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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Euphoria: Build a Better Dystopia

Jogamos este bonito game em um recente encontro lúdico e foi uma experiência bem legal. "Euphoria: Build a Better Dystopia" é um jogo tematizado em um futuro distópico no qual, com poucos trabalhadores, você deve mudar o rumo de uma cidade imaginária utilizando sua estrutura, recursos e paisagens. A arte e os componentes formam um belo pack e deixam o clima mais legal.



O game utiliza mecânicas sortidas: 1) Os dados D6 representam seus trabalhadores e aqui entra o dice rolling do game; 2) há gerenciamento de cartas na mão para conquistar poderes/favores; 3) os jogadores devem colecionar padrões para completar missões; 4) há uma gama enorme de personagens, poderes e possibilidades para se explorar na interface do tabuleiro. A dinâmica é bem legal e dá pra pegar rápido o funcionamento; o objetivo é colocar 10 estrelas no tabuleiro, para isso, deve-se conquistar territórios, comprar itens e ativar trabalhadores.



Como em todo bom jogo com muitas escolhas de ações no tabuleiro, é preciso planejar muito bem em quais recursos investir para finalizar pontos no médio e longo prazo. Há alguns elementos colaborativos/coletivos que pesam na hora de escolher rumos para conquistar pontos. Gostei bastante da ideia de abrir tiles secretos que liberam novos poderes no tabuleiro e penalizam aqueles que não ajudaram a construir.



Quero jogar de novo. Título advindo da ludoteca do amigo Estevão. Imagens do BGG.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dungeon Lords

Jogo bem interessante assinado pelo autor Vlaada Chvátil. O cara é bem versátil na hora de combinar temas com mecânicas e ele também é criador do Space Alert (um game que quem já jogou, ama ou detesta). Em Dungeon Lords os players são criaturas escavando seus calabouços e, no intervalo de dois anos, os locais serão atacados por heróis em busca de tesouros. A imagem da caixa a seguir sintetiza brilhantemente a ideia central da brincadeira.



Cada jogador opera um mini tabuleiro e possui alguns "gerentes" para administrar seu dungeon. A cada rodada é possível conseguir comida, garimpar ouro, escavar corredores/quartos, contratar monstros e fazer armadilhas. Os players fazem escolhas destas ações em um tabuleiro maior. A ordem de escolha sempre garante benefícios diferentes e a todo momento as estratégias devem ser repensadas. Jogamos com a expansão do festival de animais de estimação e, honestamente, eu acho que deu uma atrapalhada devido ao grande número de regras extras.



No decorrer de um ano, os players vão subindo o nível de maldade de seus dungeons. Isso é perigoso, pois o dungeon com mais fama de "evil" vai atrair os aventureiros mais fodões. Logo, é importante gerenciar esse atributo. Se seu dungeon estiver com níveis de maldade muito altos pode atrair paladinos que são bem difíceis de matar. Os ataques dos aventureiros funcionam em "waves" e há toda uma dinâmica dos guerreiros atacarem, healers curarem e magos invocarem feitiços. A inteligência artificial é bem interessante nessa parte do jogo.



O pack de componentes é bem legal: cartas, marcadores, pecinhas de madeira e por aí vai. A arte é caricata e o grande destaque são as miniaturas plásticas dos imps.



O ponto complicado do game é o manual de instruções. Definitivamente é preciso estudar as páginas para compreender as diversas possibilidades do game. São muitas regras e se perder é muito fácil. Toda hora tivemos que ler e reler determinadas passagens que não ficaram claras.

Imagens do BGG. Vale a pena clicar aqui e ler todo o conteúdo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Boardgame shops em Milão. Contribuição do repórter de campo Guilherme Big

Aproveitando o mês de férias temos uma colaboração especial aqui no Game Analyticz. É um relato emocionante do amigo (e repórter de campo) Guilherme Big que visitou boas lojas recentemente em Milão (Itália). Segue o texto com belas imagens.

(Semana que vem voltamos com nossa programação normal de resenhas de games).

"Fui à Milão na semana passada numa viagem à negócios e aproveitei para visitar a Giochi dei Grandi, que conheci aqui neste distinto blog. Mas qual não foi minha surpresa quando, andando por perto do meu hotel, numa vizinhança totalmente residencial, encontro outra lojinha nerd escondida. Era a Giochi & Avventure, loja mais especialista em Warhammer, com muitas peças e kits à venda, materiais para pintura e enormes dioramas onde provavelmente seriam digladiadas épicas batalhas naquele mesmo dia.

