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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Entre Linhas

Se existe uma editora BR que sabe como transformar pequenas caixas em grandes diversões, é a Paper Games. Nesse carnaval, Entre Linhas deu as caras e surpreendeu. Joguei a versão pocket que é uma parceria com a revista Super Interessante, vale dizer.



Entre Linhas é um jogo de dedução cooperativa que prova que a simplicidade mecânica pode esconder uma profundidade cognitiva bem legal. De certa forma, lembrou um pouquinho o Codenames.

O setup é um grid (que pode variar de 3x3 a 5x5) onde as colunas são letras e as linhas são números. Em cada eixo, temos palavras-chave aleatórias.

Você recebe uma coordenada secreta (ex: A3). Você precisa olhar para a palavra na coluna A e a palavra na linha 3 e dizer apenas uma única palavra que conecte ambas. Se a coluna A é "Urso" e a linha 3 é "Médico", você poderia dizer "Veterinário". O resto do grupo, então, tenta adivinhar a coordenada. Nesse sentido que ele lembra um pouquinho Codenames.



O desafio é conseguir acertar o máximo de coordenadas para vencer o desafio do tabuleiro.

Barato, rapidinho, cabe no bolso e é divertido. Além de entrar na ludoteca, já vai virar assunto da aula de game design da PUC. 😄

#GoGamers

sexta-feira, 11 de abril de 2025

ELEMENTAR: morte em 4 de julho

Ano passado eu joguei o ELEMENTAR: a tumba do arqueólogo e falhei miseravelmente na missão junto ao meu grupo. Dessa vez, não foi diferente; levei ELEMENTAR: morte em 4 de julho para uma noite de boas conversas com amigos e falhamos terrivelmente nessa missão também. Esse tipo de game me faz abrir os olhos para entender que eu nunca seria um detetive.



É um clássico game que você joga e depois pode doar para alguém, afinal de contas, você já sabe o resultado do enigma. Nesse daqui, a história é sobre assassinato com muitas reviravoltas. Eu confesso que fiquei meio decepcionado com a solução - pois achei que força nosso pensamento lateral num nível meio extremo.



Mas rendeu boas risadas e hipóteses levemente perturbadoras com meu grupo de amigos igualmente perturbado.

Parte boa: comprei na PlayEasy numa super promo por 14 reais!

#GoGamers

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Yokai

Nas minhas aulas de game design no curso de Jogos Digitais da PUC eu sempre começo o primeiro semestre com exercícios de recriação de mecânicas clássicas. A mecânica de memória está entre elas e o Yokai da Buró Jogos acabou de entrar na lista pra essae começo de curso.



É um game de memória colaborativo. Há quatro tipos de Yokais (espírritos da cultura oriental) que devem ser agrupados por cores em um grid de cartas ortoganal e irregular. O game começa com um tabuleiro de cartas de 4x4 e cada jogador em sua vez deve: 1) olhar duas cartas em segredo, colocá-las de volta ao lugar e mudar uma ortoganlmente para outro lugar; 2) abrir uma carta de dica e decidir se vai usar ou não - as cartas de dica servem para guiar os outros jogadores se estão colocando os yokais no lugar certo.

Quando acharem que está tudo alinhado, os players devem revelar as cartas e se todos estiverem agrupados ortogonalmente em suas cores certas, vitória. Senão, derrota. A pontuação varia em cima do uso correto das cartas de ajuda e de cartas de ajuda que sobraram na pilha.

O game tem variantes de dificuldade onde, além de deixar as famílias de yokais alinhadas, elas devem formar um desenho de grid específico. Jogo perfeito para levar para aula. Pequeno, barato e de qualidade legal.

#GoGamers

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Bandido

Bandido é um jogo bem legal da linha pocket da Paper Games. Me trouxe uma lembrança do Saboteur, diga-se de passagem. É um game colaborativo que pode ser jogado solo ou em até quatro players.



