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sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Claim

Mais um lançamento pocket da Paper Games. Claim tem uma narrativa bacana: O Rei está morto! O que aconteceu? Ninguém sabe ao certo, mas ele foi encontrado de ponta-cabeça num barril de vinho esta manhã. Pode ter sido um crime ou sua própria sede que o matou. De qualquer modo, o Rei está morto e não possui descendentes conhecidos, então cabe às cinco facções do reino decidirem quem será o novo rei: você ou seu oponente.



Claim é jogado em duas fases distintas. Na fase um, cada jogador recebe uma mão de cartas que usará para recrutar seguidores. Na fase dois, eles usarão os seguidores da fase um para competir e conquistar as cinco facções do reino. Cada facção tem um poder especial que afeta o jogo e os poderes podem ser diferentes em cada fase! Ao final da partida, quem tiver mais seguidores de uma facção conquista o voto daquela facção e quem conquistar o voto de ao menos três facções vence o jogo.



As cartas seguem uma mecânica de vaza de sempre ter que seguir o líder da rodada com carta do mesmo tipo.

Na segunda rodada, cada facção tem poderes para deixar o game além de ser só um baralho de números e contextualizar os goblins, cavaleiros, zumbis, dopplegangers, anões e cavaleiros de uma maneira mais divertida.

Honesto com preço bom!

#GoGamers

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Um encontro com o passado lúdico: O RETORNO À MONTANHA DE FOGO

O ano era 1990. Eu morava em Catanduva, interior de São Paulo - tinha 11 anos na época. Um primo meu, que na época morava em São Paulo, tinha ido passar um final de semana por lá. Fomos fazer uma viagem até um lugar próximo e, para passar o tempo no carro, ele tirou da mochila um exemplar do livro jogo "O feiticeiro da montanha de fogo". Eu fui narrando a aventura e ele tomanda as decisões que iam aparecendo pelo caminho. Até escrevi um post em 2010 sobre essa série de livros chamada Aventuras Fantásticas.

O livro "O feiticeiro da montanha de fogo" marcou bastante minha vida. Diria até que foi a porta de entrada para o RPG. Foi paixão imediata e - em poucos meses - minha coleção crescia sem parar. No entanto, os livros jogos enjoaram. Eu estava fervosamente me dedicando ao Dungeons and Dragons, Vampire, Werewolf, Magic e outros games. Mas, as aventuras fantásticas sempre tiveram um lugar no meu coração.

Recentemente, no evento Diversão Offline me deparei com uma prateleira da editora Jambô com vários livros jogos! Alguns eram velhos conhecidos com capas novas, mas outros eu nunca tinha ouvido falar. Daí, com surpresa absoluta, descobri que saiu a continuação de "O feiticeiro da montanha de fogo". Trata-se do livro "O RETORNO À MONTANHA DE FOGO".



Escrito pelo veterano Ian Livingstone, olha só o resumo da parada: Dez anos depois, Zagor vive! O reinado diabólico do maligno feiticeiro Zagor foi encerrado dez anos atrás por um heroico aventureiro que enfrentou os incontáveis perigos da Montanha de Fogo. Mas, pelo poder da magia negra, o enlouquecido mago retornou dos mortos e pretende vingar-se de Allansia. Agora, VOCÊ deve entrar no assustador labirinto e derrotar mais uma vez o Feiticeiro da Montanha de Fogo. Parte história, parte jogo, este é um tipo diferente de livro — aqui, VOCÊ é o herói. Você precisa apenas de um lápis, uma borracha e dois dados para embarcar nesta fantástica aventura.

Comprei e estou me divertindo muito com a leitura rolando dados! Mais legal ainda: existe uma terceira parte que fecha a trilogia. Nunca imaginei que trinta anos depois ia estar jogando este tipo de livro. Sucesso demais!

#GoGamers

domingo, 30 de janeiro de 2022

One Deck Dungeon: Forest of Shadows

Olha, fazia tempo que eu não pegava uma caixa tão pequena com tantas regras. One Deck Dungeon: Forest of Shadows é um título da série "One Deck Dungeon" que permite partidas cooperativas entre dois players ou aventuras solo usando modificadores. É um dungeon crawl com mecânicas de coleção de cartas e roladas de dados (aliás, isso é bem legal no game: vem com muitos dadinhos bem legais).



