segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Misty

POST DE NÚMERO 1800! Agora é rumo para os 2000!

Mais um pocket da Paper Games que joguei nesse final de semana. Misty é para crianças, mas é bonitinho e interessante. A história do game é sobre um dia chuvoso no qual a janela embaçada serve de tela para fazer desenhos com o dedo. As ilustrações seguem esse estilo e são bem legais.



Misty tem um draft de cartas com gerenciamento de posição em um grid de 4x3 ou 3x4. Depois de colocar 12 cartas no espaço é preciso movimentá-las evitando ao máximo que elas se sobreponham ou saiam do grid. As cartas possuem setas que é para onde elas devem ser movimentadas, daí é preciso otimizar a ordem para manter o máximo de cartinhas no grid.

Tem pontuação extra pra carinhas sorridentes e flores, mas o monstro (que ilustra a caixa) precisa ser evitado. Divertido na medida para público infantil.

#GoGamers

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Scoundrel: o dungeon crawler que cabe no seu bolso (e usa um baralho comum)

Sempre que me perguntam sobre jogos solo que realmente funcionam com um baralho padrão, Scoundrel (do Zach Gage e Kurt Bieg) é um que vem à cabeça. É um roguelike minimalista, brutal e que não perdoa erros de cálculo. Errou, fodeu.



A premissa é simples: você é um herói explorando uma masmorra. O deck representa os perigos e recursos.

O setup: pegue um baralho comum. Remova os coringas, as cartas vermelhas de figuras (J, Q, K) e os ases vermelhos. O que sobra é o seu dungeon deck. Você começa com 20 de vida.



As regras são as seguintes: você abre salas de 4 cartas por vez. Dessas 4 cartas, você precisa interagir com 3 para avançar para a próxima sala. A quarta carta sobra e você adiciona mais 3 do deck para formar a próxima sala.

Espadas e paus (monstros): o valor da carta é o dano. Se lutar "no soco", perde vida direto. Se tiver uma arma, subtrai o valor da arma do dano do monstro.

Ouros (armas): você equipa a carta. Ela ajuda a matar monstros, mas tem um detalhe chato: você só pode matar monstros em ordem decrescente de valor com a mesma arma. Se usar uma arma de valor 8 num monstro 6, beleza. Se o próximo monstro for um 7, a arma quebra e você luta pelado.

Copas (poções): recuperam vida (até o limite de 20). Mas cuidado: se beber duas poções seguidas na mesma sala, a segunda não faz efeito. O estômago não aguenta.

Um detalhe importante: você pode fugir de uma sala inteira se as cartas estiverem muito ruins (colocando as 4 no fundo do deck), mas nunca pode fugir de duas salas seguidas. É aqui que o push-your-luck brilha.

Scoundrel é rápido, tenso e exige uma gestão de danos muito precisa. É aquele tipo de jogo que você perde em 5 minutos, resmunga e embaralha de novo na hora. Ótimo pra levar em viagens ou jogar no café enquanto espera alguém. Segue um vídeo de regras legal que explica bem didaticamente a parada.



#GoGamers

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

PROCESSO: primeiro módulo de narrativa disponível > O PROTOCOLO DO ABISMO OCULTO

Comecei o ano dando de presente pra todo mundo que lê meu conteúdo aqui o sistema de RPG PROCESSO. Empolguei tanto com essa produção que, nesse meio tempo, já escrevi a primeira aventura do sistema: O PROTOCOLO DO ABISMO OCULTO. Que você pode fazer o download de graça clicando na imagem a seguir.



Nesse suplemento eu juntei as ideias da literatura kafkiana com ideias da literatura de H.P.Lovecraft. O resultado foi algo "lovekafkiano". Uma mistura de horror burocrático com horror cósmico. Sou suspeito para falar, mas gostei! E brevemente já vou mestrar essa narrativa para um grupo de amigos.



A ideia geral da parada é essa aqui:

O que não está escrito, não existe; mas o que foi escrito com tinta preta demais, começou a respirar. Nesta aventura, funcionários do Departamento de Tráfego de Documentos da Cidadela Cinzenta recebem uma intimação irrecorrível para inventariar um setor que não consta nos mapas oficiais. O local revela-se um labirinto de geometria não euclidiana, onde a burocracia estatal serve como um ritual milenar para manter uma entidade cósmica adormecida sob bilhões de toneladas de papel. Para escapar, os protagonistas devem enfrentar fenômenos sobrenaturais e obter a assinatura de um arquivista que sofreu uma metamorfose grotesca, fundindo-se às estantes. O clímax exige uma escolha brutal: confessar um crime jamais cometido para validar um selo de sangue ou serem processados e integrados eternamente à massa de papel que sustenta o Sistema.



