 36 e quem joga a mais alta escolhe primeiro e depois até quem jogou a menor.



As cartas usadas no leilão viram as cartas de vinho qie serão leiloadas na sequência. A pontuação é divertida: suas garrafas de vinho possuem 8 números de 1 até 8 com configurações diferentes. Você pode armazenar suas garrafas em uma fila adicionando novas em cima ou embaixo. A primeira carta da fila pontua o primeiro valor, a segunda o segundo valor e assim vai.



Os clientes pontuam por preferência de dois tipos de vinho e por países de origem.

Divertiu bem. 🍷

#GoGamers

domingo, 22 de junho de 2025

Jardim Encantado

Ahhhhh, esse aqui eu ganhei de presente do amigo Parma com autógrafo! Jardim Encantado é uma criação do próprio Rafael Verri (também conhecido como Parma) que estava em destaque no DOFF 2025 no estande da Ludofun.



Jardim Encantado é uma versão card game com vaza do Splendor. O Parma misturou elementos para criar essa experiência. Há uma série de jardins encantados de três níveis na mesa e os players devem jogar uma série de vazas para conquistar os melhores cristais. Com cristais, você compra terrenos e com terrenos agiliza sua compra de terrenos mais poderoso. As vazas são must follow e você precisa escolher seus cristais com sabedoria para fazer bonito na fase de aquisição.



É possível ganhar o game fazendo pontos com terrenos de jardim ou fadas. Quem marca 12 primeiro, leva.



Sucesso e vida longa para a Ludofun!

#GoGamers

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

FOOD TRUCK EXPRESS: meu novo game autoral saiu pela GROW JOGOS!

E tem jogo novo do Vince na área! FOOD TRUCK EXPRESS é um jogo totalmente autoral meu que acabou de ser lançado pela GROW JOGOS. De cara, quem já quiser comprar, está vendendo neste link aqui da Amazon.

O game é para público infantil e tem como objetivo montar os melhores sanduíches na chapa do food truck. A mecânica central é de set colletion com alocação de tiles para montar os lanches. Os jogadores podem optar por uma estratégia de montar lanches pequenos de maneira rápida, ou fazer um mega sanduíche completo de maneira mais lenta. A pontuação vai dizer quem será o melhor chapeiro. Eu fiquei feliz demais com a caixa do game que veio em um formato diferenciado (você abre por trás, pelas portas do truck) e - de quebra - saiu meu nome na caixa. Olha só:









Para quem quiser dar uma sacada nas regras, a GROW já preparou um vídeo com regras. Confere aí:



Feliz demais com esse lançamento! Mais um para o portfólio. Meu décimo projeto com a GROW. Só reforçando: esse aqui é o link para comprar.

#GoGamers

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Sea, Salt & Paper

Joguinho novo do Bruno Catalha que, brevemente, está chegando em terras brasileiras pela Galápagos. Foi um game simples que atingiu certo hype no ano passado e que ganhei de presente do meu amigo Oscar que andou perambulando por território espanhol.



Sea, Salt and Paper é um set collection que você compra cartas fechadas ou abertas de duas pilhas (um draft interessante) e deve sempre baixar cartas em duplas. Você baixa barquinhos duplos que te permitem fazer um turno extra, caranguejos duplos que deixam você escolher cartas do descarte, peixes duos que dão o poder de comprar cartas do deck principal e o “ataque de tubarão” que te fa roubar cartas da mão dos adversários.



Além disso, você pode colecionar itens repetidos com pontos cumulativos e sereias de multiplicadores. O game tem um final de jogo interessante que permite que um player, quando achar que está vencendo, pare a partida OU faça um tudo ou nada em que todo mundo joga mais uma rodada e ele pode levar vantagem se cantou bem a aposta.



É um jogo legal, com arte incrível de peças de papel, mas não achei tudo isso que o hype dizia. É um excelente título para a ludoteca, mas acho que a expectativa ficou muito alta.

#GoGamers

domingo, 8 de março de 2020

Planet defenders

Olha, o nome é meio bobo, mas me diverti bastante com esse game. Eu não costumo ligar muito para miniaturas, mas os robozinhos de Planet Defenders são beeeeeem legais.



O game é um area control com set collection gostoso, leve e rápido. Acho que é aquele tipo de game legal para apresentar mecânicas novas para quem não está muito acostumado a jogar board game.



A ação se passa em um grid de 9x9 com tiles sorteados aleatoriamente. Cada um deles tem um bônus em energias e cristais. Com esses bônus você compra poderes e novos robôs (que são pontos para o final da partida).



