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quarta-feira, 4 de março de 2026

DuvidaÊ! - meu novo card game já está à venda

É isso aí, leitores e leitoras do GAME ANALYTICZ! Acabou de sair meu novo card game que eu criei junto com o amigo Maurício Torselli. Aliás, pausa dramática: o Torselli montou um selo independente só para publicar jogos de cartas, o SELO CARTEADO. A ideia do projeto é só publicar autores nacionais e internacionais de carteado. A primeira leva já saiu e você pode conferir no link do site oficial.

Pois bem, o game que eu assino com o Maurício é o número 1 da coleção e chama DuvidaÊ! - DuvidaÊ! é um jogo de escalada com blefe, em que o objetivo é se livrar de todas as cartas da mão. Cada jogador deve jogar uma combinação mais forte que a anterior - cartas com valor maior, ou mais cartas. A partir de 2 cartas, entretanto, apenas uma é jogada de face para cima - todas as demais são jogadas de face para baixo. Isso dá ao próximo jogador a opção de duvidar. Ao duvidar, ele poderá ativar armadilhas, que atingem o jogador que estiver errado - aquele que duvidou, caso o jogo seja o declarado, ou quem blefou, caso não seja.



A ilustração da caixa e do manual, assim como o desenho das redes, ficou por conta do grande Marcelo Braga. E o nome da simpática interrogação é McQuestion Mark. O design das cartas ficou comigo e com o Arthur Lacerda.





Se quiser comprar e conhecer os demais títulos da Carteado, clique aqui.

Para ler o manual de regras, acesse a Ludopedia clicando aqui.

Mais um para o portfolio! Primeiro jogo lançado de 2026 e vem mais por aí!

#GoGamers

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Haggis

E vamos de temática inusitada em mais um carteado que deu as caras para a minha ludoteca: HAGGIS. Bom, o Haggis é reconhecido como o prato nacional mais típico da Escócia e consiste essencialmente num pudim salgado tradicionalmente elaborado a partir de miúdos de ovelha (incluindo coração, fígado e pulmões), que são moídos e misturados com farinha de aveia, gordura, cebola, sal e especiarias. Esta mistura é então cozida, sendo o método tradicional utilizar o próprio estômago do animal como recipiente. O resultado é uma iguaria densa, rica em sabor e bem temperada, que é tradicionalmente servida acompanhada de puré de batata e puré de nabo, numa combinação conhecida como neeps and tatties. Aqui no Brasil seria como a buchada de bode, que é um prato que eu adoro, sobretudo a do boteco do Mário aqui do lado de casa.

Bom, esse é o tema do game em questão que saiu aqui em território brazuca pela Grok. O card game é de escalada e funciona muito bem em 2 pessoas. O jogo original, de 2013, era de 2-3 jogadores, mas a nova versão permite 2-4 e tem algumas regrinhas modificadas.



Joga-se da seguinte forma em dois players: há um deck de quatro naipes com 2 conjuntos de cada naipe numerados de 2-10; só quem em dois jogadores utiliza-se apenas um set de 2-10 de cada naipe. Cada jogador recebe 14 cartas no início e elas serão a mão. Os jogadores também recebem um valete, uma rainha e um rei que ficam abertos na mesa, mas contam como mão também. Uma pilha de 8 cartas aleatórias fica de lado e os jogadores recebem cartas de aposta de 5/15/30.



Antes de começar a partida, os players olham suas mãos e decidem se acham que vão ganhar ou não para fazerem uma aposta de 5/15/30 pontos. Isso acelera a pontuação do jogo que termina quando alguém faz 250 pontos. Começam as escaladas. O tipo jogado deve ser seguido até ninguém mais conseguir jogar. Daí, quem ganhou torna. As cartas de valete, rainha e rei contam como coringas ou como cartas que vão dando poder em uma sequência (sendo que o rei é a mais alta). É possível jogar bombas para começar uma rodada mesmo perdendo.

Ao final, quando um jogador bate a mão, ele pega todas as cartas que conseguiu na escalada, as oito cartas do monte de haggis e as cartas que sobraram da mão do oponente (essas ele multiplica por 5). Soma isso tudo mais uma aposta (se ela aconteceu) e esse são seus pontos. O outro jogador só pontua as escaladas que bateu.

Apesar de não ser nenhuma coisa incrível, achei interessante porque foi pensado (e bem pensado) para dois jogadores. Tem um Tichu feelings gostoso. 😅

Mais uma caixinha pra coleção!

#GoGamers

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Inchiki Daifugō

Olha, esse aqui eu ainda não sei se gostei ou adorei. Foi uma experiência positiva, mas ainda preciso jogar mais vezes para formar uma opinião.

Inchiki Daifugō (Cheating Daifugō) é um card game japonês que reinventa a experiência clássica dos jogos de climbing com uma pegada diferente. Em Inchiki Daifugō as cartas em campo não resetam após cada rodada.



A premissa é simples e, ao mesmo tempo, complexa: os jogadores devem superar a jogada atual, enfraquecê-la ou, em um movimento ousado, absorvê-la para fortalecer sua própria mão. A ausência de reinício cria uma tensão constante e exige um planejamento de longo prazo, já que cada jogada afeta diretamente o estado do jogo para todos os players.