Uma partida começa com uma carta representando a cela do bandido. Há o modo fácil (com cinco buracos de túnel) e o modo difícil (com seis buracos de túnel). Cada jogador tem três cartas na mão e é preciso jogar uma por turno. O objetivo é muito simples: tentar fechar todos os caminhos de túnel com becos sem saída ou com o ícone da lanterna do guarda antes que o deck termine.



É desafiador e bem divertido. Acho que foi o jogo que eu mais gostei dessa linha. No entanto, vele uma ressalva: é muito feio. Normalmente não ligo pra isso, mas a arte do game é bem rudimentar.

Mas é um bom título para usar nas aulas de game design.

#GoGamers

domingo, 22 de dezembro de 2024

Knock, Knock! Dungeon!

E vamoa para mais um carteadinho divertido que faz parte da coleção de pocket games da Paper Games. Knock, Knock! Dungeon! é um título colaborativo cujas partidas duram 6 minutos e, se você for jogar com o requisito de limite de tempo, é bem desafiador.



A lore do game consiste em um grupo de aventureiros procurando tesouros numa dungeon. O lance é que não pode fazer barulho e isso é medido se a soma dos números de uma carta é maior que 5. Então, Knock, Knock! Dungeon! é um game onde os players vão ter que dialogar para colocarem seus cantos de carta formando um mosaico que NUNCA pode ter uma soma em uma carta superior a 5. Também há os monstros vão surgindo e possuem marcadores de tempo para serem derrotados deixando sempre o número igual ou menor a 5. O desafio final é um monstrengo cuja soma dos números é 16.



Algumas cartas da dungeon surgem com um ícone que impossibilita os players de falarem e só podem fazer gestos. Realmente, jogar com tempo é bem complicado e ainda tem um desafio opcional de fazer uma trilha de cartas com ícone de tesouro.



O game ainda vem com um modo de campanha com magias que você pode "salvar" entre uma partida e outra. Gostei e acho que esse será o último jogo conferido do ano. Veremos!

#GoGamers

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Elementar - a tumba do arqueólogo

Sou grande fã dos jogos-puzzle de desvendar mistérios. Já falei dos jogos da série EXIT aqui, aqui e aqui. Também já falei de Deckscape e Echoes aqui no Game Analyticz. Esse final de semana experimentei ELEMENTAR, uma série de jogos de resolução de crimes bem interessante que a Grok trouxe para o Brasil.



Apesar de não ser tão engenhoso quanto os EXIT, Elementar é uma opção bem legal, inclusive pelo preço mais acessível. 

Eu joguei a caixa “A tumba do arqueólogo” que apresenta o mistério de um roubo de um ídolo inca seguido do assassinato de uma figura importante do cenário da arqueologia.



Como todos os bons jogos de solução de enigma, este aqui apresenta uma pontuação secreta que revela o quão bem ou com mal você foi para desvendar o assassinato. e, obviamente, depois que você joga este tipo de game, pode doar para algum amigo. Afinal de contas, você já sabe a resposta e dificilmente vai jogar de novo.

Não fomos muito bem na resolução, mas foi divertido de conhecer. Como confesso que quero comprar os outros dois que foram lançados. É um bom acabamento e é uma hora de diversão garantida.

#GoGamers

sábado, 11 de abril de 2020

Set a watch

Mais um game conferido no Tabletopia durante a pandemia de coronavírus. Vamos improvisando online e tentando conhecer um jogo novo toda semana!



Set a watch é um game sobre um grupo de guerreiros ao redor de uma fogueira combatendo monstros que vão se aproximando dela. Nada de novo na mecânica de rolar dados e sacar uma fila de criaturas para serem detidas de maneira colaborativa, mas eu gostei do componente estético que quanto mais a fogueira está abastecida mais ela revela os inimigos que estão em linha para atacar. Cada personagem possui uma lista de três poderes e eles vão se revezando para manter a fogueira acesa (cada um pode ficar duas vezes no máximo). Tem um bom esquema de gerenciamento coletivo que coloca os players para dialogar e tentar gerenciar os recursos para deter os bichões.



