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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Genesis

Título do mestre Knizia que, como bem apontado pelo Paulo Santoro, poderia ter uam temática melhorzinha. Talvez se fosse abstrato e abrisse mão do cenário pré-histórico com dinossauros, homens das cavernas, etc. poderia ser bem mais charmoso.



No entanto, não decepciona. Genesis é um jogo que é explicado em menos de 2 minutos, mas é daqueles que rende bastante em termos de estratégia. A mecânica é de controle de área com um pouquinho de sorte na rolagem de dados; cada jogador deve tentar montar as melhores áreas contínuas unindo cores com seus respectivos símbolos.



Áreas maiores são as mais beneficiadas com algumas regras especiais que pontuam de maneira diferente as configurações que podem surgir.

Bem rápido e gostoso de jogar. Para 2 a 4.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Strasbourg

Gosto bastante dos jogos do Stefan Feld e este é mais um que agradou. Strasbourg se passa no século XV e temos uma temática de jogo de poder político presente na interface do game. O poder dos políticos, dos religiosos e das guildas de comércio são os pontos a serem conquistados para exercer domínio sob o território exibido no mapa da cidade.



O jogo possui dois mecanismos básicos: leilão e controle de área. Os players possuem um deck com cartas numeradas de 1 a 6 e a cada rodada escolhem quantas delas irão usar no leilão. Você pode usar quantas quiser, mas deve prever um número médio para poder participar de todos os leilões que irão ocorrer no jogo.



Uma vez que você conquista poder político, religioso ou comercial pode alocar seus trabalhadores pelas áreas do tabuleiro. Essa é uma parte importante pois o posicionamento deles tem a ver com objetivos secretos que cada um ganha no início da partida. Outro ponto legal do jogo: você recebe cinco objetivos no início da partida e pode arriscar ficar com todos se quiser, é questão de avaliar as chances e montar uma boa estratégia.



Achei bem disputado e divertido, principalmente porque você não pode comprar objetivos extras no meio da partida. Valeu a jogatina. Imagens do BGG.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Kingdom Builder

Esse foi um game que conferi aqui em Lisboa na jogatina na Passion Fruit. Kingdom Builder é um board game bem fraquinho de control de área com temática medieval. Basicamente a cada rodada cada jogador deve sortear uma carta de tipo de terreno e alocar três casas em hexágonos correspondentes nesses lugares sempre formando uma fila.

A ideia é chegar até as vilas e castelos para pontuar mais e ganhar poderes para movimentar sua peças mais livremente. Um dos pontos positivos do jogo é que há um deck de objetivos e no início de cada partida são sorteados três deles, ou seja, os jogos sempre são diferentes nesse sentido.

A mecânica permite pouca estratégia, a arte e componentes são ok, mas mesmo assim foi divertido de conhecer com os novos amigos portugueses, ora pois! Imagens do BGG.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Charon Inc.

Jogo conferido na casa do amigo Torselli. Charon Inc. é um game onde os players são companhias mineradoras explorando recursos em uma lua de Plutão.

Basicamente a cada rodada os players colocam bandeirinhas para marcar as áreas do tabuleiro que eles desejam conquistar. As áreas possuem pedras coloridas e a combinação dessas cores é o que permite construir prédios que valem pontos para o final do game.

Há uma tabela lateral onde sempre sobra uma bandeirinha sua. Essa sobra garante um poder especial para a rodada.

O game é rápido e com design ok. Funciona muito bem para 5 players.

Imagens do BGG.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Masons

Jogo do Leo Colovini de controle de área onde o objetivo é formar o maior número de cidades. Com um tabuleiro dividido em três áreas distintas, cada player - em sua rodada - constrói um muro e rola dados para descobrir que cor de palácios irá construir dentro de cada território.

O sistema de pontuação é coletivo, sempre que um player pontua os demais podem usar as cartas que possuem na mão para cumprir seus objetivos também. O que vale pontos no game são os muros, torres e palácios em termos de cores e quantidades.

Gostoso de jogar. Arte agradável e bem resolvida.
Apresentado pelo amigo Macri.

sábado, 6 de novembro de 2010

Gonzaga

Um pouco de história antes de falar do jogo: A família Gonzaga reinou sobre parte do norte da Itália por aproximadamente 500 anos, perdendo controle para a família Hapsburg, da Austria, em 1708. Nesse game, os players assumem o papel de conquistadores dessas famílias que devem ampliar seus domínios pelos territórios da Europa.

