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quarta-feira, 4 de março de 2026

DuvidaÊ! - meu novo card game já está à venda

É isso aí, leitores e leitoras do GAME ANALYTICZ! Acabou de sair meu novo card game que eu criei junto com o amigo Maurício Torselli. Aliás, pausa dramática: o Torselli montou um selo independente só para publicar jogos de cartas, o SELO CARTEADO. A ideia do projeto é só publicar autores nacionais e internacionais de carteado. A primeira leva já saiu e você pode conferir no link do site oficial.

Pois bem, o game que eu assino com o Maurício é o número 1 da coleção e chama DuvidaÊ! - DuvidaÊ! é um jogo de escalada com blefe, em que o objetivo é se livrar de todas as cartas da mão. Cada jogador deve jogar uma combinação mais forte que a anterior - cartas com valor maior, ou mais cartas. A partir de 2 cartas, entretanto, apenas uma é jogada de face para cima - todas as demais são jogadas de face para baixo. Isso dá ao próximo jogador a opção de duvidar. Ao duvidar, ele poderá ativar armadilhas, que atingem o jogador que estiver errado - aquele que duvidou, caso o jogo seja o declarado, ou quem blefou, caso não seja.



A ilustração da caixa e do manual, assim como o desenho das redes, ficou por conta do grande Marcelo Braga. E o nome da simpática interrogação é McQuestion Mark. O design das cartas ficou comigo e com o Arthur Lacerda.





Se quiser comprar e conhecer os demais títulos da Carteado, clique aqui.

Para ler o manual de regras, acesse a Ludopedia clicando aqui.

Mais um para o portfolio! Primeiro jogo lançado de 2026 e vem mais por aí!

#GoGamers

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Dodicitre

Dodicitre é um daqueles jogos que prova que você não precisa de miniaturas de resina ou tabuleiros gigantes para criar uma experiência profunda. O título (que brinca com os números 12 e 3) já entrega que estamos lidando com um jogo de lógica. Ele tem aquela pegada de jogos japoneses, onde cada carta jogada parece ter um peso enorme. Certamente, foi o jogo destaque na última joga que fizemos.



O game é um climbing elegante com uma sacada muito boa: você pode escalar a jogada do oponente COM suas cartas ou escalar a jogada do oponente JUNTANDO suas cartas. Por exemplo: um oponente joga um 4 e você joga um 6, ok. Mas, seu oponente pode jogar um 4 e você juntar um 4 seu transformando a mesa em um par de 4s! Daí, o próximo jogador precisa jogar uma dupla maior (ou menor, isso muda) ou anexar ou 4 virando uma trinca.



Outro ponto sensacional do game é que o 11 e o 12 podem ser jogador com uma dupla de 1s ou uma sequência de 1/2.

É muito simples, mas de um brilhantismo foda!

Gostei muito.

Queria comprar um, mas está muito caro. Terei que fazer um home made.

#GoGamers

Storm in a teacup

Storm in a Teacup é aquele tipo de jogo que parece inofensivo pelo nome e pela arte, mas que esconde uma camada de interação bem bacana. É um jogo japonês do ano passado e, no BoardGameGeek, ele já vem chamando a atenção pela simplicidade das regras com a profundidade das decisões.



A premissa é simples, mas você precisa prestar muita atenção no jogo dos coleguinhas. É um jogo de hand management e, em certos momentos, um pouquinho de push your luck, onde cada decisão de baixar uma carta ou segurar um movimento pode causar a tal "tempestade" do título do game.



Basicamente, quando você recebe suas cartas, não pode mudar elas de ordem e, como no Scout, precisa jogar sempre cartas das pontas da mão. Você pode jogar quantas cartas de chá quiser/puder, duplas de chá com leite ou uma carta de limão com quantas cartas de chá conseguir. Essa é a maneira de se livrar da mão, mas os demais jogadores precisam superar as jogadas dos oponentes, senão, muitas cartas voltam para um monte que será comprado novamente. Claro que o objetivo aqui é bater a mão.

O destaque de Storm in a Teacup é como ele escala com o grupo. Jogamos em um grupo que curte uma interação mais direta e algumas alfinetadas, e o jogo brilhou. Ele flui rápido, não deixa ninguém esperando muito tempo pelo seu turno. Como sempre digo aqui no GameAnalyticz, o contexto é tudo. Se você jogar com pessoas que levam tudo muito a sério, talvez perca o brilho. Mas, com o grupo certo, esse jogo é diversão garantida. Ele foi o ponto alto da nossa noite, rendendo risadas e aquela vontade imediata de jogar uma revanche.

