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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

CASCADIA

Cascadia chegou essa semana para minha coleção. Peguei a versão nacional da Grok Games e já está com seu lugar especial nas prateleiras da ludoteca. Cascadia faturou o Spiel des Jahres - categoria "jogo família" - ano passado. Apesar de não ter nada muito novo em termos mecânicos ou temáticos, conseguiu entregar uma experiência bem divertida com componentes bem arquitetados.



No papo que fiz junto com o Fábio Tola no Fork podcast, inclusive, falamos sobre esse fato: hoje, muitos jogos estão pegando temas/mecânicas e recriando as mesmas de maneiras mais intuitivas e criativas. Cascadia faz muito bem isso na categoria de tile placement. O jogo é ambientado no noroeste pacífico em algum lugar entre EUA e Canadá, na região de Cascadia. É um ambiente com vários biomas e muita fauna. Partindo desse ponto inicial, o game começa.



Cada jogador recebe um tile inicial com três hexágonos unidos. Na mesa, coloca-se quatro tiles de ecossistema e quatro fichas de animal. A cada rodada, você deve comprar um tile e um animal e alocar ambos na sua mesa. A pontuação é feita baseada em como cada animal deve ser configurado no seu tabuleiro hexagonal de tiles. Isso é um ponto legal do game: há alces, falcões, raposas, ursos, salmões e águias. Cada um possui quatro cartas com configurações de pontos diferentes. Ou seja, cada vez que você montar um set de cartas para uma partida, será uma experiência combinatória diferente.



Cascadia tem um modo solo bem legal e pode ser jogado em até 4 players. Os componentes são elegantes e bem minimalistas - assim como a belísisma arte do jogo que vem assinada por Beth Sobel. Valeu demais o investimento. Já joguei algumas partidas e todas fluíram bem em 45 minutos de jogo. Comprei minha cópia com a galera da Paladins.

Eu, que ando buscando games legais e rápidos, tenho certeza que será o jogo que mais vou jogar nesse segundo semestre. Fora que é um excelente material para aulas de game design.

#GoGamers

domingo, 20 de outubro de 2019

Slide Quest - the video game board game

Eu sempre falo isso e vou repetir aqui: se você quer ser game designer tem que jogar de tudo. Recentemente, eu até dei uma entrevista falando disso. Nessa vibe de jogar de tudo conheço de tudo também. A última coisa curiosa que conferi foi Slide Quest.



O jogo é divertidíssimo. Ele é colaborativo e, tal qual em videogame, tem fases diferentes que vão sendo trocadas em Um tabuleiro cheio de furos.



A brincadeira é muito simples: cada jogador vai manipulando uma pequena alavanca que mexe o tabuleiro em quatro sentidos diferentes. O objetivo é levar a personagem de um lugar para o outro evitando os buracos e evitando os perigos. Dá só uma olhada nesse vídeo a seguir para entender melhor a jogabilidade:


#GoGamers

domingo, 15 de setembro de 2019

Ice Cool

Esse aqui é simples e eficiente! Ice Cool é um jogo muito divertido de dar petelecos em pinguins. Mecanicamente o game não tem nada de novo, mas ele me ganhou no cenário/tabuleiro e com os pinguins que possuem a parte de baixo redondinha com um peso - o que faz com que você tenha que "estudar" a melhor maneira de dar o peteleco.



Os jogadores devem dar petelecos e fazer com que seus pinguins atravessem as portas do cenário. Cada vez que você consegue ir para um cômodo diferente você pega um peixe que está no batente e compra uma carta (que indicará quantos pontos você marcou). Como uma variante, é possível que um jogador tenha o objetivo de começar a partida numa sala diferente e tenha que perseguir os demais players encostando neles como em uma brincadeira de pega-pega.



O vídeo a seguir mostra um pouco da montagem da caixa e as possibilidades de "manobras" do game (algumas são impressionantes!).



Um belo exemplo de "assemblage" da caixa. Gostei muito de experimentar esse aqui e já entrou no meu cardápio da aula de game design para jogos casuais.

#GoGamers

domingo, 16 de setembro de 2018

Batalha das gerações

Opa! Eis que semana passada chegou nas lojas de brinquedos de todo o Brasil o novo projeto que eu participei com a Grow Jogos: o game BATALHA DAS GERAÇÕES.

É um game família onde a ideia é jogar adultos x crianças. A ideia básica já é conhecida: adultos perguntam fatos do passado para os mais jovens e estes perguntam atualidades do mundo pop para os adultos. Em meios aos quizzes há um sem número de outros desafios, provas, testes e gincanas para brincar.



Fui responsável por toda a criação de conteúdo do game: as perguntas de múltipla escolha (quizzes), os enigmas de resposta única, as provas de desafio e as cartas de "você me conhece" (onde os jogadores tem que mostrar que sabem tudo ou nada dos oponentes).

Projeto divertido e mais um emplacado com a Grow! Mais um game pro portfolio que não para de crescer.



Ano que vem tem mais um projeto legal chegando com essa galera!

#GoGamers

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Make 'n' Break

Make 'n' Break é um game abstrato de bem simples. Ele utiliza uma mecânica de construção e reprodução de padrões. Os jogadores possuem um determinado tempo para utilizarem 9 peças coloridas tentando reproduzir figuras apresentadas em um deck de cartas. A versão que eu tenho usa um dadinho para gerar as roladas de tempo, mas há um timer automático que é vendido como acessório do jogo.



É um game família e bem casual. Certamente vai fazer a alegria naquele fim de semana com amigos não gamers. É bastante divertido. O vídeo abaixo mostra a versão maior do game (eu tenho a versão pocket):


É legal até de jogar sozinho tentando fazer o maior número de pontos no menor espaço de tempo.



Comprei esse em uma mega promoção de uma Galeria Kauphof da cidade de Frankfurt. Valeu muito a pena a relação custo/benefício. Imagens do BGG.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Vale dos Monstros

Nota: a nova interface do blogspot contabilizou uns rascunhos antigos como posts, ainda faltam alguns para o número 1000, mas está chegando.

ATENÇÃO: Post número 999! No próximo teremos um presente especial para todos os leitores!

Jogo para toda família do amigo Marcos Macri. Em "O Vale dos Monstros" cada player assume o comando de um esquadrão de monstros (esqueletos, vampiros, lobisomens, fantasmas, bruxas, etc.) e devem assustar famílias que estão acampando no vale.



O jogo consegue ser simples e estratégico. Tem uma produção caprichadíssima da Galápagos com um pack de "monster meeples" que se equipara aos meeples clássicos de Carcassonne. A dinâmica está muito legal e o game consegue ser o ponto ideal entre o casual e o não-enjoativo.



Mais um título publicado pelo Macri, que está despontando como um dos grande nomes do game design brasileiro. Acessem a página do game no BGG, clique aqui.

Aproveito para replicar a resenha oficial do jogo aqui: "In O Vale dos Monstros ("Monsters' Valley"), players compete to see which monster is the most terrifying! Players can choose between vampires, werewolves, ghosts, witches, skeletons and mummies, each with different skills but all with the same purpose: Scaring visitors (children, men and women) at the camping area and taking control of their tents.

Each turn, players perform three actions, such as moving up to three spaces on the hexagonal board, scaring a visitor, capturing the visitor and transforming it into a monster, taking control of a tent, and even attacking the other monsters!

Players receive points for controlling tents, scaring visitors and having a large number of monsters. The player with the most points wins. O Vale dos Monstros includes two expert variants as well as different camping set-ups
".