A mecânica é de controle de área; cada jogador tem um deck de cartas de territórios e um deck de cartas de ações. A cada rodada (joga-se de 7 a 12) é preciso escolher um local e o que vai fazer naquele local com as cartas. É dinâmico e cheio de surpresas, pois conforme o jogo anda, menos espaços vão ficando disponíveis no tabuleiro.

Atrás de números de iniciativa cidades e castelos vão sendo construídos para ocupar espaços privilegiados do tabuleiro, garantindo assim, pontos para o final da partida. Cada jogador possui também uma carta de objetivo secreto para tentar preencher áreas específicas do tabuleiro e garantir mais pontos.

Qualidade gráfica excelente e destaque para os tiles 3D do game. Divertissímo, já entrou na wishlist.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Oregon

Adorei esse game. Rápido de explicar, fácil de jogar e com possibilidades bem interessantes em relação ao gamepaly. Oregon é um jogo sobre colonização de novas terras americanas. Através de uma mecânica de cruzamento de cartas, os players devem posicionar seus imigrantes nas áreas mais privilegiadas do tabuleiro entre um eixo X e um eixo Y.

As áreas privilegiadas são os tiles de cidade, minas, igrejas, etc. Para cair em cima delas é preciso ter uma carta com símbolo correspondente na horizontal e outro na vertical do tabuleiro. Quando o meeple cowboy é colocado adjacente à região privilegiado ele pontua imediatamente. Logicamente os espaços são limitados, o que força você ficara tento ao tabuleiro todo antes de cada posicionamento.

Outro detalhe é que alguns tipos de construção possuem terreno específico para serem alocadas, logo é possível posicionar um tile prevendo melhores lugares para seus trabalhadores.
Achei interessante. Apresentado pelo amigo Macri. Imagens do BGG.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Samarkand

Jogo lançado recentemente que oferece uma experiência bastante decente em termos de gameplay. Samarkand é um game bem rápido sobre famílias do oriente que vão se unindo e conquistando terrenos através de um amplo mapa cheio de produtos comercializáveis.

Cada jogador deve fazer alianças entre as famílias de diferentes povos, construir caminhos de camelos por todo o mapa e privilegiar as uniões matrimoniais que trarão mais grana para a conta (é a dura realidade, mas o amor que se lasque aqui). O jogo possui um sistema de pontuação brilhante que funciona em cima de cartas de produtos que cada player segura na mão, quanto mais rotas de camelos visitarem um produto específico, melhor.

O layout do tabuleiro merecia um acabamento melhor, ficou com cara de "Corel Draw", porém não interfere na experiência do jogo; as ilustrações dos tiles ficaram bem adequadas.

O amigo Tola apresentou este título em uma tarde de jogatina. Imagens do BGG.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Australia

Game de controle de área do mestre Kramer. Em Australia, os players são rangers realizando projetos ambientais e de desenvolvimento do país. Através de uma mecânica bastante visual, cada player deve fechar áreas delimitadas para atingir objetivos pré-marcados no mapa australiano.

Dois componentes são bem interessantes no game: o primeiro é o avião que atravessa grandes distâncias e permite desbravar territórios; o segundo são as miniaturas dos rangers que devem ser alocadas no tabuleiro para cumprir as missões.

É importante ficar atento aos demais players (joga-se de 2 a 5) pois há muitos espaços e poucos peões para posicionar. Outro detalhe importante: é um game onde acontecem muitas pontuações coletivas, ou seja, precisamos ficar atentos ao fechar uma área, pois se outros jogadores possuem rangers alocados também ganham pontos.

Outro detalhe interessante da mecânica é um moinho que passeia pelo tabuleiro e aumenta de pontuação, é uma maneira de ganhar pontos extras treinando sua equipe. Bem rápido e bem gostoso de jogar depois de um game pesado.

E para celebrar um jogo sobre a Austrália, segue um clipe genial da melhor banda de lá: AC DC. E o melhor: um bizarro clipe com Arnold Schwarzenegger como destaque principal. Enjoy!