Cada player escolhe uma personagem de uma classe única (druida, ranger, alquimista etc.) e deve explorar uma dungeon cheia de monstros e armadilhas. Duas ações são possíveis a cada rodada: explorar ou abrir um quarto. "Explorar" é abrir um conjunto de quatro cartas na mesa, mas que exige fazer um teste de veneno; "abrir um quarto" é virar uma das quatro cartas de portas disponíveis e enfrentar o monstro ou a armadilha.



O game tem um sistema interessante de upgrade de personagem que permite você alocar o inimigo vencido em lados diferentes da sua carta. Com isso, você modifica os dados, poderes e upgrades possíveis.



Apesar de punitivo e difícil é um jogo legal. Eu que não muito na pegada de jogar coisas com muitas regras e exceções de regras. Estou voltando para minha fase de jogos abstratos extremos (daqueles que se aprende rápido a jogar e demora uma vida para dominar).

No entanto, como eu falo aqui no site desde 2007: sempre é legal conhecer coisa nova!

#GoGamers

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A4 Quest

Opa! Um salve para quem acompanha o Game Analyticz. O movimento de posts aqui anda baixo, mas - mesmo assim - seguimos firmes na jornada lúdica de conhecer, analisar e resenhar games analógicos. Esse final de ano com pandemia, aulas, reuniões e outras side quests está virando um desafio level hard para mim, mas sempre se arruma um tempinho para jogar algo novo.

Nesse post aqui eu vou falar do A4 Quest. O jogo é um print and play gratuito originalmente. É de autores poloneses que fizeram uma brincadeira de que as folhas do jogo podiam ser impressas em papel A4 para ser jogado. Eu experimentei a versão financiada em kickstarter com peças, boards e tabuleiros que são quadrados e não em A4.



Pra um jogo print and play é legal, mas a versão com caixa e componentes decepciona um pouco. O jogo é um dungeon crawler que pode ser jogado por um ou dois players. Há diferentes tabuleiros com missões e seu objetivo é ir entrando nos cômodos da dungeon para caçar, pegar tesouros, fazer quests e - obviamente - matar monstros. A mecânica é de dice rolling com gerenciamento de recursos no board. Tem um bom mecanismo de rolar os dados e deixar em uma área de uso; quando você utiliza todos, precisa usar um ponto de "comida" para rolar de novo (e se não há comida, perde-se vida). Se sua life chegar a zero, fim de jogo. Ah! Você pode escolher um falcão, um beagle, um burro ou uma galinha para ser seu companion numa partida.



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Joguei a missão básica em dois players e confesso que não empolguei muito para experimentar as demais. No entanto, vou providenciar uma versão impressa para poder brincar sozinho e ver se animo mais com o game. A seguir, uma imagem da versão p and p:



O mais legal de ter jogado esse game foi a inspiração para eu tirar um projeto print and play da gaveta e voltar a trabalhar nele. Espero o ano que vem conseguir compartilhar por aqui.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Era: medieval age

"Era: medieval age" é um jogão. Adorei. O game poderia - tranquilamente - ser um roll and write com canetinhas coloridas para você ir compondo seu feudo medieval, mas tem cacetadas de miniaturas de muralhas, casas, fazendas, igrejas, torres fortificadas, catedrais e outros tantos prédios. Logicamente, isso dá um ar sensacional e deixa o jogo mais bonito e muito mais divertido. =)



A mecânica é simples, mas é matreira e cheia de possibilidades interessantes. Cada player tem um tabuleiro que representa um grande terreno. Todos começam o jogo com uma torre de guarda e três moradias; isso fornece a cada player um dado cinza (por causa da torre e que possui habilidades de ataque e defesa) e três dados amarelos (por causa das moradias e que geram recursos como comida, pedra e construção de outros prédios).

Daí pra frente, sem muita novidade: você pode rolar e re-rolar os dados para ir ajustando uma trilha de recursos e ir ampliando as construções no seu reino. O que é divertido é que você pode tirar dadinhos com caveiras que geram efeitos prejudiciais para você ou o oponente. Um dos piores que tem é você jogar um terreno queimado que anula espaços de construção do inimigo.

