domingo, 21 de agosto de 2016

Dragon's Gold

Esse aqui tem a assinatura do Bruno Faidutti. Gosto bastante dos games do cara e tenho o Mascarade como um jogo do coração (usei muito como exemplo de aula, inclusive). Dragon's Gold é legal e tem uma ideia bacana: os jogadores possuem quatro personagens (dois warriors, um ladrão e um mago) e precisam matar dragões. Um herói nunca vai matar um dragão sozinho e vai precisar de ajuda e normalmente ela vem de outro player.



Depois que o dragão morre, a recompensa precisa ser dividida e aí entra o componente mais legal do jogo: os envolvidos na matança possuem um minuto para discutir quem fica com mais tesouro, quem escolhe as cores das gemas etc.. Se o tempo acabar e ninguém resolveu nada, ninguém ganha recompensa. Isso pode, inclusive, ser estratégico; um jogador pode - propositalmente - melar a negociação para que outro não ganhe determinada peça.



Só uma coisa que deu uma confundida na partida que joguei: diferente da imagem acima, que usa disquinhos de cores distintas, jogamos com umas mini gemas cujas cores não ficam claras para os jogadores. Todo mundo confundiu prateado com dourado e perdeu pontos no final do game. Talvez precise de um ajuste nesse sentido.

Imagens roubadas honestamente do BGG.

#GoGamers

Como foi a edição 34 do evento ALÉM DO MURO

Ontem estive em um dos eventos mais legais que envolve fãs, jogadores e desenvolvedores de board games: o ALÉM DO MURO. O encontro que é realizado com uma grande periodicidade ocorreu na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, reunindo uma leva enorme de pessoas.

Durante todo o sábado, na Biblioteca Pública Municipal Professor Nelson Foot, tivemos mesas e mais mesas com discussão de protótipos, playtests, jogatinas, RPG e tudo o mais que um bom evento de fãs congrega.

Junto com o amigo Estevão Puggina (Ultra CEO da Lemonpie Games) mostrei e testei o HÚSZ enquanto na mesa do lado ele demonstrava o Puffing Gods. Foi excelente encontrar amigos das antigas por lá e colocar o papo lúdico em dia.

De quebra ainda participei de um vídeo da galera do Canal Flynns que divulgarei em breve por aqui.

Algumas boas imagens do evento (clique para ampliar):



Casa cheia na edição 34 do evento!


Demonstrando o Puffing Gods.


Entrevista para o Flynns.


Tipo um astro de Hollywood.


Com o parceiraço Parma da Ludofy Games!

Que venham as próximas edições. Queria agradecer e parabenizar o amigo Boscolo Gilsmy pelo convite e pela força. Eventos como esse são extremamente importantes para que o mercado indie e mainstream aconteça.

#GoGamers

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Entrevista com Marcos Macri

É isso aí, leitores e leitoras do Game Analyticz. Agora, aqui no blog, teremos com certa periodicidade entrevistas com alguns dos nomes mais legais do game design brasileiro e internacional. Para inaugurarmos esta nova categoria no blog, convidei meu amigo e game designer Marcos Macri, criador da MS JOGOS, para contar um pouco sobre os desafios de se fazer jogos e trabalhar criando games no mercado brasileiro.

Compartilhem, comentem e mandem sugestões!

#GoGamers



1-) Macri, há alguns anos você decidiu montar sua empresa de games. Fale um pouco dos maiores desafios dessa empreitada.
Olá, Vince e leitores do blog! É um prazer conversar com vocês! Bem, o que me levou a criar o selo MS Jogos em 2012 foi o desejo de publicar jogos de tabuleiro de minha autoria. Porém, com o passar do tempo descobri que as dificuldades para se produzir jogos analógicos em nosso país eram variadas e desgastantes. Não temos fornecedores especializados na fabricação de componentes e nem gráficas que garantam 100% de qualidade e perfeição na produção. Importar peças de madeira como meeples, por exemplo, torna-se inviável para baixas tiragens. Fora isso, a MS atua num mercado de nicho e nossos produtos dividem cada vez mais a atenção com dezenas de lançamentos de títulos estrangeiros traduzidos para o português. Apesar disso, em quatro anos de existência, publicamos um total de doze títulos, entre inéditos e reedições.