Além de Warhammer a loja também tinha alguma coisa de Magic, inclusive aquelas famigeradas pastas e caixas de cartas sortidas e boardgames. O acervo era pequeno, mas cobria o básico do que você espera numa loja da Europa, como Cargassonne, Catan, Ticket to Ride, Citatels etc.

Por fim, conversei com o dono de lá, que seria facilmente confundido com um gigante ou um ogro, e ele me disse que o game designer Paolo Parente estava de passagem pelo Brasil".

Endereço:
Via Griotti, 8 (ang. Via Panzini)
20145 Milano
Tel. 02 87064076

 

Valeu, Big!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

VILLAGE

Jo-ga-ço! Está liderando, junto com o Terra Mystica, o top 3 dos games mais legais que joguei este ano. Village é minha mais recente aquisição para a ludoteca e chegou em um pack com várias novidades que importei recentemente. O game encantou pelo bom uso de mecânica de worker placement aliada ao inúmero rol de possibilidades que o tabuleiro oferece. Não é a toa que levou o Kennerspiel des Jahres de 2012.



A temática é medieval e muito simples: os jogadores são famílias de fazendeiros fazendo sua história em uma pequena vila. As ações são banais, mas muito charmosas: negociar no comércio, enviar um membro da família para estudar no exterior, entrar para a vida religiosa, casar e ter filhos, aprender a fazer ferramentas, criar gado e trabalhar na prefeitura. Porém, cada ação carrega uma série de efeitos que permite uma enorme gama de resultados para o placar do jogo. Todo o desenrolar do jogo funciona em um board principal e cada player possui um mini board que é sua fazenda.



O game usa um sistema de escolha de ações bem divertido onde os players capturam recursos de um pool e devem empregar os mesmos nas diferentes áreas do tabuleiro. Como todo bom euro game classicão, possui aquelas surpresas finais de pontuação que (para quem curte) deixa o game mais legal ainda. A arte é bem simples e segue o padrão euro também; a simplicidade ajuda a não criar um layout confuso e os componentes são de qualidade excelente. Já joguei games de worker placement que é impossível enxergar com clareza o que há disponível para fazer.



O fator sorte é baixo, a rejogabilidade é alta, as possibilidades de variar estratégias são grandes e - sem dúvida - é um game que verá a mesa mais vezes. Já virou um favorito e vai levar nota 9,5. Mais uma excelente peça para a coleção.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Hansa Teutonica

Hansa Teutonica é uma das últimas aquisições que fiz para a ludoteca. O jogo, assinado pelo game designer Andreas Steding, é uma experiência muito legal para aqueles que são fãs dos eurogames de action points, controle de área e pontuações cheias de surpresas no final. Realmente me surpreendeu bastante a dinâmica e diferentes possibilidades que a interface do game oferece. Vou pontuando por partes os principais elementos.



1.Ambientação e componentes: Hansa Teutonica é um jogo sobre a liga hanseática de comércio alemão do século XII. Os players controlam mercadores, vendedores e postos de comércio espalhados pelo mapa. Os componentes são ilustrados nos moldes tradicionais dos euro games, com ilustrações bem características desse tipo de jogo. Há um tabuleiro grande que representa cidades alemãs e cada player controla um tabuleiro "mesa de escritório" para gerenciar seus trabalhadores; o pack é completado com diversos cubos e discos de madeira coloridos.



2.Mecânica e interação entre os players: apesar de ter muitos elementos e possibilidades é um game tranquilo de assimilar. Os jogadores possuem actions points (começa-se com dois) que permitem alguns tipos de ações como: alocar trabalhadores para as trilhas de comércio, fundar postos de comércio nas cidades, "chutar" vendedores oponentes das trilhas, recrutar trabalhadores de um "pool" para sua guilda, reposicionar trabalhadores pelas trilhas, etc.

A cada rodada é importante ir melhorando os atributos de sua mesa para realizar mais ações e melhorar sua pontuação. É um game bem dinâmico que permite interferir bastante nas jogadas dos adversários. Na mesa certa gera conflitos divertidos e permite boas "estragadas" na jogada alheia.



3.Pontuação: a pontuação final foi um ponto que eu gostei do jogo. Assim como em outros eurogames, a parte de contagem de pontos final reserva boas surpresas (a menos que você ficou calculando de cabeça a mesa de cada adversário durante a partida). Uma vez que um player atinge 20 pontos no tabuleiro, 10 cidades estão com seus postos de comércio completos ou os recursos especiais (fichas de poderes) se esgotam, o jogo termina. Uma vez que a partida termina os players devem multiplicar sua maior "cadeia" de cidades interligadas com um recurso especial do mini tabuleiro, soma-se pontos por liderança nos postsos de comércio e mais uma série de pequenas junções de pontos.