É relativamente rápido e o resultado final é um cenário bonito. Na pegada de pontuação eurogame, no final você tem que ir preenchendo uma tabela grande para aferir bônus, terrenos murados, recursos que sobraram etc.







Outro ponto bem legal: dependendo do prédio que você constrói ganha um dadinho de cor diferente com novos poderes, mas isso tem um preço: você precisa sempre gerar mais alimentos para não sofrer penalizações.

É daqueles jogos completinhos. Você sabe que gostou do game quando termina a partida, arruma tudo e já outra na sequência.

Um dos melhores jogados nesse ano.

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domingo, 30 de junho de 2019

Paper Tales

Rapidinho, mas meio sem graça. Paper Tales é um game de construir um reino com mecânica de draft (escolhe cartinha e passa a mão).



Cada player começa com cinco cartas de personagem na mão, coloca uma secretamente na mesa e passa as demais. É preciso montar um grid onde as personagens da primeira fileira irão batalhar e as demais irão gerar recursos.



A força de batalha afeta os players adjacentes (como no Seven Wonders) e os recursos permitem que se construa prédios (que podem sofrer upgrade).





Meia horinha, quatro rodadas. No entanto, achei meio sem sal.

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domingo, 28 de outubro de 2018

5 minute dungeon

É isso aí. Um jogo de entrar na dungeon matando monstros no qual as partidas duram exatamente 5 minutos computados por um app de smartphone com narração e efeitos especiais sonoros.



É colaborativo e cada player tem um deck com magias, golpes, efeitos especiais etc. Um deck de monstros vai revelando os desafios e, caoticamente, os players tem que falar para não gastar recursos a toa. É realmente bem agitada uma partida desse game.



Olha um vídeo que mostra um pouco do gameplay:



Esse aqui me lembrou a confusão gostosa do Escape. :-)

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domingo, 13 de maio de 2018

Scratch Wars

Bom, este aqui é mais um que vai entrar na prateleira de "elementos inusitados" da minha coleção. Scratch Wars é um card game originário da República Tcheca que possui alguns diferencias bastante interessantes, sobretudo para usar em aulas de game design e marketing de games. Vamos falar um pouquinho de cada um dos aspectos interessantes desse jogo.



Primeiramente vamos falar um pouco sobre o nome do game: Scratch Wars. O "scratch" do título, que pode ser traduzido como "arranhado" ou "raspado" tem a ver com o fato que todas as cartas de personagens e armas do jogo veem com a mesma cobertura e você precisa - literalmente - arranhar igual a uma raspadinha para descobrir o que tem por baixo. Algumas das razões disso: 1) é um diferencial pitoresco para o produto; 2) acaba com a necessidade de ter um envelope de booster (as cartinhas são vendidas soltas). Olhem só o processo de descobrir o que eu tirei no meu starter pack (que vem com uma espécie de palheta de guitarra para arranhar mais uniformemente).







O game em si é muito simples: cada player escolhe um guerreiro (e o game tem um sistema de recombinação que oferece milhares deles em milhares de cartinhas) e até 5 armas. Guerreiros são uma cartinha normal e as armas são círculos destacáveis como da figura anterior. Agora, um diferencial interessante do joguinho é o sistema de combate. Cada jogador coloca um "aro" de arma em um stick (que é o mesmo usado para marcar vida do personagem) e gira; onde para é o dano/poder que irá afetar o adversário. Olha o vídeo a seguir:





O game tem uma série de desdobramentos em aplicativo e site. É possível digitalizar as cartas para jogar usando o smartphone (e não ter que carregar sua coleção). A parte triste é que o app só está disponível na República Tcheca.



Bem curioso e divertidinho. Para quem quiser conhecer o site oficial, clique aqui.

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domingo, 29 de abril de 2018

By Order of the Queen

Achei bem fraquinho esse aqui. Joguinho meio sem sal. "By Order of the Queen" é um jogo cooperativo que os jogadores precisam cumprir ordens da rainha salvando o reino de ataques de monstros e cumprindo quests que garantem poderes e recursos.