Imagens do BGG.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

COLONIA

Colonia é um jogaço ambientado na idade média em uma grande cidade do Sacro Império Romano onde famílias de nobres disputam influência política e comercial. Os jogadores controlam estas famílias de patrícios e através de uma série de ações devem conseguir comprar relíquias preciosas e assim ganhar os pontos de vitória.

O jogo possui uma estrutura complexa e muito bem engendrada. Cada ação requer um cuidadoso planejamento futuro para que não falte recursos nas situações chave do game. Basicamente há uma primeira fase onde os players colocam os membros de suas famílias em uma corte (isso define ordem de jogo e poder de voto); na segunda fase é possível alocar familiares para comprar matéria prima no mercado; na terceira fase, com a matéria prima, se produz os bens manufaturados; na quarta fase é onde coloca-se as mercadorias em barcos para ganhar dinheiro; a fase final consiste em usar o dinheiro para comprar relíquias religiosas picaretas (pedaço da cruz de cristo, pena da pomba de noé, etc.)

Li algumas críticas em relação ao uso de dado para definir alguns setups do tabuleiro, mas sinceramente não me incomodou nem um pouco. Achei emocionante e bem envolvente, é preciso estar atento a cada ação dos oponentes, pois joga-se com um biombo que esconde recursos, dinheiro, etc.

Apesar do manual de 14 páginas e da duração de 2 horas, é um game altamente intuitivo conforme a partida vai se desenvolvendo. Joguei somente uma partida, mas quero experimentar novamente; obtive uma vitória disputadíssima e ganhei no desempate de dinheiro.

A arte é fantástica e os componentes idem. Nota 10. Imagens do BGG.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Butterfly

Há alguns posts atrás eu mencionei um game protótipo do amigo Macri. Recentemente conheci outra criação sua: um family game bem divertido que leva o nome de Butterfly. O game é intuitivo e super rápido.

Em Butterfly, os players são caçadores de borboletas em uma floresta. Através de cartas de movimento é possível andar pelas áreas cheias de borboletas e captura-las. O game utiliza uma pontuação baseada em coleções, ou seja, quanto mais conjuntos de peças iguais você marca mais pontos.

O game está redondinho. Mais um pronto pra ganhar arte e ir pra prateleira. Outra bela criação prototipada conferida.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Wild Life

Mr Wolfgang Kramer, definitivamente, é o mestre do controle de área. Em Wild Life o cara se superou. Gostei demais desse game. Simpático, intuitivo e extremamente disputado, é um título que não pode faltar na ludoteca na modalidade area control.

Em Wild Life cada player é uma raça de animal pré-histórico (mamute, crocodilo, etc.) lutando para sobreviver em uma terra selvagem. Cada raça tem algumas particularidades intrinsicamente ligadas a alguns tipos de terrenos. Por exemplo: o mamute anda na floresta, se reproduz na montanha e ataca na savana; isso gera um componente estratégico bem interessante a cada partida.

Outra característica positiva do jogo é o sistema de pontuação que se materializa de forma brilhante conforme áreas do tabuleiro vão sendo preenchidas. São privilegiadas as áreas mais ocupadas e maior cadeia de raças feitas em sequência.

Um dos melhores do gênero que eu já joguei. Recomendado em gênero, número e grau. Imagens do BGG. Apresentado pelo amigo Macri.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mexica

Um game que faz parte de uma trilogia junto com o Tikal e o Java. Excelente como seus irmãos e com um design primoroso. Usa uma mecânica de controle de área bem dinâmica e interativa. Mais um belíssimo título do mestre Kramer.

Mexica é um game sobre a construção da cidade de mesmo nome em uma ilha no lago Texcoco. Os jogadores devem dividir o tabuleiro usando canais de água para formar distritos e depois construir templos.

O jogo acontece em dois momentos: primeiro divide-se o tabuleiro em canais de água e pontua-se por área de distrito fechada; assim que todos os templos são construídos começa a parte dois onde coloca-se uma segunda leva de prédios e pontua-se por squares ocupados. A dinâmica é rápida não leva mais do que meia hora. Mais um bom clássico apresentado pelo amigo Macri.

Imagens do BGG.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

IL Principe

Il Principe é um boardgame onde os players são representantes de importantes famílias italianas lutando para conquistar influência dos diferentes regiões/cidades do país. Não gostei muito do game no geral.

