domingo, 24 de junho de 2018

Android: Mainframe

Mais um derivado da série Android. Na real, esse aqui é um jogo abstrato na raiz que colocaram um skin temático de hackers e quebra de códigos para invadir o mainframe de um grande banco numa realidade futurista cyber punk.



Em mainframe cada jogador é um pirata de dados que precisa completar códigos fechando áreas do tabuleiro. Para isso, a cada rodada, usa-se cartas com poderes abertas na mesa ou cartas com poderes específicos que ficam na mão. As cartas mostras desenhos de códigos que você vai montando com barrinhas azuis no tabuleiro.

Tem um cheirinho de GO no quesito de fechar áreas com seu personagem dentro (access points). Se você fecha um quadrado com uma ficha sua vale um ponto, se fecha uma área com duas fichas leva 4 pontos e assim vai.



Jogamos em dois players e foi bem legal. Imagino que com três ou quatro deva ser bem mais caótico, mas mais divertido. Esse game sem o skin temático seria uma bela peça na coleção GIPF (com alguns ajustes, claro).

Esse veio da ludoteca do amigo Estevão, mas já entrou na wishlist. Site oficial do game (Fantasy Flight), aqui.

#GoGamers

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Geek's Beer: mais um lugar bacana de São Paulo pra tomar cerveja e jogar um tabuleiro

Nesse mês de junho eu fui tomar uma no Geek's Beer em São Paulo. Chegando lá, me deparei com uma estante de games para complementar a experiência etílica. Veja bem, o local não é uma luderia, mas tem um cardápio legal de jogos de tabuleiro para quem quiser dar uma brincada.



Fica na Rua Oscar Freire, 2292. Meu grande amigo Calotão da Cervejaria Juan Calotto pintou o mural interno do bar e ficou sensacional!







#GoGamers

domingo, 17 de junho de 2018

Dinosaur island

Esse aqui é a essência do Jurassic Park, mas deram um nome diferente. Dinosaur Island é um board game de criar dinossauros a partir de diferentes DNAs e transformá-los em atração em um parque temático. O jogo tem muitas coisas interessantes e outras que dificultaram um pouco o gameplay. Vamos falar de tudo um pouco.



Coisas legais: 1) existe uma questão divertida de como cada jogador acumula DNAs básicos e avançados para criar os diferentes lagartões e é preciso prever quais dinos você vai querer criar: quanto mais perigoso o bicho, mais pontos rende a atração; 2) o game tem características temáticas que aderem bem ao gameplay: quanto mais perigoso o dino, maior vai ser o nível de “excitement” do seu parque e é preciso gerenciar o nível de diversão com o nível de segurança; 3) quando seu parque é aberto para visitação terão sempre uns puladores de muro que não vão gerar lucro, para isso é necessário criar uma quantidade de atrações que comportem todo mundo (além dos dinos há lojas, lanchonetes etc.); 4) há diferentes upgrades que você pode fazer nas jaulas e diferentes profissionais que incrementam a sua estratégia; isso, sem dúvida, dá uma boa variada a cada game.





Coisas não-legais: 1) layout e cores: fazia tempo que não jogava um game que o layout do tabuleiro e a escolha de cores atrapalhava a jogabilidade; Dinosaur Island teve isso: me confundi com os ícones e cores ficando meio confuso toda hora na minha rodada; 2) detalhezinho bobo, mas o game só tem miniaturas de triceratops; poderia ter pelo menos mais duas diferentes para facilitar a visualização no tabuleiro (já que os dinos são divididos em herbívoros, carnívoros de pequeno porte e grande porte).



Eu adoro dinossauros e foi legal experimentar esse aqui. É um pouco longo (duas horas), mas bem empolgante. Valeu conhecer, mas ainda na temática de dinos eu prefiro o EVO. E jogar esse game me fez lembrar de um dos dias mais felizes da minha vida quando visitei o Museu de História Natural de NY pra ver os fósseis mais incríveis do mundo.



#GoGamers

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Livro novo na área >> LEVEL: HARD - pesquisando, criando e produzindo games no território brasileiro

Pois é, leitores e leitoras do GAME ANALYTICZ, saiu meu livro novo essa semana! Trata-se do LEVEL: HARD - pesquisando, criando e produzindo games no território brasileiro, uma empreitada para explicar um pouquinho dos desafios de se trabalhar fazendo games no Brasil. Dois cases ilustram a "obra": o processo criativo de War Vikings e Mind Alone.