É colaborativo e divertido. Nesses tempos de isolamento qualquer jogo já faz nossa alegria.

#GoGamers

domingo, 1 de setembro de 2019

Exit: the secret lab

Mais um da série Exit conferido. Dessa vez, com temática de escapar de um laboratório cheio de doenças. Já falei aqui sobre o game de tumba de faraó e castelo assombrado, mas esse aqui foi o que mais gostei até agora.



Para quem não conhece, a série Exit é feita de jogos descartáveis. Você rasga as cartas, desenha no livro de instruções e risca o que aparecer pela frente. É bem divertido e cooperativo.



Esse foi o primeiro que consegui terminar relativamente tranquilo com meu grupo. Especialmente esse aqui tem uns recursos interessantes de girar uma roleta no bloco de notas e destruir cartas de maneiras variadas.

Sempre bom jogar estes games one way.

#GoGamers

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Tweeeet

Finalmente consegui comprar este game para minha coleção. A caixa é um pouco feia, mas os componentes são bem legais e o jogo é bastante divertido. Tweeeet é um game no qual cada jogador controla um passarinho e deve percorrer o board modular até chegar em seu ninho. O set de peças é muito bem feito e possui os passarinhos, joaninhas, minhocas, morangos, uvas e grãos de café. Cada elemento é um ponto de "combustível" que o seu passarinho deve coletar para poder continuar voando; cada hexágono percorrido gasta um ponto de energia e é preciso calcular bem sua rota para não ficar sem comida no meio do caminho.



Dois pontos que eu gostei bastante no game: 1) dá pra jogar em equipes e os pontos são somados e divididos no final; 2) o manual de regras tem uma página de setup e uma de regras, dá pra aprender o game em 5 minutos. A regra principal é que você precisa tentar pousar sempre na comida de maior valor para marcar mais pontos.



Comprei na loja Gamers Head Quarter de Berlin. Esse foi difícil de achar porque ele é independente e não é achado em grandes lojas. Imagens do BGG.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Space Hulk: Death Angel - The Card Game

Jogo colaborativo que o amigo Snow comprou recentemente. Death Angel é um card game onde os players devem gerenciar uma equipe de soldados para combater aliens dentro de uma nave. Gostei bastante do título: é rápido e bem claustrofóbico.

A mecânica permite bastante estratégia entre os jogadores, pois para jogar é feita uma fila com os soldados de cada player (cada um tem dois deles) e os aliens vão surgindo na lateral. É preciso usar com sabedoria as três cartas que você tem na mão.

A cada rodada é necessário estabelecer quem ataca qual lado, quem pode dar suporte para o parceiro e quem muda de lugar para fazer mais estrago nas filas inimigas. O jogo possui um deck de eventos para gerar partidas variadas e a arte das cartas é bem legal.

Na imagem a seguir é possível o "tabuleiro" que as cartas formam na mesa:

Imagens do BGG.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Castle Panic

Achei fabuloso esse game. Pela simplicidade e por ser extremamente divertido. Castle Panic é um jogo colaborativo no qual os players devem defender o castelo no meio do tabuleiro de uma horda de monstros. Há seis regiões circulando o castelo e os monstros avançam rápido de todas elas.

Os players tem cartas de arqueiros, guerreiros e cavaleiros que atingem diferentes raios em torno do castelo e com elas devem tentar matar os inimigos; as cartas podem ser trocadas entre os jogadores e aqui reside um componente estratégico do jogo. Se um monstro chega no castelo, ele destrói um muro e depois começa a destruir as torres. O objetivo principal é matar todos os inimigos e deixar pelo menos uma torre em pé.

É rápido, para gamers e não gamers, com design muito bem feito e na mesa certa faz toda a diferença. O ponto mais legal do game é que no fim de todo turno de cada jogador os monstros avançam e novos surgem.

É daqueles pra jogar e não pensar, bom pra depois de um game pesado. Imagens do BGG (reparem que genial o castelinho 3D no meio do tabuleiro).