#GoGamers

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O SELO CARTEADO está chegando no mercado e tem jogo novo meu na área!

Em março desse ano está chegando no mercado de jogos analógicos uma iniciativa sensacional: o SELO CARTEADO, uma editora independente capitaneada pelo meu amigo Maurício Torselli e que vai colocar materiais finíssimos para quem curte card games (especialmente os fãs de vaza, climbing e blefe).

A editora já chega com três títulos primorosos:

1.DUVIDAÊ: esse aqui é assinado pelo Torselli e por mim. É escalada com blefe e aquela clima bem gostoso de humilhar o amiguinho com jogadas épicas. A arte ficou por conta de Marcelo Braga nesse aqui que é o número 1 da coleção.



2.TRUNFOS E TESOUROS: esse aqui é uma vaza bem legal e é a estreia de Mauro Fernandez e Amábili Vieira no game design. Piratas, Kraken e tesouros comandam a temática desse título que teve a arte feita por Marina das Artes e Arthur Lacerda.



3.DOPPELGANGER TRICKS: esse aqui veio lá do Japão e é o primeiro título gringo da coleção. Assinado pelo Mashiu da Mashiu Games, esse carteado é uma vaza com uma pegada bem diferente.



Pra quem curte colecionar, as caixas estão demais. Vai ficar sensacional na mesa e na sua ludoteca. Aguarda que a pré-venda já vai começar!

#GoGamers

sábado, 25 de outubro de 2025

Match-fixer's high

Porra, esse aqui tem muitas camadas de coisas legais. Jogo de climbing coreano. Primeiro: o tema. Match-fixer's high é um jogo sobre uma corrida de lêmures que foi fraudada. Os jogadores estão com uns doppings na manga para fazer os climbings e ir avançando numa pista de corrida. Quem ganha leva troféu, quem chega em segundo leva dinheiro (que é o que pontua no jogo, o troféu é pra desempate).



A segunda coisa legal do game é que ele vem numa latinha de energético/doppping com as cartinhas, o tabuleiro de corrida, manual e tokens. Tipo, é uma embalagem zoada porque fica tudo socado e o tabuleiro de acetato precisa colocar dois pesos na ponra porque ele enrola, mas é divertido demais.



A carta com o lêmure doidão é sensacional e ela é um coringa. Se você joga uma dupla, todo mundo tem que seguir a dupla e, quem faz, anda duas casas. Se for trinca, três etc.

O legal do game é que quando você está na boca do gol para passar a linha de chegada, faz tudo para não ser o primeiro.

Gostei muito. Quero comprar!

#GoGamers

Bested another time

Mais um climbing que saiu essa semana. Obviamente não joguei o original, mas é possível fazer um home made para testar e foi o que fizemos na última joga na residência do Senhor Torselli. Bested another time é um climbing com poderzinhos no qual morcegos estão comprando frutas em um festival.



Se alguém abre com dupla, todo mundo tem que jogar dupla. Se abre om sequência, segue esse barco. Quando alguém para (e é hard pass) pega uma carta de poder da mesa: 1) ser starting player; 2) se livrar de um melt de cartas; 3) apostar que em alguém que você acha que vai levar a rodada. É rápido e divertido, mas nem tem imagem das cartas no BGG ainda. O lance de apostar em alguém que vai levar é interessante porque você pode apostar na sua derrota para pontuar mais.

#GoGamers

Vampire Queen

Opa, vamos de climbing do Wolfgang Kramer. Acho que faz mais de um ano que joguei o Abluxxen dele e gostei bastante. Mas, aqui, a temática é vampiresca. A manhã chegou e os vampiros dos clãs antigos precisam voltar para os túmulos. Para os poderosos, tá fácil. Mas os vampiros menores e mais fracos só têm força pra fazer isso em grupo. Por isso é preciso jogar várias cartas de valor baixo juntas pra não ficar pra trás. Pra completar, tem as cartas de caçadores para foder o rolê dos vampiros. Gostei porque joguei numa mesa com oito pessoas e rolou bem.



O baralho é composto por cartas numeradas de 1 a 13, quatro Rainhas Vampiras de valor variável e dois Caçadores de Vampiros. Os jogadores começam com 9 a 13 cartas na mão (dependendo do número de participantes). O primeiro jogador da rodada pode descer na mesa:
 
1.Uma carta sozinha.
2.Múltiplas cartas do mesmo valor (tipo um par de 7s, ou um trio de 10s).
3.Um Caçador de Vampiros.
4.As Rainhas Vampiras, quando jogadas sozinhas ou em conjunto com outras Rainhas, valem 14. Mas o truque é que elas podem ser jogadas com outras cartas, adotando o valor delas.



