quinta-feira, 11 de março de 2010

Livro Jogo Aventuras Fantásticas

Fiquei me questionando se esse seria um post off topic para o Game Analyticz, mas pensando bem acho que tudo a ver com a temática daqui, já que falo apenas de games analógicos. Aliás, este post carrega consigo (além de uma grande nostalgia) uma certa reflexão em cima da criação de roteiros para games.

Vamos do início. A série de livros jogo "Aventuras Fantásticas" foi lançada mundialmente no fim da década de 1980 e no ínicio dos anos 90; basicamente era uma coleção de histórias onde o leitor assumia o papel de aventureiro e percorria uma trilha escolhendo caminhos que sempre levavam para soluções diferentes. Inicialmente era uma aventura solitária, mas depois lançaram livros que permitiam o modo multiplayer.

Era bem divertido e, com certeza, foi o primeiro contato de muita gente aqui no Brasil com temáticas e ambientações fantásticas encontradas em jogos de RPG. Vou apresentar um trecho de um dos livros que era o meu favorito: O TEMPLO DO TERROR! Assim exemplifico para aqueles que não conhecem como funcionava a brincadeira e passo um pouco de vergonha por um dia ter me emocionado com esse tipo de coisa =].

"218 = No bolso de um dos Homens-Rato, você encontra 3 peças de ouro e uma cauda de macaco. Na parede do lado oposto, você vê duas portas em arco e corredores que partem delas. Se for andando pelo arco da esquerda, vá para 315. Se passar pelo arco da direita, volte para 139" (LIVINGSTONE, Ian. O Templo do Terror. Editora Marques Saraiva: Rio de Janeiro,1989)

Você escolhia o número e ia lendo a aventura. Logo, por ser um roteiro não linear, cada vez que era lido resultava em um caminho diferente. Essa estrutura é chamada de árvore de decisão, e é muito usada em roteiros de videogames.

Eu disse no início do post que esses livrinhos carregam uma reflexão em cima de design de games, pois foram uma base sensacional para alguns roteiros de jogos promocionais que escrevi para a operadora de celular VIVO; entre eles o Vivo em Ação e o Vivo Labirinto. A seguir mostro a estrutura de árvore de decisões que montam o roteiro do game.

Em vez de virar páginas, nesse caso você escolhe o caminho via SMS ou Portal de Voz no seu celular. Legal, né?

E passeando recentemente na Livraria Cultura descobri que estão relançando toda a série pela editora Jambo, clique aqui para ver. Fica a dica e a nostalgia para os leitores. Até a próxima.

7 comentários:

Banin disse...

bom saber que estão relançando
minha coleção está defasada \=

Diogo disse...

Po, era bem legal.

Tinha uma série do lobo solitário que era show de bola...

Felipepepe disse...

Nossa, bem lembrado...tenho o Cidadela do Caos até hoje. É um jogo muito foda, mas é quase impossível não dar uma roubadinha, voltando a página quando vc faz uma escolha ruim....você tá jogando sozinho mesmo ^_^

Jesse James disse...

Nooosssa, essa saiu do fundo do Baú.... joguei Cidadela do Caos quando tinha 12 anos, isso a 15 anos atrás. Eu era fanático por esses livrinhos.

Realmente foi meu primeiro contato com esse mundo, logo em seguida me interessei pelo RPG....desde então ñ parei mais. Foi nessa época tb que minha familia começou a me achar louco por gostar desse tipo de jogo, hehe. Até hj eles ñ entendem.

Abs

JJ

Filipe disse...

Ahá! Tenho um dessa série que não foi lançado aqui no Brasil, só em Portugal, o Talismã da Morte!!:D

Mas foi um lembraça muito boa Vader, nostalgia pura ( cadê o meu...? )

VINCE VADER disse...

AHAHAHAH que legal que a galera se emocionou com esse post! Realmente eram aventuras fantásticas; me lembro até hoje quando acordava 5 da manhã para tentar vencer os desafios do "Templo do Terror". Nostalgia total! Até fiquei com vontade de jogar alguns deles.

VINCE VADER disse...

Aliás, vale frisar que tenho a coleção completa do que saiu aqui no Brasil. O Fifi pelo visto tem uma raridade.