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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Scoundrel: o dungeon crawler que cabe no seu bolso (e usa um baralho comum)

Sempre que me perguntam sobre jogos solo que realmente funcionam com um baralho padrão, Scoundrel (do Zach Gage e Kurt Bieg) é um que vem à cabeça. É um roguelike minimalista, brutal e que não perdoa erros de cálculo. Errou, fodeu.



A premissa é simples: você é um herói explorando uma masmorra. O deck representa os perigos e recursos.

O setup: pegue um baralho comum. Remova os coringas, as cartas vermelhas de figuras (J, Q, K) e os ases vermelhos. O que sobra é o seu dungeon deck. Você começa com 20 de vida.



As regras são as seguintes: você abre salas de 4 cartas por vez. Dessas 4 cartas, você precisa interagir com 3 para avançar para a próxima sala. A quarta carta sobra e você adiciona mais 3 do deck para formar a próxima sala.

Espadas e paus (monstros): o valor da carta é o dano. Se lutar "no soco", perde vida direto. Se tiver uma arma, subtrai o valor da arma do dano do monstro.

Ouros (armas): você equipa a carta. Ela ajuda a matar monstros, mas tem um detalhe chato: você só pode matar monstros em ordem decrescente de valor com a mesma arma. Se usar uma arma de valor 8 num monstro 6, beleza. Se o próximo monstro for um 7, a arma quebra e você luta pelado.

Copas (poções): recuperam vida (até o limite de 20). Mas cuidado: se beber duas poções seguidas na mesma sala, a segunda não faz efeito. O estômago não aguenta.

Um detalhe importante: você pode fugir de uma sala inteira se as cartas estiverem muito ruins (colocando as 4 no fundo do deck), mas nunca pode fugir de duas salas seguidas. É aqui que o push-your-luck brilha.

Scoundrel é rápido, tenso e exige uma gestão de danos muito precisa. É aquele tipo de jogo que você perde em 5 minutos, resmunga e embaralha de novo na hora. Ótimo pra levar em viagens ou jogar no café enquanto espera alguém. Segue um vídeo de regras legal que explica bem didaticamente a parada.



#GoGamers

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Sprawlopolis

Mais um game feito com mínimos recursos. Sprawlopolis é um joguinho de 18 cartas que pode ser jogado em até 4 pessoas colaborativamente ou em um modo solo (que é onde o jogo é mais legal, definitivemente). Ele vem numa embalagem de papel e, por dentro, acompanha uma carteirinha de plástico para você guardar as cartas. Eu comprei a versão nacional da Funbox que veio com quatro expansões, mas cabe tudo bonitinho para você levar no bolso.





Sprawlopolis é um card/tile game sobre construir uma cidade. Você pode colocar as cartinhas sempre no mesmo sentido cobrindo pedaços da outra e encaixando (ou não) em um dos 4 terrenos disponíveis. Só não pode colocar uma carta - ou pedaço de carta - debaixo de outra. No começo do jogo, três cartas são sorteadas e colocadas com o lado que tem objetivos virado pra cima. Os objetivos possuem números e é preciso realizar ações para fazer pontos igualando ou superando esses objetivos. Ao final, você soma o maior número de terrenos iguais conectados, subtrai o número de estradas que foi formado e verifica os bônus/penalidades dos objetivos.



Apesar de ter gostado do game, achei um pouco fácil. Joguei duas partidas solo e ganhei as duas. Até fui ver um vídeo para conferir se estava jogando certo e estava. Acho que dei sorte nos objetivos sorteados. No entanto, quero experimentar com mais gente para ver se rola bem. É mais um game que adquiri para ter de referência nessa vibe minimalista de poucos componentes.

#GoGamers

sábado, 19 de outubro de 2024

Qui-quitanda

Sigo na missão de jogar todos os pocket games da Paper Games e este final de semana comprei o Qui-quitanda para experimentar. Também sigo com 2024 como o ano do carteado. Tirando o Micélio, acho que só comprei/joguei carteadinhos.