2-) Qual o jogo que você criou que foi mais desafiador? Por que?
Como me esforço para criar e desenvolver jogos com mecânicas e estilos que os tornem muito diferentes uns dos outros, cada novo projeto que inicio é um desafio único. Quase sempre, as soluções de design utilizadas no jogo A não se encaixam de modo algum no jogo B, e esse é o grande "barato" da profissão. É necessário abusar da criatividade e do nosso "feeling" - que vai se aprimorando com o tempo e com a experiência. Por isso, creio que Jester (o nº7 da Coleção MS) que foi o vencedor do Prêmio Ludopedia 2015 de Melhor Jogo do Ano pela escolha do Júri, foi talvez um projeto bastante desafiador, por se tratar de um jogo relativamente pesado e com inúmeras formas de pontuação.

3-) O mercado de board games está crescendo bastante no Brasil. Este fato ajuda as produtoras independentes?
Ajuda. Não apenas as produtoras independentes, mas também todos aqueles que trabalham com jogos, sejam ilustradores, distribuidores, lojistas, game designers etc.. Importante ressaltar que há poucos anos atrás não tínhamos uma série de eventos, grupos virtuais e físicos, editoras, financiamentos coletivos, lojistas, torneios e luderias como temos atualmente. A reunião de todos esses elementos faz o mercado e ele próprio acaba filtrando e consolidando as boas iniciativas e os bons profissionais.

4-) O que vem da MS Games por aí? Conta um pouco das novidades.
No próximo dia 12 de setembro lançaremos o nº8 da Coleção MS - Chaparral - um jogo de alocação de trabalhadores com tema de Velho oeste. Em novembro relançaremos Aquarium, outro jogo de estratégia, porém ambientado no fundo do oceano, numa cidade submarina. Ele foi publicado em 2015, numa baixa tiragem, e merece outra edição. Para o 1º semestre de 2017, pretendemos relançar Gran Circo, um jogo leve e divertido para toda a família; OVNI, totalmente repaginado, com nova arte, poderes para as raças alienígenas e regras para dois jogadores e o nº 9 da Coleção MS, que possivelmente será um jogo com tema de piratas ou então sobre o Egito antigo. Isso irá depender do nível de progresso no desenvolvimento de cada um deles nos próximos meses.

5-) Deixe uma mensagem final para a galera que deseja produzir games no Brasil.
Se este é o seu sonho e/ou objetivo, persista. Hoje existem mais recursos e possibilidades disponíveis no mercado do que havia em 2012 quando iniciei as atividades da MS Jogos. Porém, creio que seria conveniente, antes de qualquer iniciativa, pesquisar e compreender o mercado de jogos analógicos no país, seja através das redes sociais, dos eventos de boardgames ou das inúmeras fontes de pesquisa e informação que podem ser facilmente detectadas no meio lúdico. Isso dará a você uma visão mais ampla sobre a atividade e consequentemente te ajudará a tomar as melhores decisões para o seu projeto.

Agradeço a você, meu caro Vince, pelo convite para esta entrevista. E um forte abraço a todos, com muitas jogatinas!



Marcos Macri, 45 anos, paulistano, casado, mágico profissional e game designer. Como mágico atua no segmento infantil, realizando shows em escolas, clubes e buffets. Como designer atua no segmento infanto juvenil e adulto, criando e desenvolvendo jogos de estratégia para o mercado corporativo e de entrenimento social. Coordena o selo MS Jogos desde 2012, através do qual publica jogos de sua autoria.

domingo, 14 de agosto de 2016

Antidote

Pô, legal esse aqui. Simples de tudo, mas divertido. Antidote é um card game de blefe e dedução. A história é a seguinte: deu uma mega merda em um laboratório e todos os jogadores estão contaminados com algo letal; a missão é descobrir o antídoto, mas só uma cor é a certa. Através de uma mecânica de trocar cartas e blefar com resultados neutros é possível sacar qual cor é a certa.



Tem um sistema bom de desempate que é o de cartas numeradas de um a cinco. Logo, se dois ou mais players acharam o antídoto, vai ganhar quem tiver a carta mais alta. Mesmo esquema que usei no meu game One Legged Zombie Chicken. =)



Joga bem de 5 pessoas. É bem rápido (partidas de 10 minutos) e com replay alto. Jogamos três partidinhas e foi boa a experiência.

Imagens do BGG.

#GoGamers

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Boardgame nacional na área: CHAPARRAL da MS Jogos!

Fazendo uma propaganda mais do que justa para o meu amigo, o game designer Marcos Macri!

Está chegando o nº8 da Coleção MS Jogos: CHAPARRAL. Um divertido jogo de estratégia com tema de Velho Oeste e mecânica de Alocação de Trabalhadores.

A arte é de Diego Sanchez e o lançamento com pronta-entrega está programada para 12 de Setembro.

Preço especial de Lançamento: R$150,00 (com Frete GRÁTIS entre 12 e 16 de setembro)

Vendas pelo site: www.msjogos.com.br



#GoBrazilianGamers

domingo, 7 de agosto de 2016

Tiny epic galaxies

Mais um da série "pequenas caixas com grandes diversões". Tiny epic galaxies é um jogo bem divertido de colonização espacial cheio de componentes em miniaturas. A caixinha do game vem cheia de mini boards, cartas, naves, marcadores e dados. Me lembrou a primeira versão do Red November que "popa" uma infinidade de componentes quando é aberta e faz a gente se perguntar como cabe tanta coisa em uma caixinha tão minúscula. =)



Este aqui é parte integrante de uma série de jogos que usa tudo miniaturizado para fazer um gameplay bem bacana. O objetivo do jogo é evoluir sua civilização e conquistar planetas para ganhar pontos. É um microcosmo de civ game bem arrumado em uma mecânica de dice rolling.

É preciso fazer um gerenciamento light de recursos como "cultura" e "energia" para que suas naves conquistem territórios mais amplos. Tem re-roladas de dados estratégicas junto com utilização de gasto de recursos para acelerar suas conquistas. É uma experiência bem rápida que vai agradar os fãs do gênero. Eu curti bastante.

#GoGamers

domingo, 31 de julho de 2016

Apotheca

Apotheca é um game muito bom. Bom mesmo. Rápido (meia horinha), para 2-4 players, com componentes caprichados e uma direção de arte sensacional. Eu dou cada vez mais valor para jogos rápidos, confesso que ando meio sem paciência para longas partidas de muitas horas. No entanto, o grande ponto de destaque do Apotheca é como uniram uma temática pop (feitiços e poções) estrategicamente em um jogo abstrato.



Tenho um amigo que fala que "todo jogo, em sua essência, é um jogo abstrato". Se enxergamos para além da temática, iremos ver um esqueleto de mecânica abstrata pura em muitos dos games que amamos jogar. No entanto, essa visualização é mais nítida em alguns casos. Apotheca tinha tudo para ser um bom jogo abstrato com cores e formas, mas a temática de poções mágicas dá um tcham a mais na obra.



A mecânica é muito simples. Em seu round, cada player deve escolher fazer duas ações: colocar dois tiles não revelados em jogo, desvirar um tile, comprar uma personagem ou pontuar. O objetivo é fazer sequências de três poções da mesma cor e quem pontua 3 vezes ganha o jogo. O tabuleiro possui pouco espaço para longas estratégias de movimento e daí entra um componente muito legal do jogo: as cartas de personagens.





Cada personagem possui um poder de movimentação que altera os tiles de poções no board. Logo, quando você está com uma jogada ensaiadinha pra marcar o ponto, pode rolar uma movimentação de peças que altere toda a configuração da mesa. Só uma coisa não me agradou muito no game: as cartas de personagem possuem um espaço pequeno para a descrição do poder e a informação, nem sempre, é muito clara. Detalhe de layout, mas que poderia ser melhor pensado (mas nada que estrague a experiência do jogo).

Mais um excelente título que saiu de financiamento coletivo e ganhou as ludotecas de muita gente. Mais um bom game conferido da coleção do amigo Estevão.

#GoGamers