As ilustras são minhas e exclusivas para o projeto! Agora tem o mapa da Cidadela Cinzenta incluso.

Baixa aí que é free!

#GoGamers

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

PROCESSO - sistema de RPG kafkiano: um presente de ano-novo para todo mundo que acompanha o GAME ANALYTICZ

Faz tempo que eu tenho um projeto cozinhando na minha cabeça: e se existisse um RPG baseado na obra literária de Franz Kafka? Um sistema no qual o inimigo é a burocracia e um Sistema surreal que oprime e deixa um clima de infamiliaridade? Agora, no final do ano de 2025, eu sentei e fiz. Escrevi, desenhei todas as ilustrações com tinta acrílica e já publiquei com ISBN e tudo. Para começar bem o ano, vou dar de presente para todo mundo PROCESSO, um sistema de RPG kafkiano! Está bom pra ler na tela ou, se você quiser imprimir, também está bonitinho.



Diferentemente de outros RPGs, PROCESSO não tem como finalidade primordial a aquisição de níveis, a obtenção de vitórias tangíveis, o desenvolvimento de builds invencíveis, ou o engajamento em combates contra entidades colossais. PROCESSO é um jogo sobre resistência, confusão, culpa e erosão da identidade frente a sistemas incompreensíveis. É uma experiência bastante literária que poderíamos enquadrar, seguindo a lógica de Kafka, como um horror burocrático ou surrealismo mundano.

Este RPG é o segundo jogo do meu projeto chamado LUDOTERATURA, onde a ideia é juntar elementos literários visceralmente com games. O primeiro foi o jogo digital A CAPELA PERIGOSA, baseado no conto homônimo do meu amigo Oscar Nestarez. Estou publicando ele sob a égide do meu gigantessco selo ABYSSTRAKT GAMES!





Para quem quiser conhecer, CLIQUE AQUI para baixar! Ou clica na imagem do livro lá em cima.

E já teve a primeira aventura para o grande amigo e mestre de RPG Leo! Uma "aventura" baseada no livro O CASTELO de Kafka. No shopping de Catanduva tomando um choppinho!





Fazia muito tempo que não mestrava um RPG e foi bom para desenferrujar. Que 2026 seja um ano lúdico!

#GoGamers

domingo, 21 de dezembro de 2025

Retrospectiva lúdica 2025

Final do ano chegando e é hora de trazer a famigerada RETROSPECTIVA LÚDICA! Como no ano passado, vou só falar de coisa boa (ahahaha eu até copiei e colei esse parágrafo!).

• Saiu mais um WAR assinado por mim junto com a Grow!



O WAR 2 com novo game design, novas regras para aviões e mapa da Europa da segunda guerra chegou nas lojas em setembro desse ano! O portfólio continua crescendo!

• Consegui um número interessante com a Grow

Esse ano completei 12 projetos realizados com a Grow Jogos e recebi a informação de que meus jogos já venderam 350.000 unidades de 2017 pra cá.

• Saiu meu game indie digital A CAPELA PERIGOSA



Baseado em um conto homônino do meu amigo Oscar Nestarez, lancei com a T4 Entertainment o game que você pode jogar grátis aqui.

• Apresentei artigo e moderei mesa no congresso Video Game Cultures em Praga



O meu artigo "Minimal resources, maximal horror: a study of the game IRON LUNG" gerou boas discussões na querida Charles University na República Tcheca.

• Terminei meu segundo pós-doutorado estudando games

Concluí na PUC, sob a supervisão da conterrânea Professora Lucia Santaella, a pesquisa "Comunicação, consumo e entretenimento: o colecionismo e a a construção de capital por meio de bens digitais no game Marvel Snap".

• Emplaquei 4 artigos sobre games em periódicos acadêmicos legais



• Saiu meu livro novo pela Editora SENAC



INTRODUÇÃO PARA UX EM GAMES já está disponível em versão digital e nas melhores livrarias do ramo!