Jogo rapidinho que pode ser jogado solo ou em até quatro players, assinado pelo Knizia - como todos os games dessa série.



Qui-quitanda é um party game colaborativo no qual os jogadores vão montando sets de três cartas na mesa tentando, como num jogo da velha, fazer as maiores pontuações. Linha com uma fruta vale 1 ponto, com duas frutas 2 e assim vai. É possível ir jogando carta em cima de carta buscando melhores combinações.



Só não pode uma coisa no game: falar o que você tem na mão. Daí, tem aquele lance de telepatia e feeling para deixar a coisa mais interessante.

Eu gosto desses joguinhos porque estou numa fase de tentar pegar referências de jogos pequenos para futuros projetos. Outra vantagem: eu jogo e depois sorteio na minha aula de game design na PUC.

#GoGamers

domingo, 10 de março de 2024

Palm Island

Joguinho com sacada de texto no nome. Além de ser sobre uma ilha com palmeiras, você joga ele na palma da sua mão. A ideia é boa, mas confesso que me atrapalhei todo na hora de segurar as cartas.



Palm Island é um deck building leve e rápido com três modos: solo, cooperativo e competitivo. Os dois últimos modos, para jogar em dois players - no entanto, se você comprar mais uma caixinha, é possível jogar com três ou quatro players.

Você coloca cartas na sua mão e vai deixando sempre duas expostas. Essas cartas possuem recursos ou a possibilidade de evolução para marcar pontos. Conforme você não consegue evoluir as cartas, vai jogando elas pra trás da mão e, ao final há uma carta pra rodar oito vezes o baralho.



Vem com aquele carrinha marota pra incentivar vicê a quebrar seus recordes solo e tem um mini deck de conquistas. Conforme você vai fazendo façanhas de pontos, libera (como num videogame) as cartinhas extras para facilitar suas partidas.

O modo coop tem perigos coletivos para serem superados e o competitivo possui cartas de habitantes.

Apesar de me atrapalhar com a maneira de segurar as cartinhas, gostei do quando colocaram de conteúdo numa caixa tão pequena.

Mais um pocket da Paper Games conferido!

#GoGamers

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

PHI - um print & play solo grátis de presente pra você!

Eu achei que não ia postar mais nada por aqui esse ano. No entanto, o amigo Rodrigo “Snow” Cotellessa (artista do Húsz) me brinda com uma novidade incrível na manhã de hoje: ele terminou a arte do meu jogo novo: o PHI!



PHI (pronuncia-se "fi") é um print and play solo facinho de jogar e que você só precisa imprimir o tabuleiro, descolar tokens de duas cores e pegar cinco dadinhos D6 para jogar. A inspiração para a mecânica e o tabuleiro veio da série de Fibonacci, mas não vou explicar muito porque os detalhes estão no manual.



O Snow, que fez a direção de arte comenta um pouco o processo criativo: "Para a capa do game a inspiração foi o grid do poster Der Film, do designer Josef Müller-Brockmann. O grid foi criado em cima da proporção áurea. Müller-Brockmann é uma das figuras mais importantes da história do design, representando a International ou Swiss Style. A tipografia, para quem se interessar, é a OT Brut, criada pela Off-Type (um braço do estúdio Pangram Pangram). Eu acho que a fonte tem essa cara de impressora “matricial moderna” que casa bem demais com a proposta do jogo. O material está em preto e branco com uma diagramação editorial bem clean, para quem for imprimir usar o mínimo de tinta possível e aproveitar ao máximo a experiência do jogo.".



Esse aqui é o último game que faço esse ano. Mais um para o portfólio! Então, não espera mais não: clica aqui ou em alguma das imagens do post faz o download com o manual de regras e o tabuleiro!

Valeu, Snowzão! Mais uma parceria de sucesso!