Eu achei meio repetitivo. A arte é bacana e o pack de componentes é legal, mas é um game de quase duas horas. Confesso que cansou um pouco e, por ser coop, não teve muita discussão entre os jogadores.

Mas é sempre bom conhecer coisa nova.

#GoGamers

domingo, 11 de março de 2018

Random encounter

Bom, não dá pra jogar só jogo bom o tempo todo, no meio do caminho sempre aparecem umas esquisitices. No entanto, é sempre importante jogar de tudo para formar repertório e ter cada vez mais referências. Eu achei esse Random encounter um joguinho bem sem sal; ele é bem simples, mas podia ter uma pimentinha para ficar mais bacana.



Basicamente cada jogador monta 5 stacks secretos com 9 cartas e coloca um dadinho para mostrar quem está protegendo o tesouro. Um player, na sua vez, deve escolher atacar um stack de um oponente; as cartas são reveladas e o resultado de vitória é computado. A carta com marcação azul sempre ganha, mas perde para a vermelha; se a vermelha estiver sozinha no ataque é derrota automática; verde faz swap com os stacks; amarelos computam pontos somando valores.

Faltou colocar uns poderes na cartinhas. Faltou deixar mais dinâmico. A arte é bem marromeno também.

Enfim, mais um pra conhecer, fazer a resenha e refletir sobre o processo de game design.

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Kingdomino

Kingdomino! Que jogo bacana! Esse aqui foi a aquisição mais recente para a ludoteca e fiquei bem satisfeito com a compra. Bom, o game é assinado pelo Bruno Cathala (um cara que eu tiro o chapéu) junto com Cyril Bouquet, só podia sair coisa boa.



O game segue a lógica de um tile placement com estrutura de dominó. Ao invés de números temos terrenos que devem ser construídos em um grid de 5x5 a partir de seu castelo. Assim como no dominó é preciso respeitar que pelo menos um terreno de um tipo esteja "grudado" em cada tile. Ou seja, é preciso planejar e gerenciar as peças que você compra para preencher o máximo de espaços possíveis com a melhor pontuação.



Quando as peças acabam, os pontos são computados. É preciso pegar os tiles de mesmo tipo e verificar quantos ícones de coroa há neles. Daí é fácil: número de coroas X número de terrenos daquele tipo = pontuação final. Tem umas modalidades mais desafiadoras no manual que geram boas partidas.



Partidas de 2 a 4 players de duração de 15 minutos com replay divertido.

Super vale a pena e já virou material da aula de análise de jogos desse semestre.

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domingo, 10 de setembro de 2017

Dice Forge

Existem inúmeros games com mecânica de deck building. São aqueles que os jogadores começam com um punhado de cartas fraquinho e devem ir dando upgrade até que fique mais poderoso comprando cartas de um pool. Dice Forge segue essa lógica, mas - ao invés de dar upgrade no seu baralho - você dá um boost nos seus dados. Esse fez parte do cardápio da joga extrema de 7 de setembro.



É isso aí. Os jogadores tem dois dados com faces removíveis que podem ser turbinados de acordo com a estratégia de cada um. Todos começam com os dados com faces limitadas e, a cada rodada, devem ir acumulando recursos (por meio das roladas) para comprar novos poderes.



Alguns pontos positivos: jogo engenhoso e criativo. É possível criar boas combinações para ganhar recursos, pontos ou ouro com os dadinhos. Ilustras bonitas.



Algums pontos negativos: o game tem um skin temático que passa em branco; tem uma narrativa de deuses e oferendas que acaba passando despercebida. Desmontar as faces é difícil (precisamos usar uma chavinha de fenda durante a partida). As partidas são muita rápidas; você pisca e já acabou (acho que vale uma house rule para aumentar o número de turnos).



Gostei da dinâmica e do gamelay. Apesar dos problemas, é um game bem legal.

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domingo, 11 de junho de 2017

Arcadia Quest

Arcadia Quest é daqueles com caixa grande, pesada e cheia de componentes. É um prato cheio pra quem curte miniaturas bem modeladas. Foi lançado no Brasil pela Galápagos que, como sempre, capricha na produção.