Divertido, objetivo e rapidinho. Gostei bastante.

#GoGamers

domingo, 22 de abril de 2018

Near and Far

Ryan Laukat; esse é um nome para se prestar atenção quando falamos de board games. O sujeito cria coisas complexas e cheias de recursos sendo que, de quebra, ainda faz toda a arte do jogo. É de tirar o chapéu - também - porque suas criações são bem diferenciadas e legais. Joguei recentemente Near and Far desse autor; baita experiência imersiva. Vou ver se consigo sintetizar a essência aqui nesse post.



Pra começar é preciso contar um pouco da dinâmica de componentes. O game vem com um livro tabuleiro. Isso mesmo. Uma série de mapas que são formados conforme as páginas se abrem. Isso gera uma enormidade de cenários possíveis para as aventuras. Tem pra todos os gostos e níveis de dificuldade. Complementar ao livro-tabuleiro, há um livro com as quests. Uma vez que os players vão se aventurar no mapa, vão cair em desafios e o livro tem uma enormidade deles; essa parte é RPG total (com os detalhamentos narrativos, inclusive).



A complexidade é grande: há combates entre os players, parte de alocação de trabalhadores, dice rolling, set collection etc. A quantidade de componentes é alta e o tempo das partidas também (jogamos uma partida básica e foi três horas e meia).



O componente RPGístico dá um tom todo especial para a brincadeira. No grupo certo gera excelentes momentos e uma competitividade acirrada. É um game com boa pontuação final e que deixa na dúvida quem vai ganhar com boas surpresas.

Excelente ter conhecido esse aqui. Uma aula de gae design e sobre como os elementos estéticos do jogo tem que estar alinhados com a jogabilidade.

#GoGamers

domingo, 30 de abril de 2017

Tiny Epic Western

Ano passado eu tinha jogado o Tiny Epic Galaxies, uma caixinha que - quando aberta - revela vários componentes e várias possibilidades legais. Recentemente, joguei outro título da série: Tiny Epic Western.



Temática bem alinhada com mecânicas de area control, set collection e worker placement. Cada jogador tem de 2 a 3 meeples para alocar em espaços com poderes distintos no tabuleiro. É possível duelar e jogar poker para ter mais benefícios. Aliás, a mini-mecânica de poker embutida no game é muito bacana; um belo exemplo de como fazer um jogo dentro do jogo.



Gostei dos dados D6 que vem no formato de balas de revólver. =)

Fiquei bem curioso para jogar os demais games da série Tiny Epic.

#GoGamers

segunda-feira, 27 de março de 2017

Sushi Go Party

Esse aqui eu joguei em Santiago (Chile) no Dos De Seis Board Game Café. O Suhi Go Party é um upgrade do game Sushi Go (com mais cartas e mais possibilidades). Joguinho casual/party bem bacaninha e com uma arte divertida. O game trabalha com mecânicas de set collection, gerenciamento de recursos da mão e ações simultâneas.



A cada partida, monta-se um tabuleiro com as comidas que serão feitas naquela partida. Há sushis, makis, tempurás, giozas e tudo o mais que se encontra em um bom rodizião japonês. Cada comida tem um set de cartas que irá fazer parte de um grande deck.

Este grande deck formado por cada um dos sets de comida é dividido igualmente entre os players. A cada rodada, baixa-se uma carta na mesa e passa-se a mão para o jogador da direita. Ou seja, é preciso gerenciar o que você vai colecionar na sua mesa e o que vai passar para a frente. Há cartas que penalizam se não são colecionadas em quantidade, outras que só marcam pontos mediante certas combinações e por aí vai.

Jogo legal para usar em aulas/workshops de game design. Já gostei e quero comprar para usar em aulas.

#GoGamers

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Splendor

Joguinho novo para a coleção. Além de estar super bem avaliado no BGG (nota 7.59/10) foi um dos indicados do Spiel desse ano. Muita gente achou exagerado o buzz em volta do game, mas fazia tempo que não jogava algo que dava vontade de jogar de novo na sequência. Splendor é um game do ator Marc André que trata de mercadores de jóias. O objetivo é colecionar pedras preciosas para conseguir mais pedras com maior rapidez.



Em cada turno os players podem optar por quatro ações: 1) pegar três fichas de jóias diversas (com elas se compra cartas que pontuam); 2) pegar duas fichas de uma mesma jóias (desde que a pilha tenha quatro fichas); 3) Reservar uma carta na mão e comprar um coringa; 4) Comprar uma carta da mesa com as fichas.