#GoGamers

domingo, 23 de julho de 2023

The Game

O ano de 2023 tem sido o ano dos jogos com números. Por uma coincidência do destino, a maioria dos games novos que joguei esse ano são títulos com cartas coloridas que usam números na mecânica (muitos jogos de vaza, inclusive). THE GAME não fugiu dessa lista. Eu já tinha lido várias resenhas desse cardgame que a Galápagos lançou aqui no Brasil recentemente, mas não imaginava que conseguiria ser tão divertido e envolvente - tanto no modo solo, quanto no modo cooperativo de 2 até 5 players.



The Game lembra um pouco o The Mind; é possível jogar no modo solo e também no coop com até 5 players. O objetivo do jogo é tentar colocar todas as cartas numeradas de 2 até 99 em quatro pilhas de cartas. O funcionamento é bem simples: há duas pilhas com número 1 que só podem receber cartas em ordem crescente e há duas pilhas com o número 100 que só podem receber cartas decrescentes.

Cada player tem que tentar jogar - no mínimo - 2 cartas e repor a mão. Imagine o seguinte começo de jogo: o Vince pega e joga as cartas 3, 8 e 14 em uma pilha crescente; depois joga um 98 e um 93 em uma pilha decrescente - repondo a mão no final com 5 cartas e passando para o próximo jogador.



Tem uma malandragem mecânica legal ainda: na pilha crescente é sempre possível jogar uma carta com exatamete -10 no valor e na pilha decrescente uma carta com +10 no valor. Com isso, é possível sempre manejar o número base para caber mais cartinhas.

Visual minimalista e abstrato. Do jeito que eu curto. =)  

Olha esse review com regras que explica isso tudo de maneira mais didática:



Mais um bom título para a coleção!

#GoGamers

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Mazescape: Labýrinthos

Esse ano tá osso de juntar uma galera para aquela tradicional noite de boardgame. A solução tem sido procurar títulos solo ou games que tenham bons modos solitários, como o Cascadia. No entanto, me deparei com uma review bem bacana no TikTok outro dia: o puzzle game solo Mazescape: Labýrinthos.



Lançado em português pela DEVIR, o game é simples e genialmente divertido. A caixa vem com seis cenários e um lápis de madeira. Você precisa colocar o lápis no ponto de partida, não tirar ele do papel e ir dobrando e desdobrando ele para encontrar a saída.



O extra da brincadeira é que os labirintos possuem quests especiais! Você precisa pegar chaves para abrir portas, precisa ativar interruptores para ligar luzes e achar elementos perdidos pelo cenário. Isso tudo só dobrando e desdobrando o papel com o lápis em cima dele.





O vídeo oficial a seguir mostra um pouco do gameplay. Curti muito e já vou adquirir a segunda caixa com mais puzzles.



E viva o modo solo para conhecermos novos games!

#GoGamers

terça-feira, 24 de maio de 2022

Robinson Crusoe: Adventure on the Cursed Island

Eu sempre gosto de tentar enxergar os games que jogo pelo lado da produção e processo de game design. O Ignacy Trzewiczek, autor do "Robinson Crusoe: Adventure on the Cursed Island" deve ter tido um trabalho monstruoso para criar essa parada. O game é sobre náufragos chegando em uma ilha cheia de perigos, tem modo solo ou pode ser jogado em até 4 players. Joguei o modo solo para este relato.



Bem, primeiramente, o jogo é bem detalhista. Tem cacetadas de decks de cartas, tokens, dados, cartas de cenário e por aí vai. É um game, essencialmente, de alocação de trabalhadores em uma série de capítulos que oferecem perigos/desafios únicos. Eu confesso que não curti muito, mas ando numa fase minimalista de jogos de tabuleiro. Joguei esse porque também me forço a jogar coisas que não jogaria normalmente. No final das contas, foi um bom exercício ter o manual de 30 páginas junto com um vídeo de 20 minutos. Foi bom para desempoeirar a cabeça de ler um monte de regras. =)



O game funciona em uma série de fases: 1) há um evento de perigo; 2) uma checagem de moral do time; 3) produção de recursos; 4) ações variadas (explorar a ilha, construir itens, caçar etc.); 4) ajustar o acampamento; 5) descansar; 6) passar a noite vivo. No modo solo dá pra usar a ajuda do Sexta-Feira e de um cachorro para facilitar, mas achei bem foda conseguir fazer a missão básica de título "Náufragos".