O game é mission based. Ou seja, ele vem com o manual que possui as regras básicas e com alguns cenários pré-montados para os jogadores se aventurarem. Esse foi mais um título que pintou na aula de análise de jogos que ministro semanalmente e foi apresentado pelos alunos como um exercício de leitura de manual. O game tem muita inspiração em games de miniaturas clássicos como Star Wars miniatures. Cada player gerencia três ações de movimento com seus personagens que devem andar, atacar ou fazer ações sortidas.



O combate é bem simples e tem um mini tabuleiro para cada player gerenciar os equipamentos que cada personagem tem e acha pelo caminho. A única coisas mais demorada do game é o setup.

Bacaninha. Prato cheio pra quem curte comprar o game e pintar as miniaturas.

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domingo, 2 de abril de 2017

Ascension

O legal de dar aulas de game design e análise de jogos é que, muitas vezes, os alunos trazem seus games favoritos pra discutirmos. Recentemente joguei ASCENSION em uma das aulas. Deck building card game com temática de fantasia bem bacana e rápido.



Como em todo bom game que possui seu "core" nessa mecânica, ASCENSION trabalha com rodadas nas quais os players vão baixando recursos para comprar criaturas, guerreiros, construtos, poderes etc. Os decks vão sendo incrementados e ficando mais rápidos e competitivos.



O objetivo é ganhar pontos de honra e vitória que montam um "pool" comum. Quando acaba o pool, acaba o jogo e quem marcou mais pontos ganha.

Valeu conhecer.

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domingo, 20 de novembro de 2016

Dungeon Fighter

Esse aqui já tem versão brazuca trazida pela Galápagos. Dungeon Fighter é um jogo de humor e habilidade. Definitivamente não é um jogo pra ser levado a sério; é pra beber e passar vergonha coletiva com os amigos. O game é colaborativo e cada jogador comanda um herói em uma masmorra enfrentando monstros.



As criaturas devem ser abatidas rolando dados, mas não é tão simples: é preciso fazer o dado quicar na mesa e depois acertar uma das zonas do tabuleiro-alvo que indica os danos produzidos com o ataque. Algumas criaturas te obrigam a jogar o dado com o cotovelo, outras com a testa, de olhos fechados, rodando e por aí vai.





Conforme o jogo avança, os monstros vão ficando mais fortes. No final há um chefão secreto que demanda o uso de todos os recursos acumulados. Um detalhe importante: o game é colaborativo. Cada jogador pode morrer duas vezes. Se alguém, por acaso, tiver a terceira morte o game acaba e todo o time perde. Logo, é importante jogar em equipe trocando equipamentos e usando com sabedoria os poderes de cura.

Casualzão e divertido.

#GoGamers

domingo, 18 de setembro de 2016

Conquest of Speros



Mais um produto saído da imaginação de algum fã de RPG medieval e Magic. Conquest of Speros é um card game rapidinho no qual os players lutam para conquistar cartas de território com seus exércitos (representados por mini meeples). A cada rodada você escolhe colocar um terreno, alocar guerreiros para o terreno, comprar cartas ou usar um poder especial.

Há um mecanismo de descarte em todo começo de turno que é interessante: ao descartar um card ele libera um poder que influencia aquela rodada. Logo, é preciso usar com sabedoria qual carta será jogada fora.

Sem muitas novidades. É bacaninha, mas o tema cansou um pouquinho. Me pergunto quando iremos ver temáticas mais absurdas permeando estes jogos.

#GoGamers

domingo, 21 de agosto de 2016

Dragon's Gold

Esse aqui tem a assinatura do Bruno Faidutti. Gosto bastante dos games do cara e tenho o Mascarade como um jogo do coração (usei muito como exemplo de aula, inclusive). Dragon's Gold é legal e tem uma ideia bacana: os jogadores possuem quatro personagens (dois warriors, um ladrão e um mago) e precisam matar dragões. Um herói nunca vai matar um dragão sozinho e vai precisar de ajuda e normalmente ela vem de outro player.



Depois que o dragão morre, a recompensa precisa ser dividida e aí entra o componente mais legal do jogo: os envolvidos na matança possuem um minuto para discutir quem fica com mais tesouro, quem escolhe as cores das gemas etc.. Se o tempo acabar e ninguém resolveu nada, ninguém ganha recompensa. Isso pode, inclusive, ser estratégico; um jogador pode - propositalmente - melar a negociação para que outro não ganhe determinada peça.