Primeiramente ele tem um design que prejudica a visualização, pois usa marcadores minúsculos muito parecidos que se confundem no tabuleiro. As cartas são bem bonitas, mas esse fato se perde na hora que se está colocando os elementos no board.

O game usa duas mecânicas: leilão (para conseguir territórios) e controle de área (para conseguir influência); achei que os dois ficaram sub-utilizados no contexto geral do título. O leilão não é emocionante, pois o dinheiro é escasso; consequentemente a disputa por área acaba sendo pequena também.

Nota 6 para esse aqui que prometia bastante, pois é um título do mesmo autor do excelente Assyria.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

The Bridges of Shangri-La

Jogo bem diferente que me orgulho muito de dizer que consegui uma boa vitória. A brincadeira é de controle de área, mas é diferente, pois o tempo todo seus soldados estão se locomovendo pelo tabuleiro.

Basicamente, cada jogador tem uma série de mestres e discípulos das artes marciais, que estão lutando pela supremacia de Shangri-La. Cada vez que uma batalha é travada entre duas cidades a ponte que as une é destruída; o objetivo é deixar a cidade ilhada e ter o maior número de mestres na área que foi isolada.

Parece simples, mas o game é uma complexidade belíssima. Demora pra pegar o ritmo, mas quando você traça a estratégia e vai sacando os oponentes é que o game cresce de maneira absurda.

Arte legal, mecânica nota 10 e diversão garantida. Esse é daqueles com contagem de pontos emocionante! Imagens do BGG.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Portobello Market

Jogaço genial que demora 5 minutos para explicar as regras e meia hora para jogar. Em PORTOBELLO MARKET os jogadores são transpostos para 1901, em Londres, no famoso mercado que leva o mesmo nome; o objetivo aqui é garantir a cada manhã um lugar seguro para armar sua venda.

O game é um controle de área com algumas sofisticações bem legais, onde você tenta o tempo todo lucrar da melhor maneira possível cortando seus oponentes e garantindo a melhor combinação de clientes.

Os recursos são limitados e o tempo no game é bem escasso. Boas decisões estratégicas são bem vindas para garantir a maioria dos bônus. Tranquilamente um título que eu gostaria de ter na minha coleção.

Imagens do BGG.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vasco da Gama

Esse boardgame foi um dos grandes lançamentos do final de 2009 e, acreditem, é um jogaço. Por vários motivos, mas além da arte fantástica, ambientação histórica bem refenciada e o capricho dos componentes, ele conseguiu trazer uma inovação de mecânica que há muito não aparecia nos últimos big hits do mercado.

Vasco da Gama é um jogo que utiliza uma mecânica de action points com um pouco de controle de área, ou seja, você usa marcadores de ação (limitados) para conseguir dominar as melhores ações disponíveis no tabuleiro; entre as ações, você pode comprar projetos de caravelas, construir o barco, equipar a nau com tripulação, buscar ajuda de nobres e realizar uma viagem pela costa portuguesa. Deem uma olhada no belíssimo tabuleiro e cada uma das áreas de ações que estão divididas no layout:

Há um pedaço do tabuleiro que contém a inovação do jogo que são peças numeradas de 1 a 22, que os jogadores vão escolhendo para colocar junto com seus marcadores de ação. Quando todos são colocados, o jogo vai se resolvendo em sequência crescente e é aqui que você deve planejar muito bem os números para não cometer um erro do tipo colocar um barco pra navegar sem ter um barco construído. A seguir o detalhe do board com os números.

Apesar do manual ter 12 páginas, é super bem explicado. O jogo tem uma série de possibilidades, mas se mostra bem intuitivo durante a partida. Joga-se de 2 a 4, mas logicamente com 4 pessoas é que fica melhor. E não é um jogo longo, dura na média uma hora e meia.

As imagens dizem mais sobre a qualidade dos componentes. Temos tiles de barcos, meeples caprichados, marcadores de madeira e toda uma arte muito bem caracterizada e ambientada na corte portuguesa na época das grandes navegações.

O amigo Macri apresentou esse título que chegou recentemente para seu acervo pessoal; eu joguei, gostei e já vou comprar um pra mim. Para quem quiser saber mais sobre o jogo e seu criador, Paolo Mori, acesse aqui a página oficial no BGG.

Acredito que os amigos de além mar do blog português JOGO EU devem ter gostado desse título.