Lógico que um game desse tem uma curva de aprendizado grande, mas - confesso - me embananei muito e precisava ficar verificando o manual toda hora. No final, a gente acaba pegando o jeito e flui legal, mas vai um esforcinho. Me perdi um pouco também na quantidade de tokens; acredito que esse game é daqueles que você tem que aprender a manejar e deixar tudo separado em zip packs.



Enfim, sempre bom jogar coisas novas. Seja em galera ou solo. E por falar em game solo com esse temática, me deu saudade de jogar o clássico FRIDAY depois de experimentar esse Robinson Crusoe. =)

#GoGamers

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A4 Quest

Opa! Um salve para quem acompanha o Game Analyticz. O movimento de posts aqui anda baixo, mas - mesmo assim - seguimos firmes na jornada lúdica de conhecer, analisar e resenhar games analógicos. Esse final de ano com pandemia, aulas, reuniões e outras side quests está virando um desafio level hard para mim, mas sempre se arruma um tempinho para jogar algo novo.

Nesse post aqui eu vou falar do A4 Quest. O jogo é um print and play gratuito originalmente. É de autores poloneses que fizeram uma brincadeira de que as folhas do jogo podiam ser impressas em papel A4 para ser jogado. Eu experimentei a versão financiada em kickstarter com peças, boards e tabuleiros que são quadrados e não em A4.



Pra um jogo print and play é legal, mas a versão com caixa e componentes decepciona um pouco. O jogo é um dungeon crawler que pode ser jogado por um ou dois players. Há diferentes tabuleiros com missões e seu objetivo é ir entrando nos cômodos da dungeon para caçar, pegar tesouros, fazer quests e - obviamente - matar monstros. A mecânica é de dice rolling com gerenciamento de recursos no board. Tem um bom mecanismo de rolar os dados e deixar em uma área de uso; quando você utiliza todos, precisa usar um ponto de "comida" para rolar de novo (e se não há comida, perde-se vida). Se sua life chegar a zero, fim de jogo. Ah! Você pode escolher um falcão, um beagle, um burro ou uma galinha para ser seu companion numa partida.



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Joguei a missão básica em dois players e confesso que não empolguei muito para experimentar as demais. No entanto, vou providenciar uma versão impressa para poder brincar sozinho e ver se animo mais com o game. A seguir, uma imagem da versão p and p:



O mais legal de ter jogado esse game foi a inspiração para eu tirar um projeto print and play da gaveta e voltar a trabalhar nele. Espero o ano que vem conseguir compartilhar por aqui.

#GoGamers

terça-feira, 14 de julho de 2020

Om Nom Nom

Para quem acompanha o Game Analyticz sabe que eu esto numa maratona em busca de bons jogos para jogar solitariamente. Até agora os resultados foram meio frustrantes; o game “Om Nom Nom” foi o mais ok até agora, mas está longe de ser bom.



Om Nom Nom” é um jogo sobre cadeia predatória. Há três tabuleiros, cada um deles com três linhas que mostram uma cadeira de predadores. Por exemplo: o porco-espinho (no topo), come o sapo (no meio) que come o mosquito (na base).



O gameplay consiste em rolar 15 dados e distribuir no tabuleiro do meio para a base. Daí, cada jogador escolhe uma carta para colocar do meio para cima. As cartas são reveladas e se alguém colocou uma carta única numa posição superior, leva as cartas e dados que estão para baixo.



Na versão solo você joga contra oponentes imaginários comprando as cartas aleatoriamente a cada rodada. É muito rápido e enjoativo. Vamos que vamos na busca por algo simples, rápido e legal.

#GoGamers