Para uma carta ou um set de cartas (tipo três 6s), cada outro jogador, na sua vez, pode passar ou jogar o mesmo número de cartas, mas de um valor mais alto (tipo três 9s). Quem jogar a carta/o set de maior valor leva a rodada e começa a próxima.

Se o primeiro jogador da rodada lidera com um Caçador de Vampiros, ele conta como valor zero. Aí, cada um dos outros jogadores tem que jogar exatamente uma carta (que não seja um Caçador de Vampiros) com o valor que quiser.

Quem jogar a carta de valor mais alto recolhe todas as cartas jogadas para a sua própria mão. Em seguida, esse jogador começa a próxima rodada, mas não pode liderar com o Caçador de Vampiros que acabou de ganhar.

Só vou falar uma coisa: os desenhos dos vampiros são bem feiosos.

#GoGamers

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Inchiki Daifugō

Olha, esse aqui eu ainda não sei se gostei ou adorei. Foi uma experiência positiva, mas ainda preciso jogar mais vezes para formar uma opinião.

Inchiki Daifugō (Cheating Daifugō) é um card game japonês que reinventa a experiência clássica dos jogos de climbing com uma pegada diferente. Em Inchiki Daifugō as cartas em campo não resetam após cada rodada.



A premissa é simples e, ao mesmo tempo, complexa: os jogadores devem superar a jogada atual, enfraquecê-la ou, em um movimento ousado, absorvê-la para fortalecer sua própria mão. A ausência de reinício cria uma tensão constante e exige um planejamento de longo prazo, já que cada jogada afeta diretamente o estado do jogo para todos os players.

Mas o que realmente diferencia Inchiki Daifugō é a sua "regra da trapaça". Em vez de se limitar a jogar grupos de cartas com o mesmo valor, você pode formar combinações de cartas não-correspondentes. Para isso, o número de cartas jogadas deve ser igual ao valor da carta de menor número entre elas, e todas as cartas precisam ter a mesma cor. Por exemplo, você pode jogar um 3, um 4 e um 5 juntos se todos forem da mesma cor e, então, você acabou de jogar três cartas 5. Parece meio confuso, mas vou dar outro exemplo: se você joga 5, 7, 8, 8 e 12 - na verdade - você jogou cinco cartas 12.



Essa regra de trapaça não é apenas uma conveniência, mas uma camada estratégica profunda. Ela permite que você se livre de cartas problemáticas, crie jogadas inesperadas e confunda seus oponentes.

Quando as cartas começam a ser compradas da mesa rola uma confusão boa. Por isso acho que preciso jogar mais. Mais um game para compor a coleção de vazas e escaladas da ludoteca particular. 😊

#GoGamers

domingo, 22 de junho de 2025

Quack-Quack, corrupt ducks

Esse aqui é bem pitoresco tematicamente. Olha só a resenha: Em uma dinastia de patos em crise, os jogadores alternam entre ser oficiais corruptos, inspetores reais ou revolucionários. Durante o jogo, os participantes se envolvem em "Lutas pelo Poder, onde devem jogar combinaçoes de cartas mais fortes que as anteriores. Os jogadores tentam se livrar de todas as suas cartas o mais rápido possível para ganhar moedas. Após trés rodadas, o jogador ou dupla com mais moedas vence. O game é coreano e é uma pérola!



Quack-Quack, corrupt ducks ou Quack-Quack patota corrupta na versão da Samba Estúdios, é um climbing game que os jogadores precisam gerenciar suas mãos para ganhar sequências. Há o inspetor disfarçado de mendigo, o povão, os guardas, os secretários e os governadores. Cartas vão sendo jogadas até que o governador acabe com a bagunça ou haja um levante popular ou uma fiscalização secreta.



O que é curioso desse game é que mesmo com o abstracionismo do climbing, ele tem uma lore muito aderente com a mecânica que faz com que a sequência de escalada faça sentido no contexto de revolução popular. O manual tem umas boas doses de ludicidade sugerindo aplaudir os levantes populares, por exemplo.

Adorei.

Comprei, joguei e já coloquei num lugar de destaque na ludoteca.

#GoGamers

Pipoca

Game muito legal do arthur Lacerda do Onda que foi distribuído em um pack promocional da Samba Estúdios no DOFF 2025. Pipoca é um climbing para dois jogadores que tem um diferencial: ele foi projetado para ser jogado de pé. É isso mesmo. A ideia é você poder jogar em uma fila ou em algum lugar que não tem mesa. Dada a fila do DOFF 2025, acho que dava pra ter jogado umas 1083527 de Pipoca antes de entrar no evento.