• Meu top 3 jogos do ano

Joguei 46 jogos novos esse ano e gostei MUITO desses aqui (todos carteados):

Mojo
Odin
Match-fixer’s high

E ano que vem tem mais!

#GoGamers

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Haggis

E vamos de temática inusitada em mais um carteado que deu as caras para a minha ludoteca: HAGGIS. Bom, o Haggis é reconhecido como o prato nacional mais típico da Escócia e consiste essencialmente num pudim salgado tradicionalmente elaborado a partir de miúdos de ovelha (incluindo coração, fígado e pulmões), que são moídos e misturados com farinha de aveia, gordura, cebola, sal e especiarias. Esta mistura é então cozida, sendo o método tradicional utilizar o próprio estômago do animal como recipiente. O resultado é uma iguaria densa, rica em sabor e bem temperada, que é tradicionalmente servida acompanhada de puré de batata e puré de nabo, numa combinação conhecida como neeps and tatties. Aqui no Brasil seria como a buchada de bode, que é um prato que eu adoro, sobretudo a do boteco do Mário aqui do lado de casa.

Bom, esse é o tema do game em questão que saiu aqui em território brazuca pela Grok. O card game é de escalada e funciona muito bem em 2 pessoas. O jogo original, de 2013, era de 2-3 jogadores, mas a nova versão permite 2-4 e tem algumas regrinhas modificadas.



Joga-se da seguinte forma em dois players: há um deck de quatro naipes com 2 conjuntos de cada naipe numerados de 2-10; só quem em dois jogadores utiliza-se apenas um set de 2-10 de cada naipe. Cada jogador recebe 14 cartas no início e elas serão a mão. Os jogadores também recebem um valete, uma rainha e um rei que ficam abertos na mesa, mas contam como mão também. Uma pilha de 8 cartas aleatórias fica de lado e os jogadores recebem cartas de aposta de 5/15/30.



Antes de começar a partida, os players olham suas mãos e decidem se acham que vão ganhar ou não para fazerem uma aposta de 5/15/30 pontos. Isso acelera a pontuação do jogo que termina quando alguém faz 250 pontos. Começam as escaladas. O tipo jogado deve ser seguido até ninguém mais conseguir jogar. Daí, quem ganhou torna. As cartas de valete, rainha e rei contam como coringas ou como cartas que vão dando poder em uma sequência (sendo que o rei é a mais alta). É possível jogar bombas para começar uma rodada mesmo perdendo.

Ao final, quando um jogador bate a mão, ele pega todas as cartas que conseguiu na escalada, as oito cartas do monte de haggis e as cartas que sobraram da mão do oponente (essas ele multiplica por 5). Soma isso tudo mais uma aposta (se ela aconteceu) e esse são seus pontos. O outro jogador só pontua as escaladas que bateu.

Apesar de não ser nenhuma coisa incrível, achei interessante porque foi pensado (e bem pensado) para dois jogadores. Tem um Tichu feelings gostoso. 😅

Mais uma caixinha pra coleção!

#GoGamers

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Safra Ideal

Esse aqui precisa ser jogado tomando um bom exemplar do mundo da enologia. Safra Ideal é um game no qual os players precisam montar uma adega e atender aos gostos de seus clientes da melhor maneira possível. É um bom jogo de entrada para você apresentar para uma galera que não está acostumada a jogar boardgame. Ele tem umas camadinhas estratégicas interessantes e um visual bem bacana.



O game tem modo solo, mas permite até oito jogadores. Joguei uma partida com quatro players. Nesse número de jogadores, cada um recebe 8 cartas e teremos 8 rodadas. Na mesa, começam 4 cartas e é preciso fazer um leilão. As cartas na mão vão de 1 até 36 e quem joga a mais alta escolhe primeiro e depois até quem jogou a menor.



As cartas usadas no leilão viram as cartas de vinho qie serão leiloadas na sequência. A pontuação é divertida: suas garrafas de vinho possuem 8 números de 1 até 8 com configurações diferentes. Você pode armazenar suas garrafas em uma fila adicionando novas em cima ou embaixo. A primeira carta da fila pontua o primeiro valor, a segunda o segundo valor e assim vai.



Os clientes pontuam por preferência de dois tipos de vinho e por países de origem.

Divertiu bem. 🍷

#GoGamers