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domingo, 3 de abril de 2016

7 Wonders Duel

Junte dois game designers fodões como o Antoine Bauza e o Bruno Cathala e fale pra eles: "criem um jogo rápido e legal, aí". Vai sair algo como o 7 Wonders Duel. Minha mais recente aquisição para a ludoteca adquirida aqui na distante Eslováquia. Acabei de jogar hoje com o amigo Juraj Babic (da Paneurópska vysoká škola) no excelente Dungeon Pub daqui da Bratislava (resenha deste belo lugar brevemente). Achei legal que conseguiram "ressignificar" de uma maneira legal o game, sem ficar com cara de prato requentado.



O game para dois players segue a ideia do 7 Wonders original: construir elementos que geram recursos e permitem adquirir novos recursos e construir as maravilhas da antiguidade. A versão para dois players é bem dinâmica e possui umas sutilezas muito boas, entre elas, a maneira que são dispostas as cartas a cada era para serem compradas. O que eu mais gostei no game: partidas de meia hora. Você consegue jogar umas três na sequência sem perder o embalo. Os caras sacaram a aura de um PvP para essa série de uma maneira bem legal.





Aquisição bem legal para a coleção: primeiro porque funciona bem para dois player (e tem replay alto) e segundo porque é de um capricho épico. A arte mantém a essência do original com um cuidado extra para o mini-tabuleiro e o marcador de batalhas.

Feliz. Quero jogar mais.

#GoGamers

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Rampage

Pourra, o Antoine Bauza é um cara versátil. Eu já falei isso aqui em algum post antigo e repito. O cara consegue criar jogos bastante variados para públicos bastante distintos e manter uma elegância em todas as produções. Rampage é casual, party e totalmente desvinculado de ser algo sério, mas é bastante criativo em sua estrutura.



Os jogadores comandam godzillas invadindo uma cidade cheia de meeples empilhados em prédios. A cada rodada é possível jogar sua peça em um prédio para derrubar um andar (jogando sua peça nos prédios), arremessar carros nos oponentes (literalmente! dando petelecos em peças do tabuleiro) e assoprando ambientes inteiros como se estivesse usando um poder do seu monstro. É bastante non-sense e se você estiver bebendo fica duplamente divertido.



O jogo é o caos na terra. Peças voam da mesa e caem no chão. Seu monstro perde dentes e consegue comer menos meeples. Vc se debruça na mesa e derruba coisas que não eram para derrubar. Enfim, é divertido. É legal montar o cenário para ser destruído.



O vídeo a seguir sintetiza uma partida e os features do game.



Jogo perfeito para mostrar em aula de game design. Jogo ideal para exemplificar as questões ligadas ao universo party game. Valeu, Snow pela bela aquisição. Imagens da joga extrema de primeiro de maio!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Chabyrinthe

Card game infantil assinado pelo Antoine Bauza. Pois é, o criador de 7 Wonders e Hanabi é um cara bem versátil. Isso é bem legal de se ver no mercado de eurogames. Caras como o Bauza e o Knizia realmente merecem respeito.



Chabyrinthe é bem simples. Os players devem levar os gatos para um lar decente girando e empurrando cartas de labirinto de calhas. Quam faz o caminho do gato até o lar ganha a carta que vale pontos de 3 a 5. Quem leva o maior número de pontos do deck de gatos, ganha a partida. Rapidinho, sem segredo e com arte bonitinha. Casual ao extremo, mas gostoso de jogar.



O game realmente atraiu a Coraline para brincar com as cartas.



Eu vou mandar essa foto para o Board Game Geek para compensar todas as fotos que pego de lá. =)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Hanabi

Hanabi é um card game no qual os players são criadores de espetáculos orientais com fogos de artifício. Além da temática inusitada, esse simpático card game recebeu várias indicações de prêmios. E isso é realmente um feito pois ele só usa 60 cartas e 11 fichinhas de marcação. O que faz deste game de autoria do Bauza um centro de tantas atenções?

Creio que é a dinâmica entre os players. O objetivo do game é montar sequências crescentes de cores e números na mesa. O grande detalhe é que os jogadores olham suas cartas pelo verso. É isso mesmo, você vê as cartas de todo mundo, mas não vê as suas. A grande sacada do jogo é você ir dando dicas para que os demais players possam baixar as cartas certas nos momentos certos, o que faz de Hanabi um card game cooperativo.



Cada player em sua vez pode dar uma dica de uma cor de carta que um parceiro segura (ou uma dica de número), mas sempre que faz isso uma fichinha é depositada na caixa do game. Se as fichinhas acabam não é possível dar dicas, então os players devem descartar cards para repor o estoque. Se um player baixa uma carta fora de ordem ou de cor errada, entra um marcador de explosão no game e todos perdem se três deles vierem para o game.

É simples, diferente e bem divertido. Casual pra caramba, mas ainda assim um jogo simpático que não pesa nada e cabe na mochila pra levar para cima e pra baixo. Esse aqui eu comprei e está figurando entre as últimas aquisições da ludoteca.