Segue a resenha do livro: O autor Vicente Martin Mastrocola nos apresenta em seu sexto livro sobre o tema " games " o cotidiano de criação, da produção e da pesquisa de jogos no cenário brasileiro. Por meio de projetos que desenvolveu junto a empresas nacionais, Vicente ( ou Vince, como é mais conhecido ) narra os erros e acertos acumulados ao longo dos quase 17 anos de atuação nessa área no Brasil. No percurso deste livro, o leitor ou leitora irá conhecer um pouco dos bastidores de como surgem games analógicos e digitais em solo nacional, terá contato com a opinião de diferentes especialistas da área e acessará um compêndio de referências bibliográficas, filmográficas e, claro, de games. Que este livro garanta os pontos de experiência necessários para os desafios de se trabalhar em um cenário " level hard " como é o brasileiro.

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domingo, 3 de junho de 2018

Photosynthesis

Olha que esse daqui é bem bacana. Photosynthesis é mais um título que, nas mãos de um bom educador, vira assunto de aula de biologia. O game trata de árvores fazendo fotossíntese. Cada jogador tem um tipo de árvore em seu pool e precisa plantar e espalhar as sementes no tabuleiro. Mais um board game explorando searas temáticas diferenciadas; adoro isso.



A mecânica é de action point e necessita daquele tradicional bom senso de gerenciamento. Tem um lance bem bacana nos componentes: um "sol" que vai girando no tabuleiro e gerando os pontos de fotossíntese. O interessante do sol é que se uma árvore (e elas existem em três tamanhos) cobre a outra, anula os pontos gerados pelo sol. Quanto mais para o centro do tabuleiro as árvores são plantadas, mais pontos podem ser ganhos. Fizemos uma brincadeira com a lanterna do celular para ver quais árvores faziam sombra nas outras.









A parte mais legal de ter jogado esse título foi reencontrar os velhos amigos da Board Game Tuesday, comer a sensacional Jesus Pizza (bacon, presunto parma, molho barbecue, alho e azeitona) e recordar o clássico vídeo "as árvres somo nozes".






A parte triste dessa joga foi que o Estevão, dono do jogo, derrubou uma garrafa de vinho em cima do tabuleiro e dos tiles. =(

Mesmo assim foi bom!

#GoGamers


domingo, 27 de maio de 2018

Splendor Cities

Comprei o Splendor em 2014 e foi um dos jogos que mais joguei de lá pra cá. Adoro esse game pela sua simplicidade e pela dinâmica rápida. Recentemente adquiri na IHRYSKO uma cópia para minha ludoteca.



O game vem com 4 expansões na verdade: 1) tiles de cidades (que substituem os nobres e deixam o final do jogo mais repentino); 2) Joias do oriente (um deck de cartas de joias com novos poderes); 3) Stronghold (torres que permitem aos jogadores reservar cartas na mesa); 4)Trading post (um mini tabuleiro com poderes extras).



Dá para misturar ou jogar separadas as expansões. No entanto, misturar acelera muito o jogo e deixa muito caótico. Jogamos com tudo e acabou muito de repente. A lição é: vamos com calma experimentando uma por uma.

Mas preciso confessar uma coisa: gosto mais do jogo base sem a expansão. =)

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domingo, 20 de maio de 2018

FREAK: uma board game shop "lendária" de Tel Aviv (Israel)

Eu nunca imaginei que um dia fosse viajar pra Israel na minha vida. No entanto, a convite da Paneurópska vysoká škola (universidade que estudei na Eslováquia) vim participar de uma série de eventos e palestras nesse belo lugar. Logicamente, quando estava preparando as coisas para a trip fui dar uma pesquisada e descobri a FREAK que, como indica o cartão da loja, é um "legendary place".



Olha, que senhora loja. Os caras tem um mezanino gigante cheio de produtos e ampla variedade de itens (além dos jogos há camisetas, armas para cosplay medieval, dados etc.). Em Tel Aviv todo mundo fala inglês e o atendimento dos caras foi excelente; me contaram, inclusive, que possuem muitos clientes brasileiros que moram no local. Há espaço para a galera jogar, tem uma mini lanchonete e até um trocador para quem quiser experimentar camisetas. Segundo a atendente o hobby de colecionar/jogar board games e card games está crescendo vertiginosamente (ela usou essa palavra) na cidade; disse que o Magic ainda é um favorito de muita gente, mas o público é grande para os jogos de tabuleiro também. Tem só um grande problema: a maior parte dos jogos está em Hebraico. Achei uns três jogos que queria, mas dependiam de texto e não estavam disponíveis em inglês. Uma pena.

Mas a cidade é realmente incrível. Clima bom, moderna e bem diferente. Valeu a experiência!

Seguem fotos do local:









Também tive a oportunidade de conhecer Jerusalem. Que lugar fantástico. Compartilho duas fotos do local e aproveito para relembrar um post de 2010 sobre o game Jerusalem. A primeira foto é no muro das lamentações e a segundo no Golden Dome.





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