Basicamente, cada player tem 8 cartas na mão e é preciso fazer a escalada. Simples perde para sequência que perde para dupla que perde para trinca. Cada vez que você faz o climbing, as cartas voltam para a sua mão e são rotacionadas para mudar de número. Muito engenhoso e simples esse mecanismo. Assim, você pode ir combando até bater a mão.



Bom demais ver o minimalismo em ação. Adorei o promo game e já joguei umas 10 partidas nesse final de semana. Vou deiaxr um vídeo de regras para quem quiser saber mais do jogo:



Sucesso demais para a Samba Estúdios!

#GoGamers

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Over Million

Olha, acho que esse é um dos top 3 jogos mais feios que eu já joguei na vida. Parece que o layout do game foi feito num arquivo de Power Point. Conheçam o climbing Over Million de Keita Kasagi, uma pérola japonesa que joguei no pré-DOFF desse ano.



Como funciona esse lindo mosaico de cores? A ideia é você baixar um número maior que o da mesa e, se conseguir zerar a mão, você ganha. É um climbing que tem elementos de Scout (de não pode mexer na mão) e de Odin (de montar longos números - até porque o nome do jogo tem a ver com isso).



A parada é que você não pode trocar as cartas que tem na mão. MAS, se rolar umas condições específicas, dá pra juntar as cartas e baixar tudo de uma vez. Tipo, se você tiver "21", "15" e "53", pode combinar pra fazer um 2153. É meio confuso num primeiro momento, mas rola bem.



Na sua vez, você tem duas opções: ou joga uma carta da mão que seja maior que o número da mesa, ou então pega uma carta da esquerda ou da direita da carta que está na mesa e passa a vez.

Eu não sei dizer se gostei ou não. Só consegui achar pitoresco (que é um nome bonito pra "ruim"). =)

#GoGamers

quinta-feira, 19 de junho de 2025

ODIN

Publicado originalmente pela Helvetiq na Europa, Odin chegou recentemente ao Brasil no formato pocket da Paper Games. O game levou o prêmio As d'Or - Jeu de l'Année award - que é um prêmio francês importante da área. E vou falar: o jogo é bem legal mesmo.



O game usa uma mecânica de climbing, mas com uma boa sacada. O primeiro jogador deve descer uma carta na mesa. Como todo climbing, o próximo deve escalar, mas em Odin tem uma diferença muito interessante. Se a carta jogada foi um 5 VERMELHO, por exemplo, o próximo jogador pode jogar qualquer carta maior que 5 ouuuu jogar duas cartas de mesmo valor ou mesma cor; com um detalhe: elas viram o número inteiro jogado. Por exemplo: se um jogador jogar duas cartas 7, o número da escalada é 77. Se o jogador jogar duas cartas verdes 9 e 4, o número da escalada é 94. E o próximo tem que escalar com duas cartas ou com três cartas nesse esquema.



Outro ponto interessante é que sempre que um jogador joga uma ou mais cartas ele precisa - obrigatoriamente - comprar uma carta jogada pelo jogador anterior. O que obriga a ter um pensamento em como você vai bater sua mão usando da melhor maneira possível suas cartas. O deck é composto de seis cores numeradas de 1 a 9 e a minha caixinha veio com a expansão da cabra, que é uma carta coringa que vale zero.



Joga de 2 a 6 players e, tranquilamente, é um dos carteados mais divertidos do ano.

Entrou na coleção!

#GoGamers

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Jungo

Esse é um bom climbing game lançado pela Paper Games no formato pocket. Mais um jogo de autor japonês que conferi em uma última joga na casa do amigo Torselli e que já vou comprar na próxima semana, pois gostei demais.



Em Jungo, cada player recebe uma mão de cartas e, tal qual no Scout, não pode alterar a sequência como as cartas estão dispostas. Com base nisso, é preciso ir jogando fazendo a escalada jogando uma carta, dupla, trinca, quadra etc. sempre maior. Com detalhe: depois que você joga sua sequência e supera do player anterior, você compra as carats dele.



O objetivo é bater a mão com todas as cartas iguais, logo é preciso ver quando é interessante de se livrar de cartas que você tem para pegar novas e colocar todas em um mega combo. Jogamos usando uma regra avançada mais emocionante, mas esse game eu quero muito ter na minha coleção de carteado.

#GoGamers