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domingo, 22 de dezembro de 2024

Knock, Knock! Dungeon!

E vamoa para mais um carteadinho divertido que faz parte da coleção de pocket games da Paper Games. Knock, Knock! Dungeon! é um título colaborativo cujas partidas duram 6 minutos e, se você for jogar com o requisito de limite de tempo, é bem desafiador.



A lore do game consiste em um grupo de aventureiros procurando tesouros numa dungeon. O lance é que não pode fazer barulho e isso é medido se a soma dos números de uma carta é maior que 5. Então, Knock, Knock! Dungeon! é um game onde os players vão ter que dialogar para colocarem seus cantos de carta formando um mosaico que NUNCA pode ter uma soma em uma carta superior a 5. Também há os monstros vão surgindo e possuem marcadores de tempo para serem derrotados deixando sempre o número igual ou menor a 5. O desafio final é um monstrengo cuja soma dos números é 16.



Algumas cartas da dungeon surgem com um ícone que impossibilita os players de falarem e só podem fazer gestos. Realmente, jogar com tempo é bem complicado e ainda tem um desafio opcional de fazer uma trilha de cartas com ícone de tesouro.



O game ainda vem com um modo de campanha com magias que você pode "salvar" entre uma partida e outra. Gostei e acho que esse será o último jogo conferido do ano. Veremos!

#GoGamers

domingo, 11 de junho de 2017

Arcadia Quest

Arcadia Quest é daqueles com caixa grande, pesada e cheia de componentes. É um prato cheio pra quem curte miniaturas bem modeladas. Foi lançado no Brasil pela Galápagos que, como sempre, capricha na produção.





O game é mission based. Ou seja, ele vem com o manual que possui as regras básicas e com alguns cenários pré-montados para os jogadores se aventurarem. Esse foi mais um título que pintou na aula de análise de jogos que ministro semanalmente e foi apresentado pelos alunos como um exercício de leitura de manual. O game tem muita inspiração em games de miniaturas clássicos como Star Wars miniatures. Cada player gerencia três ações de movimento com seus personagens que devem andar, atacar ou fazer ações sortidas.



O combate é bem simples e tem um mini tabuleiro para cada player gerenciar os equipamentos que cada personagem tem e acha pelo caminho. A única coisas mais demorada do game é o setup.

Bacaninha. Prato cheio pra quem curte comprar o game e pintar as miniaturas.

#GoGamers

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Boss Monster

Boss Monster é fruto de um financiamento de Kickstarter. O card game resgata um clima de jogos do Nintendinho em sua estética e - de certa forma é um Dungeon Lords bastante simplificado. O ponto alto do game, sem dúvida, é a arte das cartas; cada uma possui uma ilustração em pixel art cuidadosamente detalhada que dá a graça temática da experiência.



Cada jogador comanda um monstro e deve estruturar sua dungeon para atrair os aventureiros (que vão formar uma fila de ataque). Cada pedaço do calabouço atrai um tipo de herói e é preciso estar com recursos para eliminá-los e ganhar os pontos. Joguei duas partidas e flui bem, é divertido ler o conteúdo das cartas.



Cada partida dura 15 minutos e é um jogo que vai agradar não-gamers, principalmente aqueles que curtem uma estética de videogame do final dos anos 80. Mais um achado da ludoteca do amigo Estevão.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dungeon Lords

Jogo bem interessante assinado pelo autor Vlaada Chvátil. O cara é bem versátil na hora de combinar temas com mecânicas e ele também é criador do Space Alert (um game que quem já jogou, ama ou detesta). Em Dungeon Lords os players são criaturas escavando seus calabouços e, no intervalo de dois anos, os locais serão atacados por heróis em busca de tesouros. A imagem da caixa a seguir sintetiza brilhantemente a ideia central da brincadeira.



Cada jogador opera um mini tabuleiro e possui alguns "gerentes" para administrar seu dungeon. A cada rodada é possível conseguir comida, garimpar ouro, escavar corredores/quartos, contratar monstros e fazer armadilhas. Os players fazem escolhas destas ações em um tabuleiro maior. A ordem de escolha sempre garante benefícios diferentes e a todo momento as estratégias devem ser repensadas. Jogamos com a expansão do festival de animais de estimação e, honestamente, eu acho que deu uma atrapalhada devido ao grande número de regras extras.



No decorrer de um ano, os players vão subindo o nível de maldade de seus dungeons. Isso é perigoso, pois o dungeon com mais fama de "evil" vai atrair os aventureiros mais fodões. Logo, é importante gerenciar esse atributo. Se seu dungeon estiver com níveis de maldade muito altos pode atrair paladinos que são bem difíceis de matar. Os ataques dos aventureiros funcionam em "waves" e há toda uma dinâmica dos guerreiros atacarem, healers curarem e magos invocarem feitiços. A inteligência artificial é bem interessante nessa parte do jogo.



O pack de componentes é bem legal: cartas, marcadores, pecinhas de madeira e por aí vai. A arte é caricata e o grande destaque são as miniaturas plásticas dos imps.



O ponto complicado do game é o manual de instruções. Definitivamente é preciso estudar as páginas para compreender as diversas possibilidades do game. São muitas regras e se perder é muito fácil. Toda hora tivemos que ler e reler determinadas passagens que não ficaram claras.

Imagens do BGG. Vale a pena clicar aqui e ler todo o conteúdo.