Só uma coisa que deu uma confundida na partida que joguei: diferente da imagem acima, que usa disquinhos de cores distintas, jogamos com umas mini gemas cujas cores não ficam claras para os jogadores. Todo mundo confundiu prateado com dourado e perdeu pontos no final do game. Talvez precise de um ajuste nesse sentido.

Imagens roubadas honestamente do BGG.

#GoGamers

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Welcome to the Dungeon

Joguinho bem divertido esse aqui com um componente interessante: 2 a 4 players usam um herói coletivo para enfrentar os perigos de uma dungeon. Funciona assim: 1-) no centro da mesa há uma personagem com 6 tiles de equipamento; 2-) cada jogador em sua vez deve sortear um monstro da pilha, olhar e escolher se quer sacrificar um equipamento do herói para eliminar a criatura ou enviá-la em segredo para a dungeon; 3-) no momento que todo mundo passar a vez, o jogador que sobrar deverá enfrentar todas as criaturas da dungeon que são reveladas com os equipamentos que sobraram; 4-) se ganhar, leva um ponto de vitória, mas se morrer, perde um ponto de vida.



É muito rápido e divertido demais. É uma bela mecânica de blefe atachada na temática medieval. Uma partida não passa de 10 minutos. É daqueles títulos para ficar jogando enquanto o resto do grupo não chega para jogar o game principal do cardápio.

#GoGamers

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Artificium | Артифициум

Orra! Um jogo russo! Simples e gostoso. Daqueles euro games old school rapidinhos e cheio de ícones ao invés de texto. Artificium é sobre produzir recursos, fazer com que esses recursos virem coisas mais poderosas e contratar magos e guerreiros para sua vila.



O game é bem rápido e ágil. Há uma fase de draft com a mesa na qual os players trocam cartas da mão com recursos disponíveis em um pool comum. Depois há uma fase de compra e venda. Finalmente joga-se cartas para evoluir ou comprar mais recursos. É bem equilibrado, mas percebemos - jogando em 3 players - que uma escorregada arrebenta seu jogo inteiro.



Fazia tempo que não jogava um eurinho desse naipe. Bem agradável e comporta até 6 pessoas. Mais um da ludoteca do amigo Estevão. Imagens do BGG.

#GoGamers

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Forge war

Esse game é da safra de 2015. É novo, mas já está em discussão na web faz tempo. Gostei bastante dele, apesar de ser extremamente demorado. FORGE WAR é ambientado em uma temática medieval, nada novo, mas tem umas combinações de mecânicas interessantes. Vou explicar um pouquinho do jogo e ir detalhando um pouco mais sobre a estruturação dele.



O jogo possui uma lógica que segue alguns passos: fazer mineração, ações especiais (recrutar guerreiros, comprar itens no mercado etc.) e selecionar quests.

A fase da mina lembrou um pouco o jogo abstrato YINSH onde cada jogador sai de uma área e deixa uma peça da sua cor. Aqui, no caso, você deixa uma picareta e recolhe o material indicado no tile. Como no YINSH, também, sempre que você avança numa linha e passa em cima de peças de outra cor, elas mudam e se tornam suas. Bem divertida essa parte.



De posse de bronze, esmeralda, carvão e outros minerais é preciso evoluir guerreiros, forjar armas, comprar poderes especiais e arquitetar planos para a próxima fase: a quest. Na última fase cada jogador pode comprar as missões disponíveis na mesa; aqui entra a parte de mais estratégia do jogo, pois é preciso comprar as "fórmulas" de forja no mercado e ter os materiais para fazer as armas disponíveis.

Os guerreiros precisam estar com poderes mínimos para enfrentar as missões que são possíveis de serem resolvidas parcialmente. Achei legal esse ponto. A cartinha de baixo mostra isso: uma missão que possui três fases, se a primeira é resolvida o jogador pontua parcialmente.



Achei legal e perdi por poucos pontos. Talvez pelo tempo de jogo (quase 4 horas com a explicação) eu não jogaria de novo tão cedo, mas valeu muito. A arte é bem divertida também. Imagens do BGG.

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