Quanto mais cartas você possui, mais rápido de comprar mais cartas. Cada partida dura meia hora, é divertido e o replay é alto. A arte é bem legal e os componentes estão numa caixa bastante bem cuidada. Essa foi a última aquisição para a ludoteca e já fez sucesso na primeira vez que foi para mesa.

É um game bem legal de usar em aulas de game design. Esse foi um ponto que me chamou a atenção. Como ele é rápido de explicar e fácil de jogar, fica bem visível a mecânica e a dinâmica.

Go gamers!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Euphoria: Build a Better Dystopia

Jogamos este bonito game em um recente encontro lúdico e foi uma experiência bem legal. "Euphoria: Build a Better Dystopia" é um jogo tematizado em um futuro distópico no qual, com poucos trabalhadores, você deve mudar o rumo de uma cidade imaginária utilizando sua estrutura, recursos e paisagens. A arte e os componentes formam um belo pack e deixam o clima mais legal.



O game utiliza mecânicas sortidas: 1) Os dados D6 representam seus trabalhadores e aqui entra o dice rolling do game; 2) há gerenciamento de cartas na mão para conquistar poderes/favores; 3) os jogadores devem colecionar padrões para completar missões; 4) há uma gama enorme de personagens, poderes e possibilidades para se explorar na interface do tabuleiro. A dinâmica é bem legal e dá pra pegar rápido o funcionamento; o objetivo é colocar 10 estrelas no tabuleiro, para isso, deve-se conquistar territórios, comprar itens e ativar trabalhadores.



Como em todo bom jogo com muitas escolhas de ações no tabuleiro, é preciso planejar muito bem em quais recursos investir para finalizar pontos no médio e longo prazo. Há alguns elementos colaborativos/coletivos que pesam na hora de escolher rumos para conquistar pontos. Gostei bastante da ideia de abrir tiles secretos que liberam novos poderes no tabuleiro e penalizam aqueles que não ajudaram a construir.



Quero jogar de novo. Título advindo da ludoteca do amigo Estevão. Imagens do BGG.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Res Publica

Mais um jogo do mestre Knizia adquirido para a ludoteca. Esse aqui é bem das antigas (foi lançado em 1991) e tem cara dos primórdios dos modernos euro games na sua dinâmica.

Res Publica ("coisa do povo" em latim) é um game de set collection e trading onde os jogadores devem evoluir ao máximo, em termos de tecnologia e poder, cinco povos da antiguidade. A cada rodada os players devem negociar/trocar cartas entre si para fechar coleções de 5 cartas iguais e marcar pontos.



No início, os players devem fazer conjuntos de cinco cartas de povo iguais. Ao baixar na mesa ganham um vilarejo de 3 pontos. O vilarejo começa a permitir que cartas de civilização sejam compradas de um segundo deck. Com as cartas do segundo tipo é possível construir ambientes mais avançados e ganhar mais pontos.



O ponto mais divertido do game é a parte de negociação que gera uma aleatoriedade legal com grupos diferentes. O resto é baixar carta na mesa.

O Knizia é um cara bem versátil. Esse aqui não é dos top 10 dele, mas é bem cuidado e é excelente para jogar entre games mais pesados.

Imagens do BGG.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Shitenno

Shitenno é um game ambientado no Japão do século XVI. É um jogo que utiliza mecânicas de controle e influência de área com um pouco de set collection de cartas. Eu gostei bastante, mas preciso jogar mais uma vez para pegar legal como funcionam os mecanismos.



Basicamente há quatro personagens em jogo com poderes distintos e a cada rodada um jogador será eleito para entregar cada um deles. O jogador da rodada compra cartas de soldados e dinheiro e monta sets que são distribuídos entre os players, é possível recusar e quem está distribuindo pode ter que aceitar o que foi negado, logo, é um exercício de sabedoria montar sets razoavelmente equilibrados.



Uma vez de posse de recursos é hora de ir para o tabuleiro conquistar territórios. Cada local é guardado por guerreiros de cores diferentes e é preciso ter as quantidades de soldados ou dinheiro exatas para fazer uma conquista.



Os personagens que mudam de jogador durante a partida fornecem poderes especiais para facilitar o domínio de áreas.

Bem legal e bem bonito. Imagens do BGG. Conferido na casa do amigo Torselli.