Mas o que realmente diferencia Inchiki Daifugō é a sua "regra da trapaça". Em vez de se limitar a jogar grupos de cartas com o mesmo valor, você pode formar combinações de cartas não-correspondentes. Para isso, o número de cartas jogadas deve ser igual ao valor da carta de menor número entre elas, e todas as cartas precisam ter a mesma cor. Por exemplo, você pode jogar um 3, um 4 e um 5 juntos se todos forem da mesma cor e, então, você acabou de jogar três cartas 5. Parece meio confuso, mas vou dar outro exemplo: se você joga 5, 7, 8, 8 e 12 - na verdade - você jogou cinco cartas 12.



Essa regra de trapaça não é apenas uma conveniência, mas uma camada estratégica profunda. Ela permite que você se livre de cartas problemáticas, crie jogadas inesperadas e confunda seus oponentes.

Quando as cartas começam a ser compradas da mesa rola uma confusão boa. Por isso acho que preciso jogar mais. Mais um game para compor a coleção de vazas e escaladas da ludoteca particular. 😊

#GoGamers

segunda-feira, 24 de março de 2025

Mojo

E chegou mais um carteado para a ludoteca que não para de crescer com pequenas caixas cheias de grandes diversões. Mojo saiu recentemente pela Paper Games e faz parte da linha pocket da editora. Dessa coleção, meu favorito era o Jungo, mas agora o Mojo entrou no lugar. É um game de escalada que você te que fazer o mínimo de pontos possíveis e tem um lance legal de contagem regressiva.



A brincadeira funciona assim: cada jogador recebe 8 cartas e uma carta é colocada aberta no centro da mesa. Um jogador pode jogar uma carta menor que a do centro e passar, jogar uma carta maior e comprar uma ou jogar uma (ou mais) carta de mesmo número e depois fazer a jogada de maior/menor.



Quando um jogador ficar com três ou menos cartas na mão ele as coloca viradas pra baixo e essas cartas não são jogadas. Cada vez que termina uma rodada, uma carta dessas é revelada. Quando todas forem reveladas, acaba a partida e os pontos são somados. Quando alguém fizer 50 pontos, o jogo termina e ganha quem marcou menos pontos. Lembrando que você só pontua a maior carta de uma cor e se você tem várias cartas com mesmo número só pontua uma delas. Me lembrou um pouco o No Thanks. Tem a carta de MOJO que pode ou não dar 10 pontos a mais para quem iniciou a contagem.

Gostoso de jogar e rende com até oito players e possui regras para dois também.

#GoGamers

domingo, 18 de agosto de 2024

Spicy

Olha só, temos um bom game do autor húngaro Zoltan Gabor Gyori hoje aqui. Spicy é a mais recente aquisição para a ludoteca para 2 até 6 players. Jogo de escalada maroto que tem uma arte bem legal. A história é a seguinte: três tigres viviam tretando e resolveram que iam acertar as diferenças num contexto de quem conseguia comer as pimentas mais fortes do reino (acho que o autor tava doidão quando criou isso).



O game possui cartas de 1 até 10 com pimenta chili, wasabi e pimenta preta; também há as cartas coringas de número e as de cor. Na sua vez, você coloca uma carta fechada na mesa e fala para os demais jogadores a cor e o número. É preciso começar com valores entre 1 a 3, a única questão é que o próximo jogador precisa jogar uma carta maior - ou blefar que jogou uma carta maior.



Imagine o seguinte cenário: o jogador 1 anuncia um TRÊS VERMELHO (e realmente joga essa carta), o próximo jogador anuncia um CINCO VERMELHO (mas joga um QUATRO VERDE). O jogador 3 está com uma carta CINCO VERMELHO na mão (tem três de cada) e resolve duvidar - mas ele precisa dizer se duvida da cor ou do número. Se acertar, ele ganha a pilha de cartas de pimenta no meio da mesa. Se ele tivesse perdido compraria duas cartas.



O jogo segue até que a carta de fim do mundo apareça no deck ou até que um jogador fique sem cartas na mão duas vezes.

É leve e divertido. Ideal para levar para o bar.

Eu achei divertido as cartas subindo de nível com os tigres sofrendo comendo as pimentas.

#GoGamers

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

DOBRO

Caraca, esse aqui tava na lista e nunca dava certo de jogar. Finalmente consegui encaixar o DOBRO numa joga. Primeiramente: é um game assinado pelo Fel Barros que, por sua vez, organiza o maior evento de carteado do Brasil que é o Cartapalooza.



O game é de escalada. Simples, direto e reto. Mas com uma pimenta boa. Você joga uma carta, digamos que foi um 4. O próximo jogador precisa jogar uma carta maior, um 7, por exemplo.

O próximo pode jogar uma carta maior (elas vão de 2 até 12) ou pode jogar dois 4 (que totalizam 8) ouuuuuu jogar um 7 em cima do 7 e dobrar pra 14 - dificultando a vida do próximo player.

Quem não consegue mais jogar, arremata o monte de cartas e o objetivo é pegar o mínimo de cartinhas para ganhar mais pontos.

Como um complemento, temos cartas para inverter a ordem de jogo, coringas e uma carta penalidade para aquele clássico amiguinho que só lembra de repor a mão na rodada de outra pessoa.

Curti! Vai pra estante das pequenas caixas com grandes diversões!

#GoGamers