4.Nota: Hansa Teutonica levou 8. Gostei muito mesmo. Foi uma boa surpresa, pois confesso que adquiri meio no escuro. Já havia lido resenhas no BGG e a nota por lá é alta também. Não decepcionou. Confesso que fiquei com vontade de jogar outra partida na sequência, já que o jogo não é demorado (uma hora e meia). Recomendado.

Imagens do BGG.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Você é um fã dos eurogames? Este livro é pra você.

Um pouco mais de um mês atrás eu fiz um post no meu outro blog, o Gaming Conceptz, sobre um livro chamado "EUROGAMES: The Design, Culture and Play of Modern European Board Games". Acabei esquecendo de duplicar o post por aqui, já que tem tudo a ver com o papo aqui do Game Analyticz.

O livro é um estudo bem sério sobre dinâmicas, mecânicas e cultura eurogamer. O material é rico em exemplos e há diversas entrevistas, pesquisas e estudos sobre este universo bem peculiar. Estou na metade da leitura e vale bem a pena.

Comprei a versão digital pra iPad na Livraria Cultura. Clique aqui para adquirir o seu.



Particularmente eu acho que falta mais estudos como este do Stewart Woods.

Referência:

WOODS, Stewart. Eurogames: The Design, Culture and Play of Modern European Board Games. McFarland, 2012.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Board Games em Paris, parte 3 - JEUX DESCARTES ECOLES

Eu já tinha visitado essa loja incrível quando vim pra Paris em 2009 e visitei novamente dessa vez. Bom, ela continua foda e agora parece que tem mais itens em seu acervo! A JEUX DESCARTES ECOLES fica numa localização muito boa, perto da Catedral de Notre Dame e em frente da Universidade de Sorbonne. O passeio fica lúdico e cultural.

A loja tem dois andares lotados de prateleiras que vão do chão ao teto. Tudo dividido em assuntos: abstratos, infantis, pedagógicos, estratégia, etc. Gastei uma graninha com uma leva de abstatos novos para minha coleção.

O amigo Marcos Bedendo (que está na foto abaixo) acompanhou a jornada. Agradeço pela paciência!

Aliás, vou começar a postar alguns games que comprei na viagem e já estou jogando. Muitos deles tem versão pra um player. Bom detalhe: esta loja entrega para o mundo todo. Aqui vai o site >> http://www.jeux-descartes.fr/ e boas fotos (clique para ampliar).

Sucesso! 2012 promete ser o ano lúdico!

Jogos! MUITOS JOGOS!!

Do chão ao teto.

Com a amigo Marcão (que ganhou uma dose de virgindade esse dia).

Revisitando Huizinga e Callois.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

THE WAREHOUSE DISTRICT (Het Koopmanshuis)

Comprei a versão em holandês desse game que leva o nome de Het Koopmanshuis. Caros leitores... que jogaço! Achei bom demais por vários motivos: 1)intuitivo; 2)estratégico; 3)rápido; 4)bonito; 5)fun!

O jogo se passa no porto de Hamburgo e o objetivo é adquirir navios com mercadorias. Uma vez de posse dessas mercadorias é possível estocar, vender, acumular ou trocar para conquistar mais pontos. O game usa uma mecânica bem elegante (tks to Mr. Feld) onde cada jogador aloca seus trabalhadores para aumentar ou diminuir o valor do que está sendo colocado em oferta a cada rodada.

As linhas para marcar pontos são variadas. Você pode adquirir contratos para preencher com mercadorias e pode adquirir os prédios com poder especial. No meio disso tudo deve ficar esperto com os incêndios que irão acontecer na rodada, pois eles podem fazer você ganhar ou perder muitos pontos.

Sensacional do começo ao fim. Recomendo ao extremo e quero jogar de novo essa semana. Imagens do BGG.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Architekton

Joguinho bem bacana de tile placement e temática grega. É simples, rápido e para dois jogadores. Trouxe de presente para o meu primo da minha última viagem. Espero que ele curta.

Os players, alternando rodadas, devem ir posicionando tiles de terrenos e construindo prédios nas áreas indicadas por ícones. A colocação das peças gira em torno do tipo de terreno que se encaixa na área do tabuleiro.

É possível atrapalhar as jogadas do seu oponente colocando terrenos que não façam par com os locais que as construções estão sendo feitas.

Divertido e rapidinho.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Carcassonne: Dice Game

Esse ficou bem sem vergonha. Carcassonne: Dice Game deixa bastante a desejar. Basicamente você rola (e pode rolar novamente até 2 vezes) nove dados e tenta fechar o desenho de uma cidade com os lados que caíram; catapultas são ruins e meeples permitem que os pontos sejam dobrados. O jogo acaba ficando tão rápido que nem dá chance de aproveitar ele minimamente e ainda vem com uma regra "especial" que se um jogador consegue 9 catapultas rolando na sua vez ele automaticamente ganha o jogo.



Os dados são feios e o que salva é a mini embalagem em formato divertido. Foi uma decepção e eu estou pensando seriamente em trocar ou vender.

Outros dice games como Rá Dice Game e Alhambra Dice Game mandaram melhor nas versões com dadinhos do que esse aqui.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vasco da Gama

Esse boardgame foi um dos grandes lançamentos do final de 2009 e, acreditem, é um jogaço. Por vários motivos, mas além da arte fantástica, ambientação histórica bem refenciada e o capricho dos componentes, ele conseguiu trazer uma inovação de mecânica que há muito não aparecia nos últimos big hits do mercado.

Vasco da Gama é um jogo que utiliza uma mecânica de action points com um pouco de controle de área, ou seja, você usa marcadores de ação (limitados) para conseguir dominar as melhores ações disponíveis no tabuleiro; entre as ações, você pode comprar projetos de caravelas, construir o barco, equipar a nau com tripulação, buscar ajuda de nobres e realizar uma viagem pela costa portuguesa. Deem uma olhada no belíssimo tabuleiro e cada uma das áreas de ações que estão divididas no layout:

Há um pedaço do tabuleiro que contém a inovação do jogo que são peças numeradas de 1 a 22, que os jogadores vão escolhendo para colocar junto com seus marcadores de ação. Quando todos são colocados, o jogo vai se resolvendo em sequência crescente e é aqui que você deve planejar muito bem os números para não cometer um erro do tipo colocar um barco pra navegar sem ter um barco construído. A seguir o detalhe do board com os números.

Apesar do manual ter 12 páginas, é super bem explicado. O jogo tem uma série de possibilidades, mas se mostra bem intuitivo durante a partida. Joga-se de 2 a 4, mas logicamente com 4 pessoas é que fica melhor. E não é um jogo longo, dura na média uma hora e meia.

As imagens dizem mais sobre a qualidade dos componentes. Temos tiles de barcos, meeples caprichados, marcadores de madeira e toda uma arte muito bem caracterizada e ambientada na corte portuguesa na época das grandes navegações.

O amigo Macri apresentou esse título que chegou recentemente para seu acervo pessoal; eu joguei, gostei e já vou comprar um pra mim. Para quem quiser saber mais sobre o jogo e seu criador, Paolo Mori, acesse aqui a página oficial no BGG.

Acredito que os amigos de além mar do blog português JOGO EU devem ter gostado desse título.

domingo, 22 de novembro de 2009

Toledo

Gostei bastante desse título do Martin Wallace que o Marcos nos apresentou recentemente. Visitei a cidade de Toledo no início do ano e adorei o local; quando descobri que tinha um jogo ambientado lá fiquei bastante curioso para conferir.

Cada jogador comanda um grupo de ferreiros que deve fabricar espadas e entregar no castelo. Para isso o gameplay gira em torno de alocação de trabalhadores e escolha de ações (pois há várias e você só pode optar por uma).

O jogo tem um sistema de combate e movimentação bem inteligente totalmente baseado nas cartas de dinheiro do deck. A cada rodada é possível erguer forjas, comprar aço e fabricar espadas, assim como é possível usar construções de outros players pagando taxas. As espadas que valem menos pontos são feitas só com aço, as espadas mais valiosas são feitas com aço e pedras preciosas.

O tabuleiro recria a cidade de Toledo de maneira espetacular, todos os detalhes principais são identificáveis. Adoro jogos temáticos que traduzem pesquisa histórica em suas interfaces. Nota 10 pela experiência. Imagens do post via BGG e a seguir algumas imagens que trouxe de lá.

Vista externa da antiga cidade Fortaleza (a foto ficou parecida com o desenho da capa do game).

O autor deste humilde blog empunhando uma poderosa ropera toledana dano D8 (foto by Jaque)

Sonho de consumo.

Catedral de Toledo na parte central da cidade.



Sinos da morte anunciam um entardecer carnívoro.