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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Dodicitre

Dodicitre é um daqueles jogos que prova que você não precisa de miniaturas de resina ou tabuleiros gigantes para criar uma experiência profunda. O título (que brinca com os números 12 e 3) já entrega que estamos lidando com um jogo de lógica. Ele tem aquela pegada de jogos japoneses, onde cada carta jogada parece ter um peso enorme. Certamente, foi o jogo destaque na última joga que fizemos.



O game é um climbing elegante com uma sacada muito boa: você pode escalar a jogada do oponente COM suas cartas ou escalar a jogada do oponente JUNTANDO suas cartas. Por exemplo: um oponente joga um 4 e você joga um 6, ok. Mas, seu oponente pode jogar um 4 e você juntar um 4 seu transformando a mesa em um par de 4s! Daí, o próximo jogador precisa jogar uma dupla maior (ou menor, isso muda) ou anexar ou 4 virando uma trinca.



Outro ponto sensacional do game é que o 11 e o 12 podem ser jogador com uma dupla de 1s ou uma sequência de 1/2.

É muito simples, mas de um brilhantismo foda!

Gostei muito.

Queria comprar um, mas está muito caro. Terei que fazer um home made.

#GoGamers

Storm in a teacup

Storm in a Teacup é aquele tipo de jogo que parece inofensivo pelo nome e pela arte, mas que esconde uma camada de interação bem bacana. É um jogo japonês do ano passado e, no BoardGameGeek, ele já vem chamando a atenção pela simplicidade das regras com a profundidade das decisões.



A premissa é simples, mas você precisa prestar muita atenção no jogo dos coleguinhas. É um jogo de hand management e, em certos momentos, um pouquinho de push your luck, onde cada decisão de baixar uma carta ou segurar um movimento pode causar a tal "tempestade" do título do game.



Basicamente, quando você recebe suas cartas, não pode mudar elas de ordem e, como no Scout, precisa jogar sempre cartas das pontas da mão. Você pode jogar quantas cartas de chá quiser/puder, duplas de chá com leite ou uma carta de limão com quantas cartas de chá conseguir. Essa é a maneira de se livrar da mão, mas os demais jogadores precisam superar as jogadas dos oponentes, senão, muitas cartas voltam para um monte que será comprado novamente. Claro que o objetivo aqui é bater a mão.

O destaque de Storm in a Teacup é como ele escala com o grupo. Jogamos em um grupo que curte uma interação mais direta e algumas alfinetadas, e o jogo brilhou. Ele flui rápido, não deixa ninguém esperando muito tempo pelo seu turno. Como sempre digo aqui no GameAnalyticz, o contexto é tudo. Se você jogar com pessoas que levam tudo muito a sério, talvez perca o brilho. Mas, com o grupo certo, esse jogo é diversão garantida. Ele foi o ponto alto da nossa noite, rendendo risadas e aquela vontade imediata de jogar uma revanche.

#GoGamers

Doppelganger Tricks

E vamos falar do terceiro jogo da primeira leva do Selo Carteado: Doppelganger Tricks. O game é do ましう (Mashiu) da Mashiu Games e está vindo diretamente para terras nacionais agora em março. Joguei sexta-feira junto ao CEO da Carteado, Maurício Torselli.



A resenha vem diretamente da Ludopedia:

Em uma festa à fantasia glamourosa, grupos rivais competem para se destacar com elegância — mas entre os convidados espreitam doppelgängers, criaturas que imitam outros tão perfeitamente que desaparecem quando confrontadas com sua cópia exata. Estilo é tudo, mas apenas os verdadeiros sobrevivem.

Doppelganger Tricks é um jogo de vazas obrigatório, onde cartas especiais “doppelgänger” imitam o naipe liderado. Contudo, se um doppelgänger encontrar uma carta do mesmo naipe e valor, ambas desaparecem da vaza. Os jogadores devem usar estrategicamente essas cartas enganosas para ganhar vazas (ou eliminar ameaças), enquanto antecipam o que é real e o que é falso.


É bem simples de aprender e tem uma reviravolta bem legal com o lance de anular uma vaza com um número igual.

Já, já estará na minha ludoteca!

#GoGamers

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Inchiki Daifugō

Olha, esse aqui eu ainda não sei se gostei ou adorei. Foi uma experiência positiva, mas ainda preciso jogar mais vezes para formar uma opinião.

Inchiki Daifugō (Cheating Daifugō) é um card game japonês que reinventa a experiência clássica dos jogos de climbing com uma pegada diferente. Em Inchiki Daifugō as cartas em campo não resetam após cada rodada.



A premissa é simples e, ao mesmo tempo, complexa: os jogadores devem superar a jogada atual, enfraquecê-la ou, em um movimento ousado, absorvê-la para fortalecer sua própria mão. A ausência de reinício cria uma tensão constante e exige um planejamento de longo prazo, já que cada jogada afeta diretamente o estado do jogo para todos os players.

Mas o que realmente diferencia Inchiki Daifugō é a sua "regra da trapaça". Em vez de se limitar a jogar grupos de cartas com o mesmo valor, você pode formar combinações de cartas não-correspondentes. Para isso, o número de cartas jogadas deve ser igual ao valor da carta de menor número entre elas, e todas as cartas precisam ter a mesma cor. Por exemplo, você pode jogar um 3, um 4 e um 5 juntos se todos forem da mesma cor e, então, você acabou de jogar três cartas 5. Parece meio confuso, mas vou dar outro exemplo: se você joga 5, 7, 8, 8 e 12 - na verdade - você jogou cinco cartas 12.



Essa regra de trapaça não é apenas uma conveniência, mas uma camada estratégica profunda. Ela permite que você se livre de cartas problemáticas, crie jogadas inesperadas e confunda seus oponentes.

Quando as cartas começam a ser compradas da mesa rola uma confusão boa. Por isso acho que preciso jogar mais. Mais um game para compor a coleção de vazas e escaladas da ludoteca particular. 😊

#GoGamers

sexta-feira, 20 de junho de 2025

KINGs: TRICKTAKERs

No post anterior falei do game TRICKTAKERs do designer Hiroken. Vamos falar de outro jogo dele que se passa no mesmo universo: o KINGs.



KINGs é uma versão simplifica de TRICKTAKERs. É um game de vaza com uma fase de draft para você escolher cartas de personagens com suas respectivas habilidades. Cada jogador ainda tem uma família real com rei, rainha e valete que vão ditar habilidades únicas por partida. É uma vaza assimétrica também.





Tem um visual bem fofo e eu gostei mais que o TRICKTAKERs, mas - como no outro - é muita regra para pouco jogo. A fase de draft demora demais e a vaza em si passa correndo. Gostei de conhecer, mas nunca compraria.

#GoGamers

Over Million

Olha, acho que esse é um dos top 3 jogos mais feios que eu já joguei na vida. Parece que o layout do game foi feito num arquivo de Power Point. Conheçam o climbing Over Million de Keita Kasagi, uma pérola japonesa que joguei no pré-DOFF desse ano.



Como funciona esse lindo mosaico de cores? A ideia é você baixar um número maior que o da mesa e, se conseguir zerar a mão, você ganha. É um climbing que tem elementos de Scout (de não pode mexer na mão) e de Odin (de montar longos números - até porque o nome do jogo tem a ver com isso).



A parada é que você não pode trocar as cartas que tem na mão. MAS, se rolar umas condições específicas, dá pra juntar as cartas e baixar tudo de uma vez. Tipo, se você tiver "21", "15" e "53", pode combinar pra fazer um 2153. É meio confuso num primeiro momento, mas rola bem.



Na sua vez, você tem duas opções: ou joga uma carta da mão que seja maior que o número da mesa, ou então pega uma carta da esquerda ou da direita da carta que está na mesa e passa a vez.

Eu não sei dizer se gostei ou não. Só consegui achar pitoresco (que é um nome bonito pra "ruim"). =)

#GoGamers

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

The Green Fivura

Opa! Tem vaza nova na coleção e essa veio diretamente da terceira edição do Cartapalooza. The Green Fivura é um game japonês muito divertido com um mecanismo simples, mas muito inteligente.



O jogo é uma vaza normal que todo mundo tem que seguir o naipe. Com uma diferença: todas as cartas do baralho possuem um 5 verde atrás.



Isso permite que você maneje melhor quando quer ganhar e quando quer perder uma vaza, pois o objetivo é marcar 25 pontos ou o número mais perto disso. Se passar, é ponto negativo.

Para tanto, quando um jogador ganha uma vaza, ele coloca a carta que jogou por cima de todas e aquele é o ponto do turno.

Algumas regras especiais para jogar a carta verde. Se alguém começou a vaza Com a cor verde é possível jogar a carta cinco Que está no verso. Se você for começar uma vaza, pode começar jogando o número cinco que está no verso. E se alguém abrir a vaza com uma carta e você só tiver uma desse tipo, pode jogar o 5 também.

Tranquilamente, a vaza mais legal da atualidade!

#GoGamers

quinta-feira, 28 de março de 2024

Cat in the box

Esse aqui é um dos destaques desse ano. Estava muito na pegada de jogar Cat in the box, mas algumas oportunidades acabaram passando. Quase peguei ele ano passado quando viajei para a Bulgária; no entanto, acabei optando por caixinhas bem pequenas para a minha mala (igualmente) pequena. Sem problema: a Galápagos lançou em terras brasileiras e eu comprei faz um tempinho - só que joguei hoje somente. Cat in the box é um jogo de vazas quântico! Se baseia na ideia do gato de Schrödinger; aquela velha ideia do gato que está vivo e morto ao mesmo tempo. Só que aqui, o gato não tem uma cor definida para a vaza. Ele pode ser de qualquer cor, desde que não instaure um paradoxo.



O jogador que inicia a vaza deve dizer a cor da vez e jogar uma carta preta e branca com um número. Assim que esta ação é feita, ele deve colocar um token com seu ícone no mini tabuleiro com números únicos. Ou seja, quando alguém joga um 5 azul é impossível que outro 5 da mesma cor seja jogado. Assim as vazas vão sendo conduzidas com uma regra extra: a cor vermelha ganha de todas as demais, mas é preciso negar uma das outras três cores para colocar cartas dessa tonalidade.



O tabuleiro vai tendo seus espaços ocupados até que todo mundo jogue sua mão ou até que alguém não consiga colocar uma peça gerando um paradoxo. A pontuação do game é bem marota, pois você faz um ponto positivo por vaza ou um ponto negativo por vaza se gerou um paradoxo. Outro detalhe: no início de cada rodada, você faz uma previsão de quantas vazas vai realizar. Se acertar, ainda ganha um bônus de peças colocadas ortogalmente no tabuleiro.



Eu adorei. Estou muito na pegada das vazas e Cat in the box surpreendeu muito pela variedade de estratégias.

Mais um título foda para a estante de vazas!

#GoGamers

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

A fake artist goes to New York

Esse game aqui você não precisa comprar. Se você tiver um estojo de canetinhas e papel, pronto. Maaaaaas, essas caixinhas da Oink são um charme e o instinto colecionador fala alto nessa hora 😁.



A fake artist goes to New York é possível de ser jogado de 5 até 10 players. É um game no qual um patrono das artes está mancomunado com um falsificador de quadros. A cada rodada, um player será escolhido para ser o patrono e vai escrever um termo que corresponde ao quadro que os artistas vão produzir. Por exemplo: ele escreve "elefante" em mini lousas e distribui para todos os players e anuncia a categoria do desenho (no caso, "animais"). Ou seja, todo mundo vai ter que fazer um pedaço do desenho de um elefante. Só que o falsificador recebe um X. Ele não sabe o que deve ser desenhado, por isso precisa se fingir de entendido para passar despercebido.



Os jogadores têm uma folha na qual devem desenhar um pedaço da obra (no caso, um elefante). Serão feitas três rodadas e todo mundo tem que dosar o quanto vai completar do desenho para não fica na cara para o falsificador o que está sendo produzido.



Ao final do desenho (que sempre vira uma bosta épica), todo mundo aponta para alguém que acha que é o falsificador. Daí, algumas coisas podem acontecer: A) alguém é o falsificador, mas essa pessoa pode tentar chutar o que era a obra que estava sendo produzida - se ela acertar, o patrono e ela ganham ponto; mas, se errarem, os artistas ganham ponto; B) Os artistas apontam para alguém que não é o falsificador e o patrono e o falseta ganham pontos.



É bem divertido e - por ser possível de fazer versão caseira - pode render bons momentos de diversão de galera. A seguir, um vídeo com a explicação das regras e como fazer a versão home made.



Mais uma pequena caixa com grandes diversões pra coleção!

#GoGamers

domingo, 3 de dezembro de 2023

Deep sea adventure

Eu adoro as pequenas caixas com grandes diversões da Oink Games. Comprei o Deep Sea Adventure na última ida para a Europa e fez a diversão desse final de semana. A começar pela narrativa do jogo que já é bem pitoresca: um grupo de aventureiros pobres se reuniu em um submarino para tentar reunir tesouros que estão no fundo do mar. Todos estão equipados com trajes de mergulhador, mas ter um submarino muito antigo significa compartilhar o mesmo tanque de oxigênio. Se um deles mergulhar muito fundo, a vida dos outros mergulhadores estará em risco! Será que os aventureiros conseguirão voltar ao submarino em segurança?



Cada jogador tem um meeple de mergulhador e - na sua vez - rola dois dados com números de 1 até 3 para ver quantos tiles vai andar na trilha de tesouros. Uma vez que o player para em cima de um tile, pode escolher pegar ele ou deixar quieto. Os tesouros iniciais são tiles que valem menos e os que estão no final da trilha valem mais. Quando um jogador pega um tesouro, ele pode escolher continuar descendo para pegar mais tiles ou voltar para o submarino.



Aqui entra a mecânica de push your luck do game. Quando você resolve voltar, rola os dois dados - no entanto - desconta o número de tesouros do resultado e diminui o número de tesouros da reserva de oxigênio. Só pontua quem volta para o submarino.

Divertido demais. Apesar da alta dose de sorte com os dados, há a questão de controlar sua ganância. Quando todo mundo resolve voltar para o submarino e o oxigênio vai acabando, é preciso - muitas vezes - abandonar os tesouros. Joga-se em até 6 players. Bom demais esse adendo para a coleção.

#GoGamers

domingo, 29 de maio de 2016

Age of War

Reiner Knizia é conhecido por ser autor de alguns dos maiores clássicos dos board games como Amun-Ré, Tigris and Eufrates, Arte Moderna e tantos outros. Além disso, o autor também ficou famoso pela grande quantidade de jogos pequenos e rápidos que publicou no decorrer de sua carreira como game designer. AGE OF WAR cai nessa segunda categoria: é um joguinho de 15 minutos para 2 a 6 pessoas que usa disse rolling e alocamento de recursos como mecânicas básicas. A temática de Japão feudal é só um sabor a mais para o game.



O objetivo do game é conquistar o maior número de palácios. Para isso há linhas de missões nas cartas que ficam no centro da mesa. Em sua rodada, um jogador rola os 7 dados disponíveis, seleciona uma carta de palácio e vai tentando alocar as imagens dos dados nos espaços com as missões. Rola os dados, tenta completar missão, rola de novo o que sobrou, tenta completar mais uma e assim vai. Quando uma carta fica com todas as imagens necessários completadas, o player leva o ponto.

Como todo jogo do Knizia tem umas pegadinhas de pontuação: tipo, se você pega todos os palácios de uma cor eles passam a valer mais. É uma brincadeira bacana para fechar a noite. Jogamos no Bar Craft de Budapest e ninguém deu nada quando as regras foram lidas, mas depois rendeu 4 partidas seguidas.

#GoGamers

terça-feira, 28 de julho de 2015

Koi-Koi (Hanafuda)

Ganhei esse tradicionalíssimo game japonês para minha coleção! Koi-Koi (ou Hanafuda) é um set collection bem rápido, mas que demanda um estudo cuidadoso das cartas (tiles). É importante dominar 12 espécies de flores para poder jogar com a rapidez que é atrelada ao game.



Em uma partida, oito cartas são abertas na mesa e os players recebem mais oito cartas para formar a mão. O objetivo é ir jogando cartas que fazem match por tipo de flor e ir montando as coleções. Vale sequência de faixas com poemas, de flores normais, de animais ou uma combinação de tudo isso. O vídeo a seguir explica um pouco mais as regras desse game bem exótico:



Hanafuda significa "cartas de flores" em japonês e "koi-koi" é o que os jogadores falam quando conseguem fazer uma combinação matadora para o game. Se quiser conhecer mais e jogar uma versão em flash, clique